Às vésperas de completar 47 anos, cantora diz que não sente falta da maternidade e brinca que a única coisa chata em ficar mais velha é ‘ver fotos de 10 anos atrás’

AE
"Às vezes, a gente parte uns corações sem querer. Mas tem dor e amor que passam. E quando não passa você casa e é feliz para sempre. É o que espero fazer em breve", conta
“O público pode até saber quando estou apaixonada, hoje em dia eu me sinto mais à vontade para isso do que antigamente. Para mim, tanto faz. O que importa é que a música comunique", diz a cantora, compositora e antidiva autodeclarada Z élia Duncan que, sim, está amando e não esconde isso em suas canções. Às vésperas de completar 47 anos e em plena comemoração por três décadas de carreira , Zélia pulou a maternidade – e jura que não faz falta – mas agora pensa em casar. “Já me apaixonei várias vezes. Às vezes, a gente parte uns corações sem querer. Mas tem dor e amor que passam. Ou não. E quando não passa você casa e é feliz para sempre. É o que espero fazer em breve...”

Considerada um ícone por meninas que lotam seus shows sob gritinhos de “linda”, “gostosa” e “maravilhosa”, Zélia é reservada ao tratar de sua vida pessoal. O “noivado” ela anunciou quase sem querer, ao divagar sobre as dores de corações partidos. Mas ao perceber o interesse que a novidade desperta, digressiona. “Calma, isso já me deixa tensa”, diz, na tentativa de ganhar tempo ao ser provocada a explicar se o casório será oficializado ou não e, se sim, quando. “Ainda não. A gente quer que dure. Ihhhh... Meu coração está calmo e feliz”, finaliza, sem revelar o nome da cara-metade.

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Na sexta-feira (21), Zélia Duncan volta ao Rio, cidade onde mora, para lançar o CD e DVD “Pelo sabor do gesto – Em cena”, como parte das comemorações pelos 30 anos de carreira e, por que não, de seu aniversário que se aproxima. Com o coração “calmo e feliz”, Zélia diz que está de bem com o tempo e que a idade não assusta. “As cinquentonas hoje arrasam. Me sinto bem. Uns dias mais, outros menos. Se estou gostosa? Não sei. Não cabe a mim dizer, mas me sinto bem”, afirma ela.

Ouça as músicas de Zélia Duncan

Qualquer possível inconveniências da vida a caminho dos 50 anos Zélia leva com bom humor. “Uma coisa que é um saco na idade é ver a sua cara há 10 anos”, exemplifica. “As pessoas são muito fofas e adoram te presentear com fotos suas. Mas isso dói. Pô, você olha aquilo e diz: 'cara, anos atrás estava melhor o negócio'”, brinca. Na prática, a cantora - estudante de letras e praticante de corrida - diz que está tranquila com o passar dos anos. “Adoro fazer aniversário, não tenho problema de o tempo passar”.

“Não sinto falta de ter parido”

De bem com o tempo, a cantora afirma que a coisa mais chata de ficar “mais velha” é perder as pessoas. E diz que a “morte é o primeiro sapo que a gente engole na vida”. Frustrações não restam, nem mesmo o fato de não ser mãe. “Sou bem resolvida com isso, nunca tive o ímpeto de ser mãe”, garante. “Tem muito daquele discurso ‘sem filho não dá para ser uma mulher completa’. Acho lindo ter filho, adoro criança mas, definitivamente, não sinto falta de ter parido”, acrescenta. “Sabe, vi a Zizi e a Luiza Possi cantando juntas. É bonitinho, né? Chorei de emoção. Mas dura cinco minutos e passa. Penso logo que saio na hora que quero, volto na hora que quero... Sublimo”, afirma. “Meu amor maternal dou para minhas sobrinhas, para meus amigos, exercito como posso. As mães de carteirinha vão dizer que não é a mesma coisa. Claro que não. Mas eu faço um monte de coisas que elas não fazem”, encerra com uma gargalhada provocadora.

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