Atriz só aceitou o convite para atuar em trama do canal por causa do tema do folhetim

Após 32 anos na Globo, Lúcia Veríssimo fará a próxima novela do SBT, “Amor e Revolução”. Nesta terça-feira (04), a atriz comentou que seu retorno às telinhas se deve exclusivamente ao tema da trama, que se passará na década de 60 e falará sobre a ditadura. “Se não fosse isso, eu não voltaria para a TV”, comentou a atriz, que promete não abandonar a peça “Usufruto”, que roda em turnê nacional.

Lúcia explicou, ainda, que seu tempo longe das telinhas foi pensado. “Venho me afastando das novelas há muitos anos como um processo natural para mim. Não sou contra novelas, é uma coisa cultural brasileira da qual eu faço parte. Favoreci minha carreira em cima dela, mas tenho ficado triste por a gente não poder contar determinadas histórias na TV e se aprofundar em determinados assuntos”, lamentou Lúcia após conferir algumas das palestras com pessoas que vivenciaram o regime militar no workshop organizado pela produção da novela em um dos estúdios do SBT, em São Paulo.

Aliás, a atriz era uma das mais empolgadas com os debates promovidos. Mesmo quando o microfone não chegava até ela, Lúcia acrescentava detalhes, questionava os palestrantes e se envolvia com as histórias ali contadas.

A explicação de tanto interesse veio em seguida: “Minha família foi perseguida pela política, os telefones de casa eram grampeados e desde pequena sempre entendi que essa coisa de política na forma de porrada. Além disso, estudei no Colégio Rio de Janeiro. Na minha sala estavam Lobão , Cazuza , Christiane Torloni , Guilherme Karan e o Zé Renato . Fazíamos parte da efervescência cultural. Não chegamos a fazer o que os palestrantes falaram aqui, mas até hoje a gente luta cada um em seu setor”.

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