Na quinta e última temporada, elenco e direção fazem um balanço do sucesso; seriado pode tomar forma nas telonas

A partir de 14 de abril, a trupe de “Tapas & Beijos” começa uma carinhosa e planejada despedida. É na data que se inicia a quinta e última temporada do humorístico de sucesso da Globo, liderado pelo diretor Maurício Farias e protagonizado por Fernanda Torres  e Andréa Beltrão  na companhia de grande elenco. E se engana quem pensa que a turma da Djalma Noivas deixou espaço para o chororô. Nada disso. O encerramento das atividades foi, em comum acordo, arquitetado há tempos pelo grupo e aceito pela casa, apesar do sucesso de público e audiência.

Sueli e Fátima se casaram no final da primeira temporada de 'Tapas e Beijos', em 2011
Divulgação/Globo
Sueli e Fátima se casaram no final da primeira temporada de 'Tapas e Beijos', em 2011

“Eu tenho, acho 30 anos de Globo, e esse é o primeiro programa em que o grupo pede para terminar. Aqui na empresa, se o programa é sucesso, ele fica na grade. Se não dá sucesso, ele sai e passa o lugar para outro. Sucesso é o negócio. E a Globo é rápida em reformar e consertar erros. Se não existe correção, tira e bota outro produto. O ‘Tapas’ também começou assim. Havia uma aposta forte, mas a gente sabia que não deveria fazer um programa muito longo. Quando estreamos, tinha um acordo entre nós e a empresa de terminar no terceiro ano. Daí, a Globo pediu a quarta temporada, e depois essa. Não foi surpresa o final. A gente já sabia, desejou e tudo mais”, falou Maurício.

Com nomes como Fábio Assunção , Fernanda de Freitas , Otávio Müller , Vladimir Brichta , entre outros, natural que desafios nas mais diversas plataformas apareçam. Para Fernanda, decidir parar pode até ser fácil, mas saber o momento exato é para poucos. “Saber parar é uma arte. A gente está sabendo, está feliz, e aqui é uma reunião muito especial. Ninguém presta nesse elenco (risos). São gambás velhos. A gente faz com muito empenho, são 44 horas semanais para meia hora de programa”, contou ela.

Antes de “Tapas”, Andréa trabalhou com seu marido, Maurício, em “A Grande Família”. Mas, segundo ela, o sentimento agora é diferente, já que no seriado de Dona Nenê ela deixou o grupo antes do derradeiro fim.

“Aqui, desde que começamos a gravar e as chamadas apareceram na TV, tenho recebido muita bronca na rua. É muito bacana e emocionante ver o público lamentando, pedindo para ficar, achando que é sacanagem. É compensador, sabe? Foi o que a Fernanda falou. São horas e horas por semana, é um trabalho gigante e anual. Vai dar uma saudade e vontade imensa de conseguir de novo um trabalho que traga essa sensação de acolhimento do público. Esse é o carinho pelo nosso trabalho, e não pela vida pessoal, coisa assim. Esse lugar é o que me emociona”, afirmou.

Em tom de brincadeira e nostalgia, Flavio Migliaccio , intérprete do querido Seu Chalita, lamentou o fim da série. “A Fernanda disse que saber parar é uma arte. Pois eu não sei. Queria que todos os personagens até hoje continuassem, desde ‘A Próxima Vítima’. Gostaria de continuar para o resto da vida, desde o início da minha carreira. Já estou com saudade”, declarou, emocionado.

Com o final marcado no calendário - são 22 episódios -, os roteiristas do programa conseguem traçar um arco mais facilmente para encerrar a trama de todos os envolvidos. Nesta temporada, algumas mudanças prometem movimentar a fictícia Copacabana de “Tapas”. A começar pela saída de Sueli e Fátima da Djalma Noivas e a abertura de seu brechó no local onde um dia funcionou a loja de Armane.

Por falar nele, Fátima tenta caminhar sem o cafajeste, e ele tenta refazer a vida justamente na Djalma Noivas, como gerente. “Vai ser o amigo que o Djalma sempre quis e nunca teve”, disse o redator-final Claudio Paiva. 

Assim como aconteceu com seriados como “A Grande Família” ou “Os Normais”, a possibilidade de “Tapas & Beijos” virar filme é uma realidade ainda não palpável, mas o convite já rolou. “Já temos um namoro há muito anos com a Globo Filmes. Só que não tivemos tempo ainda para pensar nisso. É uma possibilidade, o desejo do grupo de fazer existe, mas a agenda é bem difícil. São muitos talentos reunidos, mas, enfim… É uma possibilidade. Seria um prazer fazer também”, finalizou o diretor.

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