Marisa Orth e Jorge Fernando e o casal de autores Fernanda Young e Alexandre Machado apresentam o novo seriado da Globo

Fernanda Young, Jorge Fernando e Marisa Orth na coletiva de
AgNews
Fernanda Young, Jorge Fernando e Marisa Orth na coletiva de "Macho Man", em São Paulo
Na coletiva de lançamento do seriado "Macho Man”, da Rede Globo,  nesta quinta-feira (16) em São Paulo, os autores Fernanda Young e Alexandre Machado , o diretor José Alvarenga Junior e os protagonistas Jorge Fernando e Marisa Orth divertiram os jornalistas com a história do casal de amigos em busca de adaptação a suas novas realidades: ele, heterosexual e ela, magra. “Todos nós somos ex alguma coisa, eu sou ex-publicitário. Eles são ex-gay e ex-gorda. Todo mundo é igual na diversidade”, diz Alexandre. “Eles vão descobrir que são feitos um para o outro. Mas quando se tornam amantes, não há a mesma sinceridade de quando se é amigo. E isso complica. Mas estamos torcendo para que eles fiquem juntos”. completa o autor.

Alexandre explica como pensou o programa, que estreia em abril e terá 14 espisódios. “Nunca ninguém fez um ex-gay. Gay em inglês significa a alegria de viver, são eles que dão uma animada na vida, dão força de energia positiva. Desta forma, ele encara as dificuldades da amiga, que não transa com ninguém desde que emagreceu.”

O diretor da série cogitou Rodrigo Santoro e Miguel Falabella para viver o cabelereiro Nelson, papel que ficou para Jorge Fernando. “Precisava de atores contagiantes, com alegria. Um dia, no meu sítio, pensei: 'por que não o Jorge Fernando?'” Alvarenga ainda não cogita uma continuação do seriado. "É lógico que a gente trabalha para ter sucesso, faz parte da vaidade, mas o foco é a qualidade. Não estou pensando num filme, como aconteceu com “Os Normais”. Uma segunda temporada depende de audiência e outras coisas”.


Jorge Fernando e Marisa Orth formam um casal na nova atração da Globo
AgNews
Jorge Fernando e Marisa Orth formam um casal na nova atração da Globo
O convite fez Jorge dar aos berros na cantina do Projac. “Há uma mudança na minha cabeça", disse ele, mais acostumado a ficar atrás das câmeras."Foi um presente, porque tenho medo de me repetir ou fazer coisas por fazer. Serei escravo do Alvarenga, vou me entregar nas mãos dele. Serão as minhas ferias”, conta ele, que emagreceu oito quilos cortando o jantar e caminhando uma hora por dia.

Para Fernanda, a proposta do humor é uma refelxão leve. “Não temos nada a declarar além de que somos livres. Não é a nossa intenção ter uma postura ideológica e sim fazer as pessoas rirem. Dá para sentir a energia de milhões de pessoas rindo, é isso que interessa.” Entretanto, ela tem dificuldade de fazer humor quando está triste ou não está bem. No processo de produção do casal de autores, cada um com a sua função. “O Alexandre e eu somos muito caseiros. A nossa vida é pacata, a gente dorme cedo e acorda cedo. Gosto de ler em voz alta, pontuar os personagens. É bem dividido o processo", explica Fernanda. "Alexandre, como engenheiro mecânico, faz o roteiro e divide as cenas. O meu tempo é muito mais de monólogo e reflexão. A redação final é dele porque tenho outros trabalhos. Isso se dá de uma forma absolutamente orgânica”. E mais: “Temos muitos filhos, somos interrompidos pelas crianças toda hora. É um caos, temos que abrir concessões. Viver de arte é exaustivo”, conta ela, mãe de quatro crianças.

Marisa Orth conta que nunca foi gorda ou flácida, mas já foi “inchada” na adolescência. “Homens e mulheres vão se identificar porque é uma epidemia, tanto de obesidade, como de anorexia. Tem uma hora que minha personagem fala: sabe qual a minha sobremesa nos últimos dois anos? Pingar um pouco de adoçante no dedo e ficar chupando”, se diverte. E continua: “Conheço um ex-gay, marido de uma amiga. Todas as mulheres morrem de inveja, ele é o melhor marido, inclusive sexualmente. A mulher sabe de tudo, ele continua com trejeitos e tudo bem.” 

Fernanda Young, Jorge Fernando, Alexandre Machado e Marisa Orth: juntos em
AgNews
Fernanda Young, Jorge Fernando, Alexandre Machado e Marisa Orth: juntos em "Macho Man"
Marisa descre mais sua personagem, Valéria, a assistente de cabelereiro: “Sou a professora do Zuzu (apelido de Nelson) no mundo hétero. Ele acha uma tragédia, muito cafona este universo. Quando ela o ensina a dançar, é bizarro.” Ao falar de seu parceiro no seriado, ela relembra o seu primeiro trabalho juntos em “Rainha da Sucata”. "É uma honra trabalhar com o Jorge Fernando, especialmente em sua gloriosa volta como ator.”

Ele rebate: “É um novo humor da Marisa, mais mordaz, diferente de atrizes que fazem só comédia. É trabalhar com emoção. Ela tem uma herança do “besteirol”, da década de 60, que mistura comédia com drama”, enumera Jorge.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.