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De férias na cidade durante os ataques terroristas, o apresentador desabafa nas redes sociais: "Como seguir viagem?"

Zeca Camargo esteve no Cirque d'Hiver, bem próximo ao Bataclan, quatro dias antes do ataque à casa de shows
Reprodução/Instagram
Zeca Camargo esteve no Cirque d'Hiver, bem próximo ao Bataclan, quatro dias antes do ataque à casa de shows

De férias em Paris durante os atentados terroristas  dessa sexta-feira (13), Zeca Camargo voltou para a frente das câmeras no sábado (14) para dar informações sobre as vítimas brasileiras no programa  "É de Casa", no qual faz parte do time de apresentadores.  

Neste domimgo (15), ainda na capital francesa, Zeca fez um enorme desabafo no Instagram sobre a situação na cidade onde mantém um apartamento. 

"Como seguir viagem? Como você - aliás, como o mundo todo -, sigo atordoado pela violência, estupidez e indignação ao ataques da última sexta-feira à noite em Paris. Que é, como você sabe, a cidade que escolhi para comemorar um ano de viagens. Nosso passeio mal começava quando um atentado terrorista de proporções nunca vistas na França deixou 129 mortos - a contagem oficial até o momento em que escrevo.

Fiz duas postagens ainda sob o efeito do primeiro choque - e desde então, como todo mundo, acompanho o desenrolar dos tristes fatos. As perguntas que passam pela minha cabeça, tenho certeza, passam também pela sua. Mas a que ecoa mais forte hoje de manhã é a que fiz lá no início: como seguir viagem? Procurando respostas, me inspiro no próprio espírito dos franceses - que percebo em editoriais de jornais, textos, twitters, manifestos, entrevistas. No meio da dor e do sofrimento, depois do firme propósito de combater a barbárie e proteger a população civil, a atitude que me chama a atenção é a de não baixar a cabeça.

Me inspiro no próprio espírito dos franceses. No meio da dor e do sofrimento, depois do firme propósito de combater a barbárie e proteger a população civil, a atitude que me chama a atenção é a de não baixar a cabeça"

Claro que a intenção de um ato desses é também assustar a todos, passar a sensação de que ninguém está protegido. Mas o ser humano é mais forte do que isso - e os franceses estão aos poucos mostrando que não vão se curvar. A vida segue - atenta. E é por isso que vamos seguir por essa cidade linda que é Paris - a cidade que se recupera de um trauma.

E retomo essa nossa visita mostrando um lugar bastante simbólico - para mim e para os acontecimentos recentes. Na última segunda-feira, passei novamente em frente ao Cirque d'Hiver, ali na Rue Amelot. Este é um dos meus lugares favoritos de Paris - não apenas um espaço de espetáculos circenses, mas também um pequeno auditório inesperado para shows incríveis (teve um do XX lá que foi inesquecível). Pois logo ali atrás fica o Bataclan - onde ocorreu o maior massacre, durante um show do Eagles of Death Meal. Uma associação triste - eu sei. Mas é com essa imagem que fiz semana passada, aproveitando o lindo céu que estava aquele dia, que eu reafirmo que vamos seguir viagem. Porque é preciso ir em frente - em nome da beleza e das coisas do bem. E das pessoas que vivem pra isso. Vamos?"

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Como seguir viagem? Como você - aliás, como o mundo todo -, sigo atordoado pela violência, estupidez e indignação ao ataques da última sexta-feira à noite em Paris. Que é, como você sabe, a cidade que escolhi para comemorar um ano de viagens. Nosso passeio mal começava quando um atentado terrorista de proporções nunca vistas na França deixou 129 mortos - a contagem oficial até o momento em que escrevo. Fiz duas postagens ainda sob o efeito do primeiro choque - e desde então, como todo mundo, acompanho o desenrolar dos tristes fatos. As perguntas que passam pela minha cabeça, tenho certeza, passam também pela sua. Mas a que ecoa mais forte hoje de manhã é a que fiz lá no início: como seguir viagem? Procurando respostas, me inspiro no próprio espírito dos franceses - que percebo em editoriais de jornais, textos, twitters, manifestos, entrevistas. No meio da dor e do sofrimento, depois do firme propósito de combater a barbárie e proteger a população civil, a atitude que me chama a atenção é a de não baixar a cabeça. Claro que a intenção de um ato desses é também assustar a todos, passar a sensação de que ninguém está protegido. Mas o ser humano é mais forte do que isso - e os franceses estão aos poucos mostrando que não vão se curvar. A vida segue - atenta. E é por isso que vamos seguir por essa cidade linda que é Paris - a cidade que se recupera de um trauma. E retomo essa nossa visita mostrando um lugar bastante simbólico - para mim e para os acontecimentos recentes. Na última segunda-feira, passei novamente em frente ao Cirque d'Hiver, ali na Rue Amelot. Este é um dos meus lugares favoritos de Paris - não apenas um espaço de espetáculos circenses, mas também um pequeno auditório inesperado para shows incríveis (teve um do XX lá que foi inesquecível). Pois logo ali atrás fica o Bataclan - onde ocorreu o maior massacre, durante um show do Eagles of Death Meal. Uma associação triste - eu sei. Mas é com essa imagem que fiz semana passada, aproveitando o lindo céu que estava aquele dia, que eu reafirmo que vamos seguir viagem. Porque é preciso ir em frente - em nome da beleza e das coisas do bem. E das pessoas que vivem pra isso. Vamos?

Uma foto publicada por Zeca (@zecacamargomundo) em


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