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Ator, que vive o Josué em 'Os Dez Mandamentos', estava sem trabalho e com um noivado terminado

Rio - ‘É fácil ter fé, mas ser provado, testado, e continuar acreditando que as coisas vão dar certo é difícil.” É o que acredita Sidney Sampaio, 35 anos. Ele é do tipo que nunca perde a esperança, exatamente como o seu personagem, o Oseias, de ‘Os Dez Mandamentos’, fazia nos tempos do Velho Testamento. E olha que o ator já passou por percalços na vida. Em setembro do ano passado, por exemplo, ele colocou um ponto final no noivado com a bailarina do ‘Domingão do Faustão’, Carol Nakamura, dias antes do casamento. “2014 foi um ano de muitas turbulências. Mas nada como um dia após o outro. A fé é um exercício diário que eu pratico. A vida é cíclica, as experiências vêm e a gente amadure, cresce, se aperfeiçoa e caminha”, diz.

Sidney Sampaio posa na cidade cenográfica de ‘Os Dez Mandamentos’
Bruno de Lima / Agência O Dia
Sidney Sampaio posa na cidade cenográfica de ‘Os Dez Mandamentos’

E se há pedras no caminho, que sejam retiradas. Depois de fazer o evangélico Elias, de ‘Amor à Vida’ (2013), um convite para fazer um novo trabalho na TV não aconteceu como de costume e Sidney, que já havia superado uma fase difícil no campo pessoal, se mexeu para dar uma guinada na carreira. “Eu fiquei sabendo que ainda não tinham definido alguns papéis importantes de ‘Os Dez Mandamentos’ e, como eu estava sem trabalho em vista, pedi para fazer um teste. Não tenho o menor problema em mostrar interesse em fazer um trabalho. A minha postura é um pouco humilde, mas é o que me cabe, eu sou assim”, revela.

E foi assim que Sidney conseguiu o papel de Oseias, que ao se tornar o braço-direito do profeta Moisés (Guilherme Winter) será rebatizado de Josué. “Procurei fazer um paralelo com o mundo contemporâneo. O povo hebreu era escravizado, oprimido, mas tinha fé acima de qualquer coisa. O brasileiro convive com uma economia caótica, tem o futuro incerto, mas também não deixa de acreditar que dias melhores virão. Somos todos heróis. O Josué, assim como nós, não foge à luta”, analisa.

Até para exercer o direito de amar o personagem bíblico tem que encarar uma dura batalha, já que o pai de Ana (Tammy Di Calafiori) sonha ver a filha casada com um egípcio e, não, com um escravo hebreu. “O Josué se apaixonou pela Ana à primeira vista, ao primeiro sorriso. Naquela época, os sentimentos eram puros, intensos. As pessoas se permitiam, se jogavam, mergulhavam de cabeça, não tinham esse medo de amar que existe hoje”, observa.

Namorando a médica Adriane Furlan há seis meses, que conheceu nos bastidores da peça ‘As Sereias da Zona Sul’, em Presidente Prudente, interior de São Paulo, Sidney não sofre desse mal do mundo moderno. “Eu me jogo totalmente. Por isso que, às vezes, dá problema (risos). Não tenho medo de amar. Nunca fugi da raia, nunca virei as costas para um sentimento, até para ele não se tornar um bicho papão. A melhor forma de resolver é viver. A relação pode ter começo, meio e fim ou vai durar para sempre e, nesse caso, você vai ter o melhor do amor”, ensina.

Sidney Sampaio é Josué em 'Os Dez Mandamentos'
Divulgação
Sidney Sampaio é Josué em 'Os Dez Mandamentos'

Pelas palavras de Sidney, subir ao altar é uma possibilidade. “Penso em me casar e gostaria de ter mais filhos, mas só se for dentro de uma estrutura familiar, se estiver casado. Mas, no momento, o meu foco é ‘Os Dez Mandamentos’”, diz o pai de Leonardo, de 4 anos, fruto do relacionamento que teve com a publicitária Juliana Gama.

Até por estar com as atenções voltadas para o trabalho na novela da Record, não está sendo nada mal para o ator namorar à distância. O fato de Ariane viver em outro estado parece ter caído como uma luva. “Eu gravo praticamente a semana inteira, ela também trabalha à beça, então, mesmo que estivéssemos fisicamente próximos, talvez não tivéssemos tempo para estar juntos com uma frequência maior. A gente se fala muito, temos a tecnologia a nosso favor e, quando tenho folga, vou vê-la ou ela vem me ver. Sentir saudade também é bom”, garante.

E quando a saudade aperta, o romantismo aflora. “Eu digo que amo, escrevo, demonstro. Exerço o meu romantismo não ocultando o que sinto, o que penso, o que desejo. O que é da pessoa merece ser dado a ela. Não tenho problema em dizer ‘eu te amo’. Mas não sou romântico 24 horas por dia. Às vezes, na correria, me disperso um pouco.”

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