Sabe aquele ditado "doce nunca é demais"? Nos bastidores de "Que Seja Doce" ele é absoluto e dita todas as regras

Vai ter chuva de bolinho, discos de macaron, camadas de mil folhas e muito, muito chocolate a partir desta segunda-feira (13) no GNT. Sob o comando de Felipe Bronze , que está no ar como jurado do “The Taste Brasil” no mesmo canal, “Que Seja Doce” estreia para entrar para a lista dos reality shows de culinária. A grande diferença agora é que o jogo só permite a produção de doces, e a disputa não é em sequência.

O iG visitou os bastidores das gravações, em um estúdio de São Paulo, e explica tim-tim por tim-tim. Em cada episódio, três competidores passam por provas e pelo crivo dos chefs e especialistas em doces Lucas Corazza , Carole Crema e Roberto Strongoli . No fim do dia, apenas um deles será o melhor confeiteiro e terá sua receita impressa no livro que o programa deve lançar.

“Quem é do meio sabe que um chef e um confeiteiro, apesar de parecidos na cozinha, são de mundos completamente opostos. Geralmente o cozinheiro não tem muito traquejo, muita paciência para os doces, e quem trabalha com doces não consegue ficar dentro de uma cozinha. Na confeitaria existe muito pouco espaço para o improviso, porque a maioria das receitas precisa ser pesada. Você tem regras mais bem definidas”, disse Bronze.

O chef carioca, aliás, é participativo no processo de gravação, mas só expressa sua opinião para a equipe que fica no switcher durante os intervalos de preparação das receitas. O abacaxi da eliminação ele deixa para os jurados descascarem. E quanto mais doce, melhor - para o pesadelo da repórter aqui, que não come doces por paladar desde criança. Os restinhos dos pratos que os jurados provam voam para o switcher logo após a deliberação. “Hum, esse aqui não ficou nada bom mesmo”, opinou uma produtora. “Já esse aqui está feio, mas maravilhoso”, rebateu outro.

Lucas, Carole e Roberto são os donos da verdade. Qualquer um pode dar o pitaco que quiser, mas da união dos três é que sai uma decisão. Botando na balança, Roberto é o mais técnico, desconstrói os sabores na boca; Lucas tenta enxergar a história daquele sabor; e Carole está em busca do prazer constante.

“Eu amo, sou formiga, como doce o tempo inteiro se deixar. Eu busco coisa gostosa. Nisso é o que sou mais diferente dos dois. Tenho uma confeitaria, entendo de técnica, mas não sou confeiteira de formação. Meu negócio é outro, eu digo que faço doce por gosto, meu lance é na alma”, comentou Carole, que tem tatuagens de formiga espalhada pelos braços e costas.

É ela, inclusive, que traduz termos técnicos que Roberto e Lucas usam em cena. “Como eles são dois malucos e eu sou uma pessoa normal, eu fico com um ponto (no ouvido) com a direção. Então, eu fico ouvindo os devaneios deles, enquanto a direção me manda traduzir para o público os termos técnicos. A equipe tem essa preocupação de incluir o telespectador”, disse, implicando com os parceiros.

Para Lucas, a experiência mais bacana é o contato direto com as dezenas de participantes. “Comer é um ato de muita intimidade. Na hora que você bota na boca a comida que a pessoa fez, essa comida te conta uma história. Você sabe se ela correu, se se atrasou, se ela trabalhou bem os sabores, se ela entrou em desespero, se deu tempo ou não de concluir a prova, se ela efetivamente sabia executar aquela técnica ou não… Tudo isso naquela garfada. E no papel de jurado a parte mais legal é que às você consegue trazer aquela emoção à tona naquelas pessoas. O vínculo que se cria entre participante e jurado é muito transformador”, afirmou.

Roberto, que espera nada menos que a perfeição no prato, analisa como ninguém todas as características do doce apresentado. “Julgar na TV? É fácil. Eu estou acostumado com o que faço, ninguém me engana. Se falar que tem, vou dizer que não tem. Os três juntos, então, não escapa nada. E eu estou sempre aprendendo, com todo mundo. Está vivo isso para mim, em todo lugar. A gente é super ‘old school’”, brincou.

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