No elenco de "I Love Paraisópolis", nova novela da Globo, ator encarna o chefão da comunidade e exala pinta de bad boy

Caio Castro
Felipe Panfili/Marcello Sá Barretto e Alex Palarea/AgNews
Caio Castro

Quem é cascudo de cobrir celebridades sabe na ponta da língua algumas respostas prontas que o pessoal adora disparar por aí. "Não falo sobre minha vida pessoal" é uma que está no TOP 5 da lista. E quando a gente escuta a frase, entende o recado na hora e respeita. Afinal, ninguém é obrigado a nada. Quem parece nadar contra essa maré é Caio Castro , que no lugar do discurso padrão e político, prefere "fazer a egípcia".

Na coletiva de “I Love Paraisópolis”, nova novela das 19h que estreia em maio na Globo, quisemos saber como estava sendo o reencontro na ficção entre Caio e Maria Casadevall , que ele conheceu no elenco de “Amor à Vida” e com quem iniciou um relacionamento já flagrado algumas vezes por paparazzi.

“A gente não tem relação ainda na trama, a gente não se encontra”, disse. Ok, mas e falando de fora da ficção, facilita a vida os dois estar em um mesmo produto? Vocês estudam juntos, batem texto? “A gente não trabalha junto, não tem isso”. Ué, mas vocês estão na mesma história, não? “Sim, ela no núcleo dela, eu no meu. É o que eu estou tentando te falar. A gente não se encontra ainda, não sei se mais para frente a gente vai se encontrar. Acho que sim, porque ela namora o cara que quer ficar com a minha namorada”, concluiu, desentendido.

Tudo bem, sem problemas. Toca a banda. Caio vive Grego, o chefão da comunidade retratada na história. Já Maria é Margot, a namorada de Benjamin ( Maurício Destri ), um arquiteto que vai se apaixonar por Marizete, personagem de Bruna, que, por sua vez, é a paixão da vida de Grego.

Em cinco minutos de conversa já dá para reparar que o sotaque de Caio mudou. Natural de São Paulo, ele está no Rio há algum tempo e já misturou bastante os ‘esses e erres’. Agora, capricha no rasgado da periferia paulistana. “Estou puxando um pouco para São Berrrnarrrdo, tá ligado?”, disse.

Na preparação, ele contou que chegou a conhecer alguns donos de comunidade, mas não revelou nomes. “De Paraisópolis, não conheci. Mas de outros lugares, sim. No Rio, devo ter cruzado em festa, de ir em baile em favela e daí alguém comentar que fulano de tal era o cara tal. Mas em São Paulo fiz questão de chegar perto para conhecer e tentar conversar, puxar alguma informação. Expliquei que eu estava ali para fazer a novela”, relatou.

Sobre a diferença de postura dessas figuras, ele colocou Rio e São Paulo em paralelo: “Em São Paulo, o que eu vi é que eles não ostentam tanto armas, por exemplo. Não ficam com o fuzil para cima, não rola isso. É discreto. É outro tipo de relação”, afirmou. E tem mais um detalhe. “Cara, a gente está fazendo novela, trabalhamos em folhetim. Ele pode ser assassino ou o c*#$@!% a quatro, mas é óbvio que ele vai ter a parte romântica, a história com a mocinha, essa troca de interesses dos dois caras querendo ficar com ela. Nas pequenas brechas é que a gente vai colocando pincelada da realidade”, finalizou.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.