Produção do SBT cuidou de cada detalhe para que a novela retratasse com fidelidade as agressões vividas no período de ditadura

Maquiadora do SBT reproduz ferimentos de ator Marcos Breda, que revive um militante
Lourival Ribeiro/Sbt
Maquiadora do SBT reproduz ferimentos de ator Marcos Breda, que revive um militante
Na época da ditadura, uma das estratégias utilizadas para coibrir os adversários do regime militar era a tortura. A nova novela do SBT, "Amor e Revolução", de estreia prevista para a próxima terça-feira (5), narra os períodos mais brutais da repressão e, através de uma grande produção, recria cenas de choques elétricos, afogamentos, pau de arara e pancadaria.

No período mais intenso da tortura militar - de 1969 a 1974 - os brasileiros foram divididos em grupos chamados de “verdadeiros cidadãos” e “inimigos internos”. Os integrantes do segundo eram vistos como terroristas e na novela de Tiago Santiago são exemplificados pelo casal de militantes Carlo e Odete Fiel, vividos por Marcos Breda e Gabriela Alves .

Algumas cenas vazaram na Internet no início de fevereiro. No vídeo abaixo, o casal recebe a notícia de que as duas filhas foram capturadas por militares. Aranha ( Jayme Periard ), Telmo ( Fábio Villa Verde ) e Fritz ( Ernando Tiago ) iniciam as agressões do terceiro capítulo da novela:

Neste segundo vídeo, você pode ver Odete passando por tortura no pau de arara com o militar Fritz ( Ermando Tiago ): 

A produção de "Amor e Revolução" cuidou de cada detalhe para que as cenas se aproximassem ao máximo da realidade. Para isso, foram instaladas no estúdio do SBT uma cadeira elétrica, uma barra de ferro e uma banheira. Como objetos de cena, havia televisor e máquida de escrever de 40 anos atrás, além de instrumentos médicos, usados para praticar agressão física.

Veja fotos:

Os atores acompanharam palestras com personagens reais que sofreram perseguições e torturas, treinamento militar e workshop sobre o período dos anos de chumbo.

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