O mais jovem integrante do "Manhattan Connection" conta como chegou a Nova York, de onde apresenta seis programas de TV

Pedro Andrade:
Claudio Augusto
Pedro Andrade: "Sempre soube que eu era um jornalista trabalhando como modelo"
Há dois anos na bancada do "Manhattan Connection" - ao lado de Lucas Mendes , Diogo Mainardi , Caio Blinder e Ricardo Amorim -, Pedro Andrade diz que duplicou a audiência do programa da Globonews. De fato o mais jovem dos apresentadores passou a chamar a atenção com suas inúmeras dicas de cultura, gastronomia, moda e arquitetura de Nova York, cidade que escolheu para morar há nove anos.

Filho de um procurador da Justiça e de uma advogada, Pedro saiu do Brasil para ser modelo e conhecer o mundo, seu maior sonho. Mas antes de ser reconhecido do público brasileiro, já era um rosto famoso na TV americana, onde estreou em 2005. Hoje, aos 32 anos, ele aparece em seis atrações: além da participação do "Manhattan Connection, é ancora do "First Look" no canal americano NBC,  correspondente do "NBC Nightly News" e do "TODAY Show" e apresenta o "On the Rocks" e o "Diary" na mesma emissora. 

O carioca diz que não ter um ídolo, mas admira a trajetória de dois grandes nomes da televisão: o brasileiro Luciano Huck e o americano Anderson Cooper , jornalista da CNN. Já sobre outro ícone - da música nos anos 1990 -, Pedro prefere não comentar: Lance Bass , ex-integrante da boy band N’Sync e apontado como seu antigo namorado.

Outro assunto em que não ele não se prolonga é um possível convite para filmar com David Lynch em 2002, quando inciava sua carreira de modelo. Na época, Pedro ganhou destaque na revista "Veja Rio" e falou sobre as filmagens de "Our Lady of Sorrow". No entanto, o cineasta americano negou que estava fazendo tal projeto e a participação do brasileiro. "O lance do Lynch foi uma boataria e uma bobagem. Estamos em 2011, dez anos depois", encerra o assunto.

O apresentador diz que admira o trabalho na TV do americano Anderson Cooper e de Luciano Huck
Divulgação
O apresentador diz que admira o trabalho na TV do americano Anderson Cooper e de Luciano Huck
Confira a entrevista e as melhores points de Nova York indicados por Pedro:

iG: Como foi parar na televisão?
Pedro Andrade: Nunca quis ser modelo. Sempre quis um trabalho que me permitisse viajar, daí eu pensei em ser diplomata, correspondente internacional, milhões de outras coisas. Mas antes de decidir o que eu ia fazer, acabei viajando como modelo porque foi a primeira brecha que eu tive para conhecer o mundo. Depois dessa fase, eu voltei para o Brasil e fiz faculdade de jornalismo, porque eu sempre soube que eu era um jornalista trabalhando como modelo.

iG: Por que decidiu mudar para Nova York?
Pedro Andrade: Sempre quis voltar a morar em Nova York, trabalhar lá. E o que me convenceu foi o fato de lá atrair pessoas determinadas e interessadas. Em Nova York você não acha uma pessoa que nasceu, cresceu e teve um filho lá. Todo mundo vem de um lugar, tem um sonho, está correndo atrás do que quer, a competitividade é absurda. Comecei de baixo, procurei vaga para trabalhar como apresentador nos classificados. Comecei em um site muito pequeno como correspondente da noite, depois fui para outro um pouco maior até conseguir uma vaga na TV local. Hoje eu ancoro um programa em rede nacional, sou correspondente do “Today Show”, uma das maiores audiência dos Estados Unidos.

iG: Como aconteceu o convite para o "Manhattan Connection"?
Pedro Andrade: Meu programa na NBC tem uma visibilidade absurda porque ele passa nos aviões, nos taxis, nos aeroportos, nos restaurantes, nos cinemas e no metro, e com isso os produtores do Manhattan me ligaram para saber se eu conhecia o programa e se topava ser entrevistado. Depois da entrevista, o GNT (canal em que era transmitido o Manhattan) nunca tinha recebido tantas cartas e comentários positivos sobre uma participação em seus 16 anos no ar. Durante minha segunda passagem como entrevistado pelo programa, o Lucas fez uma piada que foi assim: “Aqui tem uma cadeira, quando você quiser, ela é sua”. No fim da gravação a diretora do canal me ligou e fez o convite oficial.

iG: Como é a sua relação com os apresentadores veteranos do "Manhattan"?
Pedro Andrade: Eu não poderia pedir por um time melhor. Acho que uma pergunta que o pessoal sempre fez foi como eu conseguia sentar no meio daquelas cobras, com o dobro da sua idade, com livros lançados, e eu sempre falo que o meu objetivo lá nunca foi uma competição. Eles oferecem facetas que eu não posso oferecer e eu ofereço um universo que eles não podem oferecer. No Manhattan hoje eu posso defender a Lady Gaga , posso mostrar que Nova York não é só para quem gosta de jazz e carne vermelha.

No inicio da carreira, em 2001, capa das revistas gays The Advocate (2005) e Junior (2010) e ao lado de Lance Bass, em 2007, apontado com namorado do músico
Divulgação
No inicio da carreira, em 2001, capa das revistas gays The Advocate (2005) e Junior (2010) e ao lado de Lance Bass, em 2007, apontado com namorado do músico

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iG: Tem planos de voltar a morar no Brasil?
Pedro Andrade: Ainda não tenho planos de voltar a morar no Brasil, mas não descarto. Eu estou com dois contratos sólidos, um na Globo e outro na NBC, mas dependendo da proposta eu viria. Eu sou apaixonado por Nova York, mas eu ainda sou muito carioca.

iG: Você tem algum ídolo na TV ?
Pedro Andrade: Eu não diria ídolos, mas tenho colegas e profissionais que eu admiro muito. O Anderson Cooper (âncora da CNN), que é um amigo meu. Eu adoro o trabalho dele, ele é da família dos Vanderbilt, e por isso já valia US$ 100 milhões quando nasceu, mas mesmo assim ele estudou, se dedicou e provou pra todo mundo que poderia ser bom. Dos brasileiros, eu admiro o Luciano Huck, ele é muito bom no que ele faz. O Serginho Groisman também é um cara muito bom.

iG: Como você se pauta para descobrir as coisas mais diferentes de Nova York?
Pedro Andrade: Sempre estou estudando, nunca tenho férias. Eu assino todas as revistas de lifestyle, variedade, entretenimento e eu leio três jornais por dia. Eu co-produzo todos os meus programas, participo de todas as reuniões de pauta, escrevo meu roteiro e estou escrevendo um livro. Eu vivo com listas, tudo que eu faço eu tenho que riscar lá.

Hotspots de Nova York por Pedro Andrade:

Melhor restaurante: "Minetta Tavern, no West Village. Recomendo o Black Label Burger, de filé mignon. É de comer rezando."

Melhor drinque: "Amo um lugar que se chama Raines Law Room, que fica embaixo de um hotel. Lá tem o melhor Martini e o melhor Manhattan."

O que é imperdível na cidade : "O bar Jimmy no hotel James, no Soho, tem uma vista fantástica. Além disso não é tão difícil de entrar lá como no Boom Boom Room, meu bar favorito, que evito recomendar porque não quero que ninguém dê com a cara na porta.Outro lugar que eu não me canso de ir é o restaurante Indochine, aberto há 25 anos. Para o dia, o melhor brunch é no Extra Virgin, em West Village, que tem uma ótima French toast. Por último, no Brooklyn tem um brechó ao ar livre aos domingos que tem os melhores achados de Nova York dos últimos tempos, seja de móveis, roupas, artes ou pessoas interessantes."

No
Claudio Augusto
No "Manhattan Connection" eu posso defender a Lady Gaga, posso mostrar que Nova York não é só para quem gosta de jazz e carne vermelha

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