Mais de 50 anunciantes retiraram investimento do programa "La Noria", na TV espanhola, devido a uma campanha nas redes sociais

Jordi González, apresentador do programa
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Jordi González, apresentador do programa "La Noria", entrevista a mãe do assassino de Marta Del Castillo
Um programa da emissora de televisão espanhola "Telecinco" perdeu todos os anunciantes após transmitir, no dia 29 de outubro, uma polêmica entrevista com a mãe de um jovem condenado em um caso de assassinato.

O programa "La Noria", conhecido por seu aspecto sensacionalista, será transmitido no próximo sábado sem nenhum anunciante, após as mais de 50 empresas que investiam nele terem rescindido os contratos, um fato sem precedentes na televisão privada espanhola.

Fontes do setor indicam que a emissora se encontra em uma encruzilhada diante das perdas provocadas pelo abandono dos anunciantes. O prejuízo já pode somar centenas de milhares de euros. Para piorar, a imagem do apresentador e diretor do programa, Jordi González, ficou bastante desgastada.

González voltou nesta segunda-feira a defender seu programa, como fez desde que começou a polêmica, e se mostrou otimista ao dizer que a publicidade voltará a investir nele.

O corpo de Marta Del Castillo está desaparecido desde 2009
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O corpo de Marta Del Castillo está desaparecido desde 2009
A retirada dos anunciantes do "La Noria" começou há duas semanas. Entre as marcas que o abandonaram, estão gigantes como L'Oréal, Audi, Vodafone, Wilkinson, Nestlé, Bayer, Danone e Mercedes-Benz.

JOVEM ASSASSINADA PELO NAMORADO

A medida é resultado de uma campanha das redes sociais suscitada pela entrevista realizada com a mãe do adolescente "El Cuco", condenado pelo desaparecimento, estupro e assassinato da jovem Marta del Castillo em janeiro de 2009 na cidade de Sevilha, um caso que comoveu o país, já que o corpo da vítima nunca apareceu. A entrevistada recebeu 10 mil euros para conceder a entrevista.

Os demais acusados no caso, entre eles o ex-namorado da menina e assassino confesso, estão sendo julgados nesses dias, em um processo separado, por serem maiores de idade. Todos mantêm uma espécie de "pacto de silêncio" sobre o que fizeram com o corpo.

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