Em nova série, ator vive o canalha Osório; já na vida real, faz a linha cavalheiro pé no chão: "A vida não é um mar de rosas"

Antonio Calloni
Divulgação/Globo
Antonio Calloni

A partir deste domingo (9), Antonio Calloni surge na tela do “Fantástico” como o canalha Osório na série “Eu Que Amo Tanto”. Na ficção, ele é um cara capaz de torturar psicologicamente a mulher que o ama de verdade, Zezé, vivida por Carolina Dieckmann . Já na vida real, o cavalheirismo anda lado a lado com o ator, que é casado há 21 anos com Ilse Rodrigues . O iG bateu um papo com o ator durante a apresentação da série à imprensa. Confira abaixo.

iG: Quer dizer, então, que o Osório não presta. É isso, Calloni?
Calloni: É, nenhum dos homens da série presta muito (risos). Na verdade, ele vive bem assim. Isso é mais um julgamento nosso. Ele acha que está tudo bem.

iG: Você falou que são história muito intensas. Como foi para você se preparar para mergulhar nessa intensidade?
Calloni : Bom, nós somos brasileiros, né (risos)? Intensidade é algo que não falta no Brasil. O material de trabalho do ator é a nossa vida. Está tudo aí, à nossa volta. Todos os sentimentos estão dentro da gente, de amor até o ódio. Tudo que é humano, não é estranho para nós. Então, esse mergulho foi quase de imediato. Você lê o texto e compreende o que ele quer dizer. Todo mundo se entregou muito. No meu caso, eu trabalhei com a Carolina (Dieckmann), que teve uma entrega fantástica. Foi intenso também nesse sentido, do processo de trabalho. Assim como o texto pedia para que a gente se comportasse.

iG: Você já se relacionou com uma mulher que amasse demais?
Calloni: Todas, graças a Deus (risos). Não de forma doentia. A intensidade, quando a gente falar de amor, é sempre bem-vinda. Mas nunca tive alguém doente do meu lado, pelo contrário, só gente saudável.

iG: Esse homens canalhas vão retratar a vida de muitos homens?
Calloni: Sem dúvida. São tipos que a gente conhece, que já ouviu falar. E muitas mulheres já conviveram com esse tipo de homem. Essa é a beleza do trabalho. Vai causar a discussão sobre o que é isso que essas mulheres sentem e passam. É amor? Não é amor? Por que elas se envolvem com esses caras? Dizem que o amor é cego, mas sabe preciso o alvo onde quer acertar. Não é uma frase minha, é do Shakespeare. E concorco com ela. O amor é cego, então por onde essas mulheres se movem para ficar com esses caras? É uma boa pergunta para o público.

iG: O que você acha que os homens procuram nas mulheres?
Calloni : Não tem uma fórmula, as pessoas são tão diferentes. Cada um é feliz à sua maneira, e cada um procura na mulher uma coisa que o outro nem pensou em procurar. E vice-versa. Isso é muito subjetivo e indefinível. E a beleza do relacionamento humano é a falta de definição. Cada uma vai para onde sente que tem que ir.

iG: Seu relacionamento já dura 21 anos. Tem uma fórmula?
Calloni : Nenhuma fórmula. É você querer estar junto com todas as dificuldades que existem em uma relação. É a vontade de respeitar, de construir algo juntos, de aceitar que as coisas não são fáceis. Eu nunca tive a pretensão de, através da minha família, mostrar que tudo é um mar de rosas. Isso não existe. Mas a vontade de ficar junto prevalesce.

iG: Acha “rodriguiana” a obsessão da personagem da Carolina pelo seu personagem?
Calloni : Completamente. Ela sempre foi maltratada pelo pai, foi abusada quando criança pelo tio, ou seja, esses homens mais velhos sempre tiveram um poder sobre ela. E esse padrão ela vem repetindo ao longo da vida. E quando ela encontra o Osório, ela acha que ele é o certo. Só que ela não sabe que ele não presta para absolutamente nada. Ela acaba descobrindo isso tarde demais.

iG: E como foi para você gravar as cenas fortes de sexo e violência com Carolina?
Calloni : É tranquilo, porque você tem um texto para seguir, uma marcação que te orienta, você tem uma atriz absolutamente disponível e generosa. Então, não tem nenhum problema em nenhum tipo de cena.


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