iG acompanhou a gravação das impagáveis Valéria e Janete. Veja galeria de fotos abaixo

Janete e Valéria em cena: o
Léo Ramos
Janete e Valéria em cena: o "humor incorreto" da TV Globo

A reportagem do iG acompanhou nesta terça (30) a gravação do quadro de abertura do programa Zorra Total, da Rede Globo, e constatou o que se previa. Sucesso nas redes sociais há dois meses, onde imperam os bordões “tem alguém aqui me bolinando” e “ai, como eu tô bandida” , a dupla Valéria ( Rodrigo Santana ) e Janete ( Thalita Caraut a ) faz rir sem qualquer esforço. Antes mesmo de gravarem, já caracterizados, os humoristas ensaiam em um estúdio que simula um vagão de metrô lotado.

Rodrigo usa cinto e bolsa com estampa de oncinha, peruca e presilha no cabelo, seios postiços, maquiagem carregada (sombra verde, batom vermelho), tamanco alto, colares e pulseiras aos montes e de várias cores. Janete, interpretada por Thalita , é o oposto, bem “simplesinha”. O quadro foi importado da peça que ambos apresentam há cinco anos, “Os Suburbanos”.

Detalhe do figurino de Valéria
Léo Ramos
Detalhe do figurino de Valéria
No quadro do Zorra Total, são mais de cinquenta figurantes e outros comediantes consagrados, que fazem pontas, “pegando carona” no sucesso arrebatador da dupla do momento. Paulo Silvino (porteiro Severino), Katiuscia Canoro (Lady Kate), Samantha Schumütz (Juninho Play) também acompanham a cena. “Chamaram a Lady Gaga ? Essa aí está com a roupa igual a minha”, brinca Rodrigo, a transexual Valéria, ao se deparar com uma figurante de vestido colorido.

Improvisos em cena

O roteiro é passado pelo diretor Mauricio Sherman , que ri dos cacos (frases improvisadas) que a dupla vai inserindo no texto. “Você gosta de sanduíche? Que bom, porque se quiser pode pôr um recheio bem grande no meu pão”, diz Rodrigo em cena para um dos figurantes, que precisa conter o riso.

- Valéria, devo tá com doce na minha pélvis. Ele tá me bolinando de novo.
- Aproveita, abelha rainha, que você não tá podendo escolher.

As piadas não param. Durante cerca de três horas o estúdio ri alto, com vontade – e principalmente espontaneidade . Mesmo nos intervalos, eles não param com as piadas que vão repetir quando as câmeras estiverem ligadas. Toda a produção ri com a dupla. “Caboclinho de inhanhã, vem cá”, chama Rodrigo a um figurante vestido de branco. Ele também conta piadas propositalmente sem graça aos demais e arremata: “O que foi, hein? Não gostou da piada? Vai ficar fazendo drama? Não tem humor, vai pro Força Tarefa!”, diz, fingindo irritação.

Em um estúdio ao lado, está a claque, cerca de trinta pessoas que assistem às cenas por uma câmera e gargalham bem alto, a cada sinal do diretor. São elas as responsáveis por fazerem aquele som de riso que persiste no programa, como se o telespectador não soubesse o momento exato de que deve achar graça das piadas. Com Janete e Valéria, o trabalho deles é fácil...


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