Tamanho do texto

Filha de culinarista destaca que o rompimento foi apenas na parte de assessoria e agenciamento, e não com o famoso boneco. Intérprete do personagem se diz decepcionado


Palmirinha pode perder seu fiel escudeiro, Guinho, caso feche mesmo contrato com a Rede Record. Isso porque a empresa da culinarista encerrou parte do contrato com Anderson Clayton , que além de intérprete do boneco, era assessor de imprensa de Palmirinha.

Sandra , filha da apresentadora, garantiu que o rompimento do contrato não foi com Guinho e, sim, com a empresa de Anderson. “A verdade é que gente rompeu assessoria de imprensa e agenciamento comercial e artístico. Ele segue com mídias sociais da Palmirinha e com licenciamento de produtos. A gente acha que ele está sobrecarregado e está tendo algumas falhas nessa parte”, afirmou Sandra, que disse ter tomado tal atitude após Palmirinha não conseguir cumprir com alguns compromissos com a imprensa. “Ele marcava entrevistas em cima da hora e temos recebido muitas reclamações nessa parte de assessoria de imprensa. Vou me interar da situação e me desculpar com a imprensa”, afirmou Sandra ao iG.

Curta a fanpage do iG Gente no Facebook e receba as últimas notícias nos famosos

Após uma conversa com Anderson, Sandra optou por divulgar a quebra de contrato em alguns veículos de imprensa. “Tive uma reunião com ele, pedi para que assinasse cartas de cancelamento porque a gente não queria mais. Ele ficou de me dar retorno até sexta passada. O que ele comunicou é que advogado ia entrar em contato. Nem ele nem o advogado entraram em contato, mas as coisas precisam continuar. Tomei a atitude que qualquer empresa faria. Fiz um anúncio público de cancelamento de contrato”, explicou Sandra, que ainda completou: “Depende dele agora. Não estávamos muito satisfeitos com o trabalho dele. Preferimos fazer assim para não ter brigas”.

Mesmo com todo o cuidado tomado por Sandra para evitar atritos, Anderson se mostrou bastante chateado com a situação. “Fui surpreendido por essa notícia. Não sabia que ela tornaria público dessa forma. Fiquei extremamente decepcionado. São quinze anos trabalhando juntos. A única palavra que traduz esse momento é ingratidão”, afirmou Anderson ao iG, com a voz embargada.

O ex-assessor de Palmirinha ainda pediu para que qualquer informação adicional fosse pedida para seu advogado. “Desejo tudo de bom, mas não sei qual interesse familiar que está por trás de tudo isso. Por isso, pedi ajuda do advogado para me orientar”.

Questionado se aceitaria seguir com o personagem Guinho em um futuro programa de TV, Anderson se limitou a dizer que ainda não sabe de nada. “Não sei se essa informação é real. Também fiquei sabendo que ela iria para a Record, mas ninguém da Record me procurou e ela não me falou nada”.

Já Sandra mostrou que gostaria de seguir com a parceria com o personagem. “Ele continua. Vai depender dele. Ele é o dono do boneco. Se ele quiser continuar, vai continuar. Se ele quiser, vai negociar com a TV. De boneco, eles têm uma parceria de 15 anos. Ela tem o maior amor por ele, ele é o netinho dela, não tem nada contra. É só saber separar”, pontuou.

Caso Anderson não aceite seguir com o personagem em um possível futuro programa, Palmirinha não poderá fazer uso do personagem Guinho. “É dele. Ela não pode usar o boneco e a gente respeita a decisão dele”, explicou Sandra.

Processo?

Em conversa com o iG, o advogado de Anderson, Carlos Sanseverino , falou sobre o caso. “Ela tomou uma postura e um caminho de romper com o companheiro de trabalho e a gente lamenta que tenha sido feito sem um cuidado, carinho com ele. Porque esse menino doou a vida dele, se dedicou integralmente a vovó Palmirinha, que temos profundo respeito. Mas a gente entendeu que faltou a ela ou o pessoal que a assessora, uma postura de maior delicadeza”, afirmou o advogado.

Carlos ainda comentou que, agora, o escritório está fazendo uma avaliação para saber qual regime que ele trabalhava com ela, se tinha exclusividade ou alguma hierarquia. Estamos aguardando que ele nos forneça essas provas”, explicou.

Questionado se, a partir desse ponto o caso pode se tornar um processo trabalhista, o advogado disse ainda não saber, pois são necessários provas e testemunhas. “Não sei se trabalhista, cível ou indenizatória. Vamos aguardar as provas que ele vai oferecer para dar um parecer”.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.