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Prima de Ana Carolina Vieira contou ao iG que Anderson Rodrigues Leitão a estrangulou e ficou três dias com o corpo; veja conversas da dançarina com familiares no WhatsApp

A ex-bailarina do grupo "Aviões do Forró", Ana Carolina Vieira , que foi encontrada morta na quarta-feira (4) no apartamento em que morava, já vinha se queixando para a família sobre o comportamento de Anderson Rodrigues Leitão , ex-namorado que confessou o assassinato. Em conversas do Whatsapp, ela desabafa com a mãe.

Mensagens trocadas entre Ana Carolina Vieira e a família por WhatsApp
Reprodução
Mensagens trocadas entre Ana Carolina Vieira e a família por WhatsApp

Ana Carolina, que mostrava não querer mais nada com Anderson, reclamava da constante presença do ex-namorado na porta de sua casa, mas não quis chamar a polícia, como a mãe aconselhou.

Ana Carolina Vieira se queixava do ex-namorado para família
Arquivo pessoal
Ana Carolina Vieira se queixava do ex-namorado para família



Em outra conversa, a família da vítima acredita que Anderson tenha se passado pela dançarina para ninguém desconfiar. A troca de mensagens aconteceu na última segunda-feira (2), quando Ana Carolina já estava morta.

Thais Barbosa, prima da vítima, contou ao iG que a família está buscando uma autorização para poder cremar o corpo de Ana Carolina. "Eu a vi. Ela está deformada e inchada", contou ela, que finalizou. "O corpo já está em decomposição."

A parente de Ana Carolina confirmou na quarta-feira (4) que a dançarina foi estrangulada por Anderson. "Ele ficou com ela no apartamento por três dias. Ele colocou incenso para ninguém sentir o cheiro". 

Ana Carolina Vieira participou do concurso para ser bailarina do programa do Faustão
Reprodução
Ana Carolina Vieira participou do concurso para ser bailarina do programa do Faustão

Homicídio triplamente qualificado

O chefe de investigações no 95º Distrito Policial, Francisco Paulo Moraes , disse à reportagem que após ser autuado em flagrante por homicídio, Anderson Rodrigues Leitão confessou o crime. "Ele não negou uma vez sequer". 

O investigador disse que a polícia ouve familiares de Ana Carolina nesta quinta-feira (5) apenas para cumprir com o protocolo - já que a vítima apesar de ser ameaçada não procurou a polícia, mas que Anderson já está à disposição da Justiça para determinação se haverá ou não júri popular.

"Já estamos encaminhando tudo para o Ministério Público, Defensoria e Justiça", disse. Anderson deve responder por homicídio triplamente qualificado: asfixia, motivo torpe e feminicídio. 

*Com reportagem de Reinaldo Glioche

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