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Em entrevista, atriz, que está no elenco de 'A Regra do Jogo', diz que não descarta adotar uma criança

Fernanda posa no teatro, que lota todas as noites com a peça ‘Meu Passado Não Me Condena'
João Laet/Agência O Dia
Fernanda posa no teatro, que lota todas as noites com a peça ‘Meu Passado Não Me Condena'

Rio - Oito da noite. O teatro está lotado. Tem sido assim há dois anos, desde que Fernanda Souza estreou o espetáculo ‘Meu Passado Não Me Condena’, que acaba de ter sua temporada estendida até dezembro, no Teatro Fashion Mall, em São Conrado. Mesmo com o sucesso de público e crítica, a atriz ainda se assusta toda vez que sobe ao palco.

“Eu olho para todas aquelas poltronas ocupadas e fico sem acreditar que aquelas pessoas estão ali para me ver”, entrega. E os números falam por si só. Desde que estreou, a peça já foi assistida por mais de 200 mil pessoas e apresentada em pelo menos 50 cidades. “Eu não esperava esse sucesso. Sou pé no chão e acho que a minha ficha só caiu quando nós lotamos o Vivo Rio, que tem mais de dois mil lugares.”

E esse sucesso no teatro só vai aumentar com a estreia da atriz no horário nobre. Com 26 anos de carreira, ela dá vida à fogosa Mel, da novela ‘A Regra do Jogo’. “A Mel é aquela mulher confiante, o tipo que acredita no poder dela. É uma atriz figurante, mas tem certeza de que vai conseguir ser protagonista. É um furacão, tamanha a sua sensualidade. Totalmente o oposto de mim. Eu sempre digo que a minha sensualidade vem quando a personagem precisa, do contrário, sou muito mais a moça engraçada do que a sexy.”

Já o público está se reacostumando a ver as curvas bem definidas da atriz, que ficam em evidência com o figurino pra lá de provocante usado por Mel. “A Marie (Salles, figurinista da novela) é uma gênia. Como a Mel é uma moradora do Morro da Macaca, sem muita grana, ela teve a ideia de comprar as peças e customizar. Tem fenda, tem decote, tudo para ficar um visual bem próprio.”

Se na TV Fernanda precisa se esforçar para expor uma sensualidade, que ela garante não ter, no palco pode ser ela mesma, sem medo. Protagonizando uma espécie de stand-up moderno, escrito por ela e produzido por Léo Fuchs, o projeto relembra os personagens de sucesso da atriz, como a Mili de ‘Chiquititas’, a Mirna de ‘Alma Gêmea’, a Carola de ‘O Profeta’, a Isadora de ‘Toma lá, Dá cá’, entre outros.

Fernanda Souza e o marido, Thiaguinho
Maíra Coelho / Agência O Dia
Fernanda Souza e o marido, Thiaguinho


“As pessoas têm uma curiosidade enorme para saber mais sobre a vida das celebridades. Então, eu comecei a montar o espetáculo e separei as histórias mais legais. Ali, conto momentos delicados por quais passei, fases engraçadas e, no final, eu falo um pouco sobre o Thi (Thiaguinho, cantor casado com Fernanda desde fevereiro). É engraçado porque todo mundo acha que é a parte romântica da peça, mas na verdade é hilária”, entrega.

Aos 31 anos, Fernanda parece ter encontrado a tão merecida paz com a balança. Em 2006, ela engordou sete quilos para dar vida à desleixada Carola, da novela ‘O Profeta’. Na época, deixar a vaidade de lado não foi um problema e ela garante que faria tudo outra vez. “Cada quilo que eu ganhei valeu a pena. Eu jamais abriria mão daquele trabalho por conta de vaidade. Se hoje pintasse uma proposta parecida, eu toparia de novo. Essa loucura pelo corpo perfeito, em detrimento da saúde, me assusta”, avalia ela, que recentemente ganhou um elogio poderoso.

“Esses dias, a Yasmin Brunet foi assistir à minha peça. No final, ela foi até o camarim e, quando eu troquei de roupa, ela falou: ‘Nossa, amiga, o seu bumbum está lindo’. Fiquei feliz, afinal, um elogio da Yasmin não é para qualquer uma, né?!”

Workaholic assumida, Fernanda conta que, ao contrário do que muitos pensam, ela ainda não está planejando ter o seu primeiro filho. “O tempo agora é de trabalhar. Daqui a alguns anos, a gente pensa nisso. E aí eu também não descarto a possibilidade de adotar”, diz ela. Mas a atriz reconhece que a maturidade a fez aprender a equilibrar o trabalho com a vida pessoal.

“Eu era mais enlouquecida com isso, mas, quando o meu pai ficou doente, eu fui pra São Paulo e fiquei o último ano da vida dele lá. Eu dava banho, comida, levava para passear. Ele morreu em 2013 e essa experiência me ensinou que, às vezes, dar uma desligada faz bem.”

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