Ela ganhou um papel na "Escolinha do Barulho", na Record. "Como a estudante mais conhecida do Brasil não vai estar na escolinha?"

Geisy Arruda não gosta de polêmica. A ex-aluna da Uniban que ficou famosa por ir à faculdade com o mini-vestido cor-de-rosa que provocou uma revolta entre os outros estudantes garante: "Quem me conhece sabe que eu não causo tanto assim". Sim, ela é vaidosa. E, sim, ela adora roupas justas. E sim, ela foi à aula com um vestidinho curto rosa. Mas isso não era motivo para ser satirizada e hostilizada pelos colegas. Um ano e meio depois do caso do vestido, Geisy revela em entrevista exclusiva ao iG Gente como tirou proveito do triste episódio. Em maio, estreia no núcleo cômico da Record, no elenco da "Escolinha do Barulho". Apresentada por Gugu Liberato , a escolinha será um quadro do "Programa do Gugu", exibido nas tardes de domingo na Record.

Capa da revista "Sexy" em novembro de 2010, Geisy viu sua edição ser a mais vendida dos últimos três anos . Depois de participar de "A Fazenda 3", escreveu a autobiografia "Vestida para Causar" , que vendeu pelo menos 20 mil exemplares, e lançou a grife de roupas Rosa Divino. Tudo isso aos 21 anos de idade.

A vida dela mudou muito rápido. Lembrando do salário de R$ 400 que recebia trabalhando na sessão de frios de um mercadinho de Pirituba, em São Paulo, Geisy comemora a compra de um apartamento na região do ABC. "Vou passar o meu aniversário na casa nova!" Ela completa 22 anos no dia 5 de junho.

Relembre a trajetória de um ano de fama de Geisy Arruda

Geisy Arruda:
André Giorgi
Geisy Arruda: "Tenho a humildade de ouvir e a esperteza de absorver o que é bom para mim"
iG: Como aconteceu o convite para a "Escolinha"?
Geisy Arruda: Eu soube dos testes. Aí, lindamente, cheguei na Record e fui até a mesa do diretor. "Quero falar contigo!". E falei, bem abusada, que não faz sentido a aluna mais conhecida do Brasil não estudar na "Escolinha do Barulho". Aprendi que a gente tem que correr atrás do que a gente quer. Ninguém vai bater na minha porta para me oferecer trabalho. A personagem criada cabe como uma luva em mim. É o casamento perfeito.

iG: Você assinou contrato com a Record?
Geisy Arruda: Não. De início, o projeto vai funcionar como um piloto e o seu futuro vai depender do retorno de audiência. A ideia do Gugu é torná-lo um programa diário na Record. Só então trataremos de contratos, valores. Por enquanto está tudo muito em aberto.

iG: Você vai fazer uma paródia de si, com o bordão “Repito de ano, mas não repito de roupa". Já em “A Fazenda”, você disse que não gostava de brincar com a sua história.
Geisy Arruda: Existem duas formas de abordagem para a minha história. O Mallandro queria que eu reconstruísse a cena da faculdade, inclusive vestida de rosa. Achei de mau gosto. No caso da “Escolinha”, eu já sou uma personagem. Eu criei uma armadura e vivo sob o título de “A Supermulher” ou de “A Polêmica”. Quem me conhece sabe que eu não causo tanto assim. A “Escolinha” pode lembrar o caso da Uniban, mas não haverá associação direta da personagem com o que eu passei. Tirei o melhor daquele caso triste que aconteceu comigo: a estudante envolvida numa polêmica que luta pelos seus direitos. E é isso que vou levar para o programa, porém, em outro contexto, de forma engraçada.

iG: Como serão os figurinos da sua personagem na “Escolinha do Barulho”?
Geisy Arruda: Ela não usa rosa. As roupas são doidas, estilo Lady Gaga . Surreal. As piadas terão referência ao meu figurino, que jamais se repetirá.

iG: O seu estilo mudou. Mudou seu olhar para a moda ou agora você tem mais condição de investir no guarda-roupa?
Geisy Arruda: Me transformei aos poucos. Meu cabelo começou com aquele loiro sofrido da faculdade. Agora meu cabeleireiro, Wesley de Faria , encontrou um novo tom de loiro, com raiz escura e pontas mais claras, que me deixa com cara de rica (risos). Antes eu tinha bom gosto, mas não tinha dinheiro. Sempre gostei de roupa justa, mesmo quando eu era mais cheinha. Agora tenho amigos que me orientam, ando com pessoas do meio da moda e vejo que o vestido rosa que eu usava na faculdade não valorizava o meu corpo.

Geisy Arruda:
André Giorgi
Geisy Arruda: "O vestido rosa que eu usava na faculdade não valorizava o meu corpo"
iG: Hoje você não usaria mais aquele vestido?
Geisy Arruda: Não com o mesmo tecido, o mesmo corte. Preciso valorizar o que tenho de bom, já que não sou nem magra, nem gorda. Sou gostosa (risos).

iG: E como você faz para manter a boa forma?
Geisy Arruda: Eu odeio passar vontade. Isso me deixa de mau humor. Como e compenso na malhação. Também frequento um centro de estética. Tenho feito um tratamento de eletroestimulação no bumbum.

iG: Mas você perdeu medidas com uma grande cirurgia plástica, não foi?
Geisy Arruda: Eu passei por uma cirurgia de 9 horas de duração, onde fiz lipoescultura completa, do joelho ao pescoço, passando pelas costas, braço, barriga, silicone nos seios e enchimento no bumbum. Tirei 400 ml das costas para colocar no bumbum. Eu queria mexer no nariz também, mas o médico não aguentou.

André Giorgi
"Se eu tivesse boa condição financeira, talvez posasse nua por ego", revela Geisy

iG: Então vai comer chocolate à vontade nesta Páscoa?
Geisy Arruda: Não tenho namorado e só vou ganhar chocolates do meu pai, então não tem problema. 

Geisy na capa da Sexy em novembro de 2010
Divulgação
Geisy na capa da Sexy em novembro de 2010
iG: Você esperava que sua edição da Sexy se tornasse a mais vendida dos últimos três anos?
Geisy Arruda: Isso foi babado, confusão e gritaria. Meu apartamento veio daí e acredito que no final de abril eu me mude. Meus pais vão se mudar primeiro e eu pretendo passar o meu aniversário debaixo de teto novo. É uma alegria tão grande! Não me arrependo de ter feito as fotos.

iG: Posaria nua novamente?
Geisy Arruda: Por dinheiro, sim. Para comprar minha loja e um carro. Posar nua é uma forma justa de ganhar dinheiro. Você faz o seu trabalho e a grana vem. Eu acho que, no século XXI, se sentir estuprada porque tirou foto é “uó”. Se eu tivesse boa condição financeira, talvez posasse nua por ego. Mas, de início, só faço pela grana. Quando a gente faz as fotos, a gente não se sente a pessoa mais feliz do mundo. A gente está ali pensando na conta bancária.

iG: A sua biografia narra a perda de sua virgindade, a humilde vida que levava e até o beijo que ganhou de um motorista da Record. Alguma revelação te trouxe problemas?

André Giorgi
"Não sou burra. Foi tudo muito bem arquitetado", diz ela sobre as intimidades revelas na autobiografia
Geisy Arruda: Eu só tenho que comemorar. A minha biografia foi a mais vendida entre os ex-participantes de reality show. Sou responsável por cada palavra publicada e estou consciente de todas as revelações, mas claro que fiz de forma comercial. Não sou burra. Foi tudo muito bem arquitetado.

iG: Acha que devia ter esperado um pouco mais para lançar sua biografia? Ela não conta de sua participação em “A Fazenda 3” e das fotos para a revista Sexy.
Geisy Arruda: As propostas para esses trabalhos surgiram durante as entrevistas com o autor, Fabiano Rampazzo . Perguntei se deveríamos esperar e surgiu a ideia de fazer o volume dois. Mas para isso eu vou viver mais um pouquinho.

iG: Falta o capítulo de um grande amor?
Geisy Arruda: Estou construindo o meu castelo e homem só atrapalha. Quero conquistar o meu espaço aos pouquinhos, do jeito que estou fazendo. Todo mundo quer ser bem sucedido. Eu também quero.

iG: Você ficou insatisfeita com a indenização de R$ 40 mil dada pela Uniban?
Geisy Arruda: Fizemos a audiência e resultado do processo saiu no final do ano, enquanto eu estava confinada em “A Fazenda". Ganhei o processo e o juiz ordenou a Uniban a me pagar R$ 40 mil. O meu advogado, o Dr. Nehemias Melo , achou de bom tom recorrer.

Geisy Arruda:
André Giorgi
Geisy Arruda: "Meu único sonho, minha única pressa, foi a de me tornar mulher logo"

iG: Você sonhava em ser famosa?
Geisy Arruda: Nunca. Sempre achei que TV era um outro mundo, que a gente ficava assistindo em casa. Meu único sonho, minha única pressa, foi a de me tornar mulher logo. Quando tudo aconteceu, fui apresentada a um mundo que eu não conhecia e aprendi a conviver com ele. Observo as pessoas para aprender com elas, por isso cheguei até aqui. Eu aprendo muito rápido, porque tenho a humildade de ouvir e a esperteza de absorver o que é bom para mim. É uma qualidade que trago desde pequena.

iG: Em que momento notou que estava famosa?
Geisy Arruda: Não gosto do termo "famosa". Eu me considero uma pessoa conhecida. Mas quando deixei "A Fazenda", vi que nem só os interessados na polêmica da faculdade, no bulliyng que eu sofri, sabiam de mim. O reality é assistido pela massa.

iG: Como você explica essa virada na sua vida?
Geisy Arruda: Tudo na minha vida acontece de forma espontânea. Eu não tenho assessoria de imprensa e nunca tive empresário. Eu fechei a minha Sexy sozinha, assim como "A Fazenda", e isso é uma coisa de que me orgulho na vida. Eu trabalhava no mercadinho perto de casa e ganhava R$ 400 para ficar na sessão de frios das 9h às 14h. Meu pai dividia a mensalidade da faculdade comigo. Eu acabei de comprar um apartamento para eles morarem comigo e vou trabalhar para dar um carro para o meu pai. Espero que em um ano eles não precisem mais trabalhar. Quero trazer minha irmã mais velha, que vive em Portugal, para cuidar da minha loja e ficar perto da gente. Também quero cuidar da caçula, que me deu uma sobrinha linda. É só questão de tempo e dinheiro (risos).

iG: Você gasta dinheiro com o quê? Beleza, roupas, viagens, família, celular?
Geisy Arruda: Eu tenho padrinhos e não gasto com beleza, mas aprendi a não aceitar tudo de graça. Tudo tem seu preço. Só aceito o que vem de pessoas de que eu realmente gosto e sei que amanhã não vão me metralhar.

iG: Sem namorado, como faz para suprir a carência?
Geisy Arruda: Eu vou para a balada. Quando quero me divertir, vou para a balada gay. Eu sou muito intensa. Comigo é tudo ou nada, não vivo pela metade.

iG: Você abandonou mesmo os estudos?
Geisy Arruda: Comecei a fazer teatro, mas parei para entrar em "A Fazenda". Pretendo retomar as aulas no segundo semestre.

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