O jornalista, demitido da Globo em dezembro de 2017 depois de acusação de racismo, escreveu artigo para a Folha de S. Paulo se defendendo

Depois de ter sua imagem abalada pelo vazamento de um vídeo no qual faz um comentário racista , William Waack acabou sendo demitido da Rede Globo . Em um comunicado no final de 2017, a emissora falou que entrou em um acordo com o jornalista e decidiu por desliga-lo. Menos de um mês depois da decisão, o jornalista desabafou em um artigo publicado na Folha de S.Paulo deste domingo (14).

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William Waack escreve artigo para a FOlha de S.Paulo se defendendo de acusações de racismo e atacando a Globo
Reprodução
William Waack escreve artigo para a FOlha de S.Paulo se defendendo de acusações de racismo e atacando a Globo

No texto, William Waack se refere aos rapazes que vazaram suas imagens na internet dizendo que, se eles o tivessem procurado teria dito que aquilo foi uma “piada idiota”. Afirmando que eles “roubaram” a imagem, Waack diz que não teve a intenção de ofender ninguém com seu comentário.

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Ele também não poupou a Rede Globo e, sem citá-la diretamente, criticou a “capacidade de empresas da dita ‘mídia tradicional’”, afirmando que cedem à “gritaria de grupos organizados” acreditando que isso irá proteger a própria imagem. “Por falta de visão estratégica ou covardia, ou ambas, tornam-se reféns das redes mobilizadas, parte delas alinhadas com o que os ‘donos’ de outras agendas políticas definem como ‘correto’”.

Defesa

Waack também citou alguns nomes que o defenderam depois que o vídeo em que diz “cisso é coisa de preto” surgiu na internet. Entre eles, a Presidente do STF, ministra Carmem Lúcia, e a também jornalista Glória Maria : “autorizado por ela, faço aqui uso das palavras da jornalista Glória Maria, que foi bastante perseguida por intolerantes em redes sociais por ter dito em público: ‘Convivi com o William a vida inteira, e ele não é racista. Aquilo foi piada de português’”.

William Waack  ainda completou dizendo que combateu a intolerância de qualquer tipo durante toda a sua carreira, sua vida profissional e pessoal é a prova disso. Por fim, ele conclui: “Tenho 48 anos de profissão. Não haverá gritaria organizada e oportunismo covarde capazes de mudar essa história: não sou racista. Tenho como prova a minha obra, os meus frutos. Eles são a minha verdade e a verdade do que produzi até aqui”.

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