Apresentador falou ao IG que mantém todas as acusações feitas à emissora. Já a Record acusa jornalista de descumprir contrato

José Luiz Datena
Band/Divulgação
José Luiz Datena
A Rede Record de Televisão divulgou na manhã desta quarta-feira (31) um comunicado à imprensa se defendendo das acusações feitas por José Luiz Datena .

Desde sua volta ao comando do "Brasil Urgente", da Band, o apresentador, que ficou apenas 43 dias na concorrente, comenta em entrevistas que rescindiu o contrato com a Record por motivo de censura. Ao jornal "Agora", disse, por exemplo, que “é difícil trabalhar sem ter liberdade”.

Em conversa com o IG Gente nesta quarta, Datena assegurou que seu assunto com a Record agora é na justiça, mas mantém todas as acusações feitas por falta de liberdade: “Mantenho tudo o que eu falei sobre eles, não retiro uma vírgula [sobre a falta de liberdade], o que eu tenho para discutir com a Record é na justiça e não na imprensa. Não vou falar mais sobre esse assunto”, enfatizou.

No comunicado divulgado pela Record, a emissora alega que Datena não sofreu qualquer tipo de censura e, durante o tempo em que esteve por lá, concedeu entrevistas e chegou a dizer que poderia se mudar para outra emissora. A Record lembrou ainda que Datena tinha um débito na justiça com a emissora, que foi quitado graças ao contrato de cinco anos, que ele rescindiu após um mês e meio de Record.

Confira abaixo os principais trechos do comunicado:

“Datena apresentava um programa, ao vivo, de pelo menos duas horas de duração, de segunda a sexta, em rede nacional. Em nenhum momento, ele ou o seu programa sofreram qualquer tipo de censura".

“Datena concedeu várias entrevistas nos 43 dias em que esteve aqui [...] Em uma delas, concedida ao jornal Folha de São Paulo, no dia 23 de julho, chegou a dizer que poderia voltar para outra emissora”.

“Depois de meses de negociação, o apresentador assinou espontaneamente o contrato para deixar a Rede Bandeirantes e retornar à Record. Junto com o contrato de cinco anos, Datena assinou um documento em que confessava ter uma dívida pelo rompimento de um contrato anterior com a Record, em 2003. Tal débito somente seria quitado com o cumprimento do novo acordo”.

“É inadmissível que o apresentador use estratégias de difamação contra a Record para justificar manobras que pretendem protelar ou influenciar decisões jurídicas sobre o caso. A Record deposita confiança absoluta no judiciário, que vai analisar o zigue-zague profissional do jornalista à luz dos documentos assinados por ambas as partes”.

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