Há dois anos e meio no "Encontro", Fátima Bernardes faz balanço e explica porque expõe mais sua vida pessoal

Fátima Bernades deixou a bancada do "Jornal Nacional" em 2011 para criar um sonho profissional antigo. Seu "Encontro", hoje com dois anos e meio de vida na Globo, sofreu diversas nuances desde quando saiu do campo das ideias da jornalista e hoje apresenta seu melhor momento. Foi preciso treino, adaptação (do público e da equipe) e estudo para entender qual era o ingrediente que a atração acrescentaria à grade da emissora. Hoje, no posto de apresentadora e manda-chuva, Fátima declara: "Fico mesmo muito mais à vontade para entender qual é o meu papel”.

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Fazendo um rápido balanço mental, a grande diferença que o “Encontro” sacou em 2014 foi como aproximar o público daquela sala de estar sem parecer forçado. Em pauta, notícias importantes dos jornais do dia, mas também assuntos que figuram em qualquer roda de amigos em um bar. O equilíbrio é que criou a bossa.

“A nossa ideia era cada vez estar mais próximo dessa discussão. Isso me permite uma flexibilidade imensa, porque posso falar de algo que realmente é notícia, mas também posso falar que o rosa é a cor de 2015, sabe? Nós ficamos mais ágeis. Conseguimos trazer várias pessoas que foram destaque no noticiário do fim de semana e na segunda-feira estavam aqui. Eu, como apresentadora, descobri que mesmo que uma pessoa tenha se destacado em um telejornal, isso não inviabiliza a presença dela no ‘Encontro’. Elas vêm em outra circunstância”, disse Fátima.

O iG visitou uma gravação do programa - que normalmente é ao vivo - e que será exibida dia 2 de janeiro (os programa dos dias 25/12, 26/12, 01/01 e 02/01 serão gravados). Com aproximadamente 60 pessoas na plateia, Fátima se mostra em casa. “Oi, gente, tudo bom? Espero que vocês se divirtam”, diz ela passeando entre os presentes antes do gravando.

Em um cantinho, Mozarth Silva , de 21 anos, é o assistente de plateia que ajuda a organizar a confusão. “Pessoal, nos musicais pode todo mundo levantar, dançar, bater palmas… E não sabe a música? Tenho um truque ótimo. É só falar ‘oitenta e um, oitenta e dois, gato, cachorro’ sem emitir som que no vídeo parece que vocês estão cantando tudo”, brincou, arrancando risadas.

Nesse clima, Fátima sabe que precisa se entregar tanto quanto seus convidados. Por isso, tem falado mais sobre a vida fora dos estúdios e família. “Isso tudo também é um aprendizado. Não posso esperar que meus convidados cheguem aqui e falem, como fez o César Menotti que contou a situação de depressão que ele viveu. Isso nem estava na pauta e ele se abriu e contou. Por isso, não posso esperar que as pessoas tenham essa confiança em mim e no público e eu não demonstrar a mesma coisa. Também preciso contar coisas minhas pertinentes ao que está sendo discutido. Comecei a perceber que era interessante, porque cria uma intimidade tanto com quem está sentado e se expondo, de certa maneira, como com quem está em casa”, afirmou.

Ela continua: “Por mais que eu tome cuidado para não identificar os meninos lá de casa, ou quando tem uma situação vivida por um deles, mesmo que eu não diga qual, às vezes uso um exemplo para poder esquentar aquela discussão. Hoje fico mesmo muito mais à vontade para entender qual é o meu papel, que não é só o de apresentadora. Se eu for distante, não serei amiga do público. Ninguém é amigo distante. Você precisa estar próximo."

Nova vida, nova rotina

Uma vez fora da bancada do horário nobre, Fátima pode reorganizar sua agenda. “Hoje eu acordo e preciso estar num clima de trabalhar logo. Eu levanto às 6h, chego no Projac 6h50, mais ou menos. Esse início de manhã, antes era levar filho na escola, voltar, tomar café com calma, ler jornal, fazer exercício e estar pronta para trabalhar 13h. Hoje em dia, não. Tenho um tempo de dedicação maior até do que o tempo que eu tinha dentro do jornalismo. Saio do Projac umas 15h30, mais ou menos. Mas consigo ter, por exemplo, a volta para a dança. Digo que é minha maior conquista, faço aulas no fim do dia. E tenho mais tempo com os meninos em casa, o que é muito bom na fase da adolescência”, falou.

Os trigêmeos Beatriz , Laura e Vinicius , filhos dela com William Bonner , estão com 17 anos, acabaram de completar o segundo ano do Ensino Médio, e parece que não vão seguir os passos dos pais. “Dois já sabem o que querem, e uma não. Laura pensa em Psicologia, o Vinicius pensa em Engenharia Mecânica, e a Beatriz ainda não sabe. Mas você sabe que nessa fase, um período de férias pode ser o suficiente para mudar, né?”, contou.

Fátima Bernardes no estúdio do 'Encontro', no Projac
Globo/João Cotta
Fátima Bernardes no estúdio do 'Encontro', no Projac

Por falar em férias, a família se prepara para colocar o pé na estrada em 4 de janeiro. Fátima fica longe do “Encontro” até 25 de janeiro (seu retorno é dia 26). Ao que tudo indica, Ana Furtado , Lair Rennó e Marcos Veras , mais uma vez, serão seus substitutos. “Vou viajar. Eu, William e os meninos vamos de São Francisco até Los Angeles. Nenhum de nós conhece e vai ser bem bacana. Estamos bem ansiosos por isso”, revelou.

Pouco assídua das redes sociais, Fátima comentou ainda a parceria com William, que vira e mexe posta em seu Instagram alguma mensagem de carinho para a mulher: “Acho que isso que também mantém um casamento. Se você tem admiração pela pessoa com quem você vive, já é uma grande coisa. Ele é muito efusivo, posta muita coisa. Eu já sou mais devagar nessas coisas de rede social (risos). Quando saí do jornal, nós abrimos juntos a conta no Instagram. Ele é bem parceiro nisso."

Já sobre o assédio em cima dos filhos, a jornalista, como mãe e figura conhecida, acha chato. “Na verdade, incomoda mais até a eles. Eles não entendem, eles falam ‘a gente nunca fez nada para as pessoas quererem saber o que a gente está fazendo’. O que mais me incomoda agora é que o Vinicius está namorando, e isso já expõe a própria namorada, coitada, que está na rua com ele. Não tenho muito como lidar com isso, porque não tem jeito. E acho que as pessoas vão perdendo um pouco o limite. Uma coisa é você marcar uma entrevista, e outra coisa é o interesse em fotografar você entrando e saindo de uma farmácia, de uma padaria… Não sei até que ponto isso realmente é um interesse do público ou não”.

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