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Atriz e musa do carnaval fez desabafo no Instagram, dizendo que não vai se calar e que os comentários foram "imediatamente registrados e encaminhados à Justiça"

A atriz, musa do carnaval e, vamos combinar, DEUSA da beleza Cris Vianna foi vítima de racismo na internet, no domingo (29), e não deixou o episódio barato.

A paulista de 38 anos foi ao Instagram na segunda-feira (30) para entregar os criminosos e deixar claro que não vai se calar e já foi à justiça para registrar o ocorrido.

Cris Vianna é vítima de racismo no Facebook e rebate:
Divulgação
Cris Vianna é vítima de racismo no Facebook e rebate: "a essa minoria cega e burra, minha pena"

“Infelizmente, ainda passamos por isso em pleno 2015”, começou a atriz, atualmente no ar como a Indira de “A Regra do Jogo” . Segundo Cris, os ataques aconteceram através de comentários no Facebook. “Não posso me calar. Se meu trabalho me permite alguma expressividade, usarei minha voz por muitos que sofrem esse tipo de ataque racista diariamente e voltam para casa calados”, continuou.

Cris Vianna é paulista, tem 28 anos e todos os anos defende a Imperatriz Leopoldinense
Divulgação
Cris Vianna é paulista, tem 28 anos e todos os anos defende a Imperatriz Leopoldinense

"Tenho orgulho da minha pele, do meu cabelo, da minha origem e de tudo o que sou. Do que somos. E não estamos sozinhos. Temos do nosso lado a lei", disse. "Sinto um encantamento profundo por essa mistura de cores que embeleza o nosso país e nos faz, brasileiros todos, sermos o que somos."

Cris Vianna na Sapucaí à frente da escola Imperatriz Leopoldinense
Foto Rio News
Cris Vianna na Sapucaí à frente da escola Imperatriz Leopoldinense

A rainha de bateria da Imperatriz Leopoldinense seguiu dizendo que sente “vergonha e tristeza” por quem ainda em 2015 reproduz esse tipo de pensamento “há muito ultrapassados e desde sempre absurdos.”

“São covardes com mentes limitadas, incapazes de enxergar e aceitar que somos todos, com as nossas diferenças e peculiaridades, dignos do mesmo respeito. A essa minoria cega e burra, minha pena.”

Infelizmente, ainda passamos por isso em pleno 2015. Recentemente, a vítima foi a competente jornalista Maria Júlia Coutinho. E agora, apenas um mês após minha linda colega Thaís Araújo também ter sido vergonhosa e covardemente atacada, aqui estamos novamente precisando enfrentar racistas escondidos sob o pretenso anonimato da internet. Na noite do último domingo, minha página do Facebook recebeu uma série de comentários preconceituosos, imediatamente registrados e encaminhados à Justiça. Não posso me calar. Se meu trabalho me permite alguma expressividade, usarei minha voz por muitos que sofrem esse tipo de ataque racista diariamente e voltam para casa calados, cansados de não serem ouvidos, para chorar sozinhos. Como todos vocês, tenho orgulho da minha pele, do meu cabelo, da minha origem e de tudo o que sou. Do que somos. E não estamos sozinhos. Temos do nosso lado a lei – racismo é crime inafiançável - e milhares de brasileiros que também acreditam num país mais justo e civilizado, gente que entende que respeitar as diferenças é mais que um dever e que está disposta a denunciar e lutar contra todo tipo de preconceito. Sinto um encantamento profundo por essa mistura de cores que embeleza o nosso país e nos faz, brasileiros todos, sermos o que somos. A vergonha e a tristeza que sinto hoje são por essas pessoas pequenas, pobres de espírito e de coração vazio, que, em 2015, ainda insistem em reproduzir pensamentos há muito ultrapassados e desde sempre absurdos. São covardes com mentes limitadas, incapazes de enxergar e aceitar que somos todos, com as nossas diferenças e peculiaridades, dignos do mesmo respeito. A essa minoria cega e burra, minha pena.

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