Tamanho do texto

Em entrevista ao iG Gente, Rodrigo Faro analisa o sucesso do "Hora do Faro", na Record, e a trajetória como apresentador


Rodrigo Faro , hoje, é um dos principais apresentadores do Brasil. No comando do “Hora do Faro”, que vai ao ar aos domingos, na Record, é vice-líder absoluto na audiência. Só perde para a Globo.

O iG Gente passou uma tarde acompanhando as gravações do programa que será exibido no próximo domingo (9) e confirmou que, além de bonito, divertido e inteligente, ele é dono de um carisma que transborda pelos corredores da emissora.

Michel Teló na bateria
Antonio Chahestian/Record
Michel Teló na bateria

A desenvoltura do apresentador é de fazer queixos caírem. A gravação do quadro “Tá Tudo Em Casa”, que faz artistas convidados viverem no palco experiências pelas quais nunca passaram, teve como convidado o músico Michel Teló .

Em um desafio para mostrar suas habilidades como baterista, o sertanejo se empolgou tanto que quebrou uma das baquetas. Sabendo usar as surpresas das gravações a seu favor, Faro transformou o momento em uma das cenas mais divertidas da gravação.

Com ele não tem tempo ruim. Gravando desde as primeiras horas da manhã, e com um pouco de dor de garganta, o apresentador não perdeu o bom humor em nenhum momento, tampouco interrompeu a gravação e nem teve de repetir nada. A impressão que se tem é de que ele está se divertindo. Rodrigo faz parecer ser muito fácil brincar com a plateia, com o convidado e com o telespectador ao mesmo tempo.

No intervalo, após cerca de duas horas e meia de gravação, ele nos recebeu em seu camarim em clima de festa. Antes de começar a entrevista, festejou que Geléia , diretor de palco da Record, levou duas tortas de morango, que foram usadas durante a gravação com Teló, para ele. “Senta aí Geléia, come um pedaço! Deixa que eu corto para você. A outra eu vou levar para casa para comer com as minhas filhas...”, comemorou.

Festa

“O clima é sempre esse, o pessoal entra no meu camarim, é uma festa. Quando o assunto é sério, é sério de verdade. A gente sabe dosar o que tem de emoção no programa, o que tem de assistencialismo, mas é sempre o meu jeito de fazer. Nunca vou forçar a barra no assistencialismo, na emoção, se eu não tiver achando legal aquilo. Faço da minha maneira. Se pintou a emoção, se é algo triste, se é algo que me emociona, vamos embora. Se não rolou, ok, não tem que forçar a mão, forçar a barra porque o programa tem que ter a minha cara. E a minha cara é essa, até quando a gente vai falar de superação, a gente fala de um jeito legal, sem explorar. Não gosto de fazer audiência com esse tipo de coisa. A gente gosta de mostrar, mas mostrar da minha maneira, do outro lado.

Receita do sucesso

Rodrigo Faro e Michel Teló transformados com perucas
Antonio Chahestian/Record
Rodrigo Faro e Michel Teló transformados com perucas

Sobre o sucesso de seu programa, Rodrigo diz que não existe uma receita específica . “As pessoas falam: ‘Como é que você consegue?’. Não existe uma receita. Eu sou eu, eu brinco, a plateia brinca. Não tem diferença entre apresentador e quem está na plateia e convidado, seja ele rico, pobre, artista ou não, ou com dificuldade ou não. É como se fosse a sala da minha casa mesmo. Estou me divertindo. Acho que as pessoas acabam se divertindo também".

Apesar de não entregar a receita, ele deixa pistas. “Quando estou sozinho em casa, pego o meu computador e dou uma estudada no que vou gravar no dia seguinte. Gosto de ler, gosto de estar calçado para ter o que dizer para as pessoas. É muito importante isso. Para poder brincar, para poder improvisar, tenho que estar muito seguro e sabendo exatamente o que eu vou fazer".

Outra coisa que ele faz é assistir aos outros programas de auditório, de todas as emissoras. “Assisto a todos. Assisto ao ‘Caldeirão do Huck’, ao ‘Legendários’, à ‘Eliana’, ao ‘Silvio’ (Santos), ao ‘Faustão’, assisto muito. Adoro assistir até para ver o que eles estão fazendo, o que tem de novidade. Porque a concorrência é muito grande e você tem que ficar sabendo o que eles estão fazendo do lado de lá. Fico vendo, às vezes, quais as estratégias que são feitas: ‘O Rodrigo não foi para o intervalo, vamos segurar um pouco, ou, se o Rodrigo foi, vamos todos atrás dele. Enfim, existe essa batalha mesmo no domingo e você tem que estar preparado sabendo o que tem do lado de lá para poder tentar fazer melhor do lado de cá".

O ápice

Não por acaso, ele considera estar no melhor momento de sua carreira. “Acho que eu estou no meu melhor momento. É uma coisa muito engraçada: cada ano que vem passando desde que cheguei na Record, sempre falo: ‘Cara, esse foi o melhor ano da minha vida’. Aí vem o outro ano e eu falo: ‘Putz, esse ano foi o melhor ano da minha vida'. Começou isso em 2008, aí veio 2009, aí eu ganhei meu primeiro Troféu Imprensa. Aí veio 2010, aí veio a capa da 'Veja'. Aí veio o segundo Troféu Imprensa. Aí eu falo: ‘Poxa, esse foi o melhor ano da minha vida'. Aí veio o ‘Dança Gatinho’ e foi aquela explosão... E foi sendo assim".

"Mas, este, eu posso falar com toda certeza que é o melhor momento da minha vida, de consolidação mesmo, porque não é fácil o domingo. É uma coisa séria. A concorrência é muito grande e eu estou muito feliz em saber que o programa está consolidado. Agora, a gente tem uma estrada longa pela frente aí."

Dessa casa eu não saio

Sair da Record? Por enquanto, nem pensar. Apesar de afirmar que outras emissoras demonstraram interesse em contratá-lo, Rodrigo diz que, pelo menos nos próximos três anos, isso não vai acontecer. "Quero cumprir meu contrato aqui na Record, que me deu a grande chance, a grande oportunidade. Me colocou no domingo, com a saída do Gugu (Liberato), e acreditou em mim. Quero retribuir isso com audiência, faturamento. E o nosso programa hoje é o maior faturamento de linha de show, desde a época do ‘Melhor do Brasil’. A audiência também vem crescendo cada vez mais. Então, quero retribuir essa confiança da Record em mim."

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.