Aos 44 anos, Márcio Garcia fala de amor e relembra assédio na juventude: "Agora, elas mandam beijo para Andrea (risos). Muda muito, porque você não está mais disponível, entende?"

Márcio Garcia
Divulgação/Globo
Márcio Garcia

O tempo de pegação para Márcio Garcia ficou no passado. Hoje, ele é um homem de 44 anos, muito bem casado com a nutricionista Andréa Santa Rosa e pai de quatro filhos: Pedro , Nina , Felipe e João . Aliás, nessa configuração e com cabelos brancos na cabeça, ele arrisca a pérola: “eu já sou um senhor”, foi o que disse ao iG . Menos, Márcio, menos. O ator e diretor continua boa pinta, e não nos engana ao brincar sobre o assédio feminino após os 40 anos.

"Era mais quando eu era mais jovem. Agora, elas mandam beijo para Andrea (risos). Muda muito, porque você não está mais ‘disponível’, entende? Estou casado, pai de quatro filhos. A pessoa tem uma encrenca ali. Para qualquer um que trabalha em TV, existe, claro, a admiração, mas quando a pessoa casa e tem filho o approach é outro. Acho também que não atraio as meninas que tão nessa euforia de 20 anos. É mais o Caio Castro , etc”, afirmou.

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Para as fãs de plantão, a notícia é boa: a partir do próximo domingo (9) o (para sempre!) bonitão volta às telinhas na nova série do “Fantástico”, “Eu Que Amo Tanto”, que tem direção de Amora Mautner . Na trama, ele vive o presidiário Zé Osmarino, um malandro que atrai Leididai ( Mariana Ximenes ) e esconde dela que é casado. No papo sobre amor - que dá muito pano para manga -, Márcio falou daquele passado, o da pegação e do assédio descontrolado.

"Eu já tive paixão adolescente intensa e acho que todo mundo já viveu um grande amor. A diferença para as personagens da série é que elas vão até as últimas consequências mesmo. Eu já tive relações que mergulhei forte de cabeça e a pessoa menos, e vice-versa. E acho que o ser humano sofre um pouco disso, ainda mais numa idade não adulta, em que a gente sempre está em busca do que não tem", disse.


Então, qual o limite? "É o bom senso, é você perceber quando o outro não quer mais. E na série, nenhuma delas aceita o não. Acho que todo mundo já passou por alguma situação, sendo ativo ou passivo, em que quer parar alguma coisa e a outra pessoa não quer. Isso a gente aprende na infância. Eu tenho uma filha que não desiste. Eu já falei 20 'nãos' e ela continua. Eu espero que ela não se apaixone com facilidade, porque ela vai ser insistente", brincou o ator.

E veio a polêmica (eu avisei que amor dá pano para manga, não é?). Na ficção, ele faz o papel do espertão, aquele que dá um chega para lá na mulher que o idolatra. Na vida real, é mais fácil ouvir ou dar um “não”? "Ah, para qualquer um mais fácil é sempre dizer. Claro que existem ‘nãos’ e ‘nãos’, mas é mais fácil dizer. É menos doloroso e sofrido para quem fala do que para quem escuta. Pela experiência que eu vivi, eu sofri bem mais ouvindo, e os ‘nãos’ que eu falei foram de boa. Acho que o segredo é fazer uma arte antes. É bom pisar na bola se você vê que a pessoa está muito forte, você dá uma sacaneada. Eu era bom nisso no passado. Às vezes, você não quer dar um 'não' e vai dando desgosto pra pessoa (risos)", disse, antes de completar: “Meu Deus, que horror isso. Apaga (risos)”.

Ainda sobre Zé Osmarino, com o pouco tempo que teve para compor o visual do personagem, o caminho que a produção encontrou foi deixar crescer o “bigodinho” de Márcio. “Olha, esse bigode foi uma coisa. Ele virou cont (item de continuidade em cena), quase que o ‘Globo de Ouro’ (do Viva) foi para o brejo. Nós tivemos de adiar. Mas faz parte, era o que eu tinha e acho que me ajudou, porque acho que tenho cara de bom moço. Quando eu me olhava no espelho, me achava meio 'cafa' (risos)", afirmou.

“Globo de Ouro” no Viva

Multitarefas, Márcio matou saudades do posto de apresentador no último mês, quando rodou ao lado de Juliana Paes edições inéditas do “Globo de Ouro” para o canal Viva: "Foi divertidíssimo. Eu era pequeno quando passava na TV, e tinha o Globo de Ouro como cenário na mente para ouvir alguma música que eu gostava, etc. Mas me lembro que, apesar de estar todo mundo elegante, era só brincadeira. E eu e a Juliana já trabalhamos juntos anteriormente, temos intimidade, e brincamos muito. Brincamos tanto que acho que muita coisa nem vai para o ar (risos). Eu torço, na verdade, para que vá para o ar. Eu não tenho muito juízo, não”.

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