iG Gente foi conhecer os bastidores da atração de maior audiência da Band, e conversou com os apresentadores do programa

Segunda-feira atípica para o pessoal do "CQC", da Band. “Os chefões estão aqui”, diz o apresentador Marcelo Tas , que em poucos minutos conhecerá os novos sócios da produtora responsável pelo programa: a gigante Holandesa Eyeworks se fundiu com a argentina Cuatro Cabezas, empresa que trouxe a franquia ao Brasil.

Mas Tas parece tranquilo com o encontro. Ele sabe que está fazendo um bom trabalho. Com quase três anos desde sua estreia, o "CQC" alavancou a audiência da emissora paulista e se tornou referência em todo o país como um programa informativo, politizado, mas repleto de humor.

Marcelo Tas: estúdio do
Luciano Trevisan
Marcelo Tas: estúdio do "CQC" na Band é um dos maiores da emissora

Veterano das telinhas, Marcelo é o cabeça do "CQC". Dos três apresentadores, ele, Rafinha Bastos e Marco Luque , é o primeiro a chegar à emissora às segundas-feiras, dia em que a atração vai ao ar ao vivo, e acompanha tudo o que rolou na produção da semana.

O "CQC" conta com uma grande equipe de profissionais, entre roteiristas, produtores, redatores, e os repórteres, claro: Rafael Cortez , Felipe Andreoli , Danilo Gentili , Oscar Filho e Mônica Iozzi . “Para a gente fazer esse programa aqui são quarenta pessoas, sete dias por semana”, afirma Marcelo.

Os repórteres normalmente não comparecem à Band, já que estão disponíveis durante a semana para a produção das pautas. “Só quem aparece de vez em quando por aqui é o Cortez”, conta Tas. “Mas só para atrapalhar”, brinca.

Marcelo Tas
Luciano Trevisan
Marcelo Tas

Com os companheiros de bancada, ele tem apenas duas horas para passar o roteiro com o diretor, ir para uma rápida seção de maquiagem, dar uma última olhada nas matérias e aquecer a plateia.

Na reunião, realizada uma hora antes da atração começar, os três apresentadores discutem os detalhes e mudam o que for preciso no roteiro. “A gente pode opinar na hora do roteiro, mas não da criação”, conta Luque, que diz alterar as piadas, que já chegam roteirizadas.

O mais brincalhão é ele, que em tudo vê motivo para uma piada. “Hoje em dia eu me politizei mais graças ao 'CQC'. Admito que nunca me interessei muito por política, mas agora tenho que saber o básico, né?”, diz, após saber qual será o político “encurralado” pelo programa em Brasília.

Reunião: hora do papo sério?
Luciano Trevisan
Reunião: hora do papo sério?

Enquanto isso, Rafinha se comunica o tempo todo por meio do Twitter, ferramenta que afirma “indispensável" ao "CQC”. E se na frente da telinha ele consegue mostrar seu lado humorista, nos bastidores afirma não se considerar engraçado. "Juro que sou tranquilo. Não fico fazendo piada o tempo todo", diz, em tom de brincadeira.

Entre uma palhaçada e outra, Rafinha fala sobre as conquistas do programa neste ano. “A última eleição foi uma marco muito importante. Ser levado a sério pelos candidatos que deram entrevistas exclusivas, é um exemplo. Estamos sendo cada vez mais respeitados”, afirma com orgulho, mas logo brinca: “De vez em quando você vê uma Mulher Melancia numa matéria e tal. Não tem que ter frescura, porque senão você passa a se levar muito a sério, e estamos em um programa de humor”.

Rafinha e Marcelo discutem o tema do dia
Luciano Trevisan
Rafinha e Marcelo discutem o tema do dia

A plateia do "CQC" chega à Band em caravana. Para participar é preciso ficar em uma lista de espera de três meses, no mínimo. Já no backstage do estúdio, dez minutos antes do programa começar, Marcelo, Rafinha e Luque entram no clima e interagem com o público, composto principalmente por jovens e adolescentes.

Em meio aos gritos de ansiedade da plateia, Tas reconhece a conquista. “O investimento no 'CQC' foi gigantesco. Era um programa que ninguém sabia se ia dar certo, mas a Band apostou que com ousadia, com qualidade, com jornalismo e com humoristas, iria funcionar. E funcionou”.


Assista ao vídeo dos bastidores do "CQC":

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