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Superprodução da Rede Record chega ao fim nesta quinta-feira (03)

Cidade cenográfica de Israel construída em Vargem Grande
George Magaraia
Cidade cenográfica de Israel construída em Vargem Grande

Com investimento de R$ 25 milhões, a minissérie "Rei Davi", que chega ao fim nesta quinta-feira (03), conseguiu garantir o primeiro lugar da Record na disputa pela audiência nas noites de terça e quinta, com diferença de até dois pontos em São Paulo. A superprodução da emissora, que nos dias 3 e 5 de abril venceu a Globo por 13 a 11 e 12 a 10, é mais um projeto ambicioso no filão que já vem explorando desde 2010, quando produziu “A História de Ester”. Em 2011 foi a vez de “Sansão e Dalila” e agora, “Rei Davi”, com Leonardo Brício no papel do pastor de ovelhas que se torna rei de Israel.

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“A Record ainda é uma emissora em fase de aprendizagem. Ela está crescendo e 'Rei Davi' representa um salto de qualidade e referência na história da dramaturgia da emissora”, avaliou Brício, que aos 48 anos interpreta o personagem em suas três fases, da juventude aos 70 anos, graças aos efeitos de caracterização supervisionados por Vavá Torres .

Escrita por Vivian de Oliveira e dirigida por Edson Spinello a minissérie conta com números que impressionam. Como foram gastos R$ 25 milhões na produção, pode-se dizer que cada um dos 29 capítulos teve um custo médio bastante alto, de R$ 862 mil. Na cidade cenográfica montada nas instalações da emissora em Vargem Grande, no Rio de Janeiro, trabalham 300 pessoas, além dos 42 atores. Antes das gravações, que duraram 9 meses, houve 2 meses de treinamento para o elenco. E a minissérie ainda contou com locações fora do País, no Canadá e no Chile, além da locação em Diamantina, Minas Gerais.

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As séries bíblicas da Record possuem características marcantes: são produções com investimentos milionários, têm locações em países fora do Brasil, exigem uma pesquisa rigorosa de época e elencos numerosos – formados, em sua maioria, por atores que se consagraram na Globo e hoje estão fora da emissora líder.

Para o cenógrafo Daniel Clabunde , o maior desafio foi construir em apenas 3 meses uma cidade de 5 mil m². Para dar a maior veracidade possível, o trabalho foi todo feito manualmente e os principais materiais utilizados foram areia, terra, pedras, fibra de vidro e madeira. “Essa é a nossa reconstituição de uma cidade que existiu há 3 mil anos. Todo o trabalho foi manual, rústico para resultar no que eu considero uma obra-prima em termos de cenário para a televisão”, comentou Clabunde.

Renata Dominguez vive a personagem Bate-Seba
George Magaraia
Renata Dominguez vive a personagem Bate-Seba
Segundo Spinello, o sucesso era imprevisível mas a dedicação de todos foi fundamental. “Fico orgulhoso do trabalho em conjunto que foi desenvolvido. Fazer uma minissérie desse porte requer uma equipe técnica integrada e concentrada no que está produzindo. E, é claro, que a gente busca o sucesso, mas ele só é conseguido com trabalho de equipe”, afirmou o diretor.

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A diretora de arte, Maruja Girelli , nunca tinha feito nada com tantas cenas de batalhas e armamentos. “Só para produzir o fogo durante as lutas foram utilizados 8 caminhões de lenha, 250 espadas de borracha, 800 espadas de ferro e 700 escudos de fibra de vidro”, enumerou Maruja com a experiência de 22 anos em produção e direção de arte em televisão e cinema.

Cerca de 200 quilos de incenso também foram usados para imprimir o efeito fumaça na fotografia da série. “Foi uma decisão acertada. No vídeo, as imagens ficam ainda mais bonitas. Os atores é que sofreram um pouco nas cenas gravadas em estúdio”, disse Spinello.

A riqueza dos figurinos também contribuiu para recriar o ambiente do século II a.C. A responsável pela concepção das roupas e joias, Carol Li , reconhece que usou muita licença poética e que nem tudo é uma reprodução fiel de época. Ao estilo dos hebreus, foram adicionadas cores e bordados. “Os tecidos ou modelos utilizados são inspirados nas vestimentas da época. Mas foi preciso produzir um pouco de glamour para ficar mais parecido com o imaginário do público”, diz Carol, que criou mais de três mil peças de roupas.

A trama

“Rei Davi” segue a história bíblica do garoto que era um simples pastor de ovelhas, em Belém, no ano de 1035 Antes de Cristo. Mas sua vida muda radicalmente, depois que Davi é apontado como o futuro rei de Israel, após uma profecia de Samuel.

A minissérie mostra a vida de Davi dos 17 aos 79 anos, desde os tempos como pastor, passando pela profecia de Samuel, a entrada de Davi no reino de Israel, inicialmente como músico particular do rei Saul, e a posterior rivalidade entre Davi e Saul.

Davi também se torna famoso ao derrotar o gigante Golias e é coroado rei de Israel após a morte de Saul. Sua vida é conturbada, com diversos dramas familiares, acionados pela paixão desmedida de Davi por Bate-Seba, uma mulher casada.

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