Em “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, atriz viverá uma mulher com muito fogo sexual

Mariana Ximenes só roda “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues , em fevereiro de 2015, mas a preparação para o novo trabalho no cinema já começou - e está pesado além da conta. Na história, a atriz será uma trapezista. Por isso, ela anda batendo ponto na Escola Nacional de Circo, no Rio, três vezes por semana. O esforço já dá resultado: os braços e ombros de Mariana estão bem mais secos e definidos.

“Não vou nem te mostrar minha mão, porque está horrível. É uma atividade incrível. Dá medo e você precisa de físico mesmo, não tem como. Faço três vezes por semana, 1h30 por aula. É muito puxado, não aguento mais que isso. Estou quase fazendo acrobacias já. Só filmo em fevereiro, então, graças a Deus, ainda tenho um tempinho”, disse ao iG .

Mari Ximenes e Márcio Garcia
Divulgação/Globo
Mari Ximenes e Márcio Garcia

A personagem também promete chamar atenção. “Ela é uma mulher que tem um fogo interno muito grande. É muito rígida com ela mesma, tenta apagar esse fogo (que é sexual) de qualquer maneira… É estuprada… Ih, tem muita coisa para viver”, adiantou. Na fila das telonas, Mariana ainda tem mais três longas finalizados: “Um Homem Só”, “Mãos de Cavalo” e “Zoom”, de Pedro Morelli , que rodou ao lado de Jason Priestley , o eterno Brandon de “Barrados no Baile”. “Foi ótimo! Eu assistia muito à série, era fã! Óbvio que falei para ele”, relembrou.

Da TV, Mari tira um break das novelas. Nesse domingo (9), ela protagoniza um capítulo da série “Eu Que Amo Tanto”, no “Fantástico”, ao lado de Márcio Garcia . “Acho que a gente tem que ter mais oportunidade de trabalhos como esse na TV. É um suspiro que mantém a chama do nosso ofício acesa. Fiz essa reinvidicação mesmo para falar que quero mais trabalhos do tipo”, avisou.

Na história, adaptada por Euclydes Marinho do livro de Marília Gabriela , Mariana vive Leididai, uma mulher perdidamente apaixonada por um presidiário. O detalhe é que ela não sabe que o malandro tem mulher e filhos. Em uma cena em especial, a personagem o flagra saindo da prisão e sendo recepcionado pela família. “É uma enxurrada de água gelada, né? Eu fiquei me questionando como seria a reação dessa mulher. Decidi não pensar. Foi pelo instinto. Eu fiquei catatônica. E é isso, não tem reação, você perder a fala. A gente gravou assim… Entrava do set instinto puro”, contou.

“É impressionante como a gente se identifica com alguma coisas. Claro que a gente tem bom senso e equilíbrio. Por isso não é todo mundo que sai matando por aí. Mas acho que o importante a ser dito é que a gente não julga essas mulheres. A gente expõe uma questão para ser discutida. Eu vivi a Leididai por inteiro. Eu fui no texto, no cerne, porque queria entender aquela mulher. Eu entrava no set como uma página em branco para ser colorida pelas tintas fortes das diretoras ( Amora Mautner e Joana Jabace )”, falou.


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