Na nova trama das 21h de Gilberto Braga, atriz completa trio protagonista ao lado de Gloria Pires e Adriana Esteves

Camila Pitanga
Divulgação/Globo
Camila Pitanga

Regina já está correndo nas veias de Camila Pitanga . A mocinha da nova novela das 21h da Globo, “Babilônia”, não veio ao mundo para brincadeira. Nem Camila. Aos 37 anos, plena e linda como nunca, ela preenche a tela, a partir de 16 de março, como a guerreira vendedora nas praias do Rio que encara a vida como merece. Entre altos e baixos, Regina se equilibra (e desequilibra) e deve conquistar nossa atenção, como Camila normalmente faz em seus trabalhos.

A personagem escrita por Gilberto Braga , Ricardo Linhares e João Ximenes Braga completa, com Gloria Pires e Adriana Esteves , o trio protagonista da história. Os destino das três se cruzam como obra do acaso, e nessa luta muito sangue, ambição e choro vai rolar. Com o assassinato de seu pai, Cristovão ( Val Perré ), secretamente pelas mãos de Beatriz (Gloria), Regina vira o ganha pão da família.

Ela e a família arrumam a mala e se mudam para o Morro da Babilônia, no Leme, onde Regina consegue comprar uma barraca na praia para trabalhar de sol a sol. “Conheço esse universo, porque morei na favela do Chapéu Mangueira quando eu tinha 16, 17 anos”, contou Camila.

Ela continua: “A Regina não é ficção. Existem muitas Reginas: mulheres que trabalham, são arrimo de família e que fazem isso com alegria, não são choronas. Nessa onda pessimista, a gente fala de otimismo. Se eu puder, através desse trabalho, inspirar mais alguém a ser como ela... Minha personagem é de briga, guerreira, não é mocinha boazinha. Acredita na justiça, se informa, conhece seus direitos”, disse.


Em casa, Camila tenta passar o exemplo de igualdade para a herdeira, Antônia , de seis anos. “Mesmo pequena eu ensino para ela o respeito com quem trabalha lá em casa, um respeito mútuo, cada um com seus direitos e deveres. Aprendi muito com meu pai (Antônio Pitanga), que transita no Palácio do Planalto com a mesma naturalidade que passeia no Chapéu Mangueira”, afirmou.

“Todos nós, seres humanos, precisamos ter solidariedade uns com os outros: somos uma rede só. É assim que vivo. Não é algo que eu digo, eu faço. Observei minha avó, que trabalhava em casa de família e ainda lavava roupa para fora. Assim criou três filhos sozinha, naquela época. Também tive conversas muito bonitas com meu pai sobre esse assunto ao longo da vida”, disse Camila, sobre seu processo de estudo para compor Regina.

Um atropelamento fará com que Inês (Adriana) e Regina se conheçam. E de cara esse encontro não será saudável: “Ela demora para perceber que a Inês é só uma testa de ferro da Beatriz. Vai demorar para perceber que a Beatriz que é a verdadeira inimiga”, contou. “Elas têm estilos de jogo diferente. Uma é racional e fria, e a outra impulsiva, mas as duas são inescrupulosas. Elas têm uma espécie de simbiose, amigas e inimigas ao mesmo tempo”, adiantou Camila.

Sobre a caracterização, Camila está mais numa pegada Bebel, nossa queridinha de “Paraíso Tropical”. “Clareei o cabelo, uso aplique na primeira fase da novela, e na segunda é tudo meu cabelo mesmo. Adorei, não queria nem me desfazer do aplique, porque estou numa fase mais hippie. Para essa personagem, lavo o cabelo em casa e passo um produto para deixar cachear mais. Estou adorando, porque não preciso chegar antes (no Projac) para fazer cabelo, só maquiagem. Sobra mais tempo para mim, para minha filha, para o namorado...”, contou ela, que namora o ator Sérgio Siviero .

“Minha maior ambição hoje é ter tempo. Tempo para me preparar para meus trabalhos, namorado, família. É tudo tão acelerado”, completou ela. Para “Babilônia”, a construção foi boa. Deu para montar uma rede de proteção para se jogar em Regina. Uma fraqueza é o coração. Já foi tanta decepção que Regina não se entrega de primeira.

“O pai foi assassinado, eu acho que ela ficou na defensiva não só com homens, mas com tudo. O pai da filha dela (Luís Fernando, feito por Gabriel Braga Nunes) era casado, é uma frustração. Ela sempre está nessa coisa de lutar pelos direitos, por justiça, e peca pelo exagero. Vê desrespeito até onde não tem”, adiantou.

Cabe a Thiago Fragoso, o mocinho Vinicius, tentar roubar o coração dessa morena. “O personagem do Thiago vai amolecer a Regina, vai aconchegar ela. Ela é muito estourada, destemperada. Tem a personalidade muito forte”. É assim que a gente gosta, Camila.

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