Atriz não condena personagem Gilda, de "Boogie Oogie", mas é pé no chão na vida real: "O coração não escolhe muito. A gente é que tem o poder de escolher o que quer"

Traição é uma palavra que causa arrepio na mulherada. Para todos os envolvidos, o resultado do trelelê quase nunca é positivo. Sempre fica pelo caminho um coração quebrado, carência alimentada, quebra de confiança, decepção. Do ponto de visto da “outra”, Gilda, personagem de Letícia Spiller em “Boogie Oogie” (Globo), é PhD no assunto. Ela passou anos e anos como a diversão de Fernando ( Marco Ricca ), enquanto o chefe obedecia as ordens da mulher oficial, Carlota ( Giulia Gam ). Livre do coisa ruim, por quem ainda é apaixonada, Gilda se envolve - acredite se quiser - de novo com outro homem casado. “Que karma, né?”, brincou a atriz em papo com o iG .

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O próximo despretensioso alvo de Gilda é Mario ( Guilherme Fontes ), que, por sua vez, não está muito bem no casamento com Cristina ( Fabiula Nascimento ). “Não sei qual vai ser o teor do envolvimento deles. Pela experiência de vida dela, acho que ela não arriscaria viver dessa maneira, clandestinamente, de novo. Ter liberdade é o maior desejo dela. A não ser, claro, que a outra pessoa esteja cansada da relação, coloque um ponto final do casamento e se apaixone por ela”, opinou Letícia.

Segundo o autor de “Boogie”, Rui Vilhena , as duas peças desse jogo podem se completar, mas o futuro ainda é incerto. “Gilda vai encontrar em Mario uma cumplicidade que ela não teve com Fernando. E ele, cansado do jeito ambicioso de Cristina, também vai se encantar por Gilda”, avisou o escritor. Ele continuou: “Não diria que é uma sina (ela ser a outra)... Mas, de fato, o destino está aprontando com os relacionamentos da Gilda”.

Rui matou a charada quando soltou a palavrinha cumplicidade. Coisa que, aliás, é primordial para qualquer relacionamento, segundo Letícia. “A amizade, o companheirismo… É o que mais importa na relação para mim, sem dúvida. A Gilda questionou o Fernando quando ele não contou que a Susana ( Alessandra Negrini ) foi amante antes dela. Ela pergunta onde fica a cumplicidade deles, o diálogo. Eu gravei várias cenas em que ela fala e ele responde outra coisa, não está nem prestando atenção, passa por cima do que ela acha”, relembrou.

Sem crucificar a personagem, que faz o papel que no popular é a destruidora de lares, Letícia destrinchou a enrascada que Gilda se meteu. “Cada situação é uma situação, não dá pra generalizar. No caso dela, ela engravidou muito rápido desse amor. Ela amava o Fernando e, ainda por cima, trabalhava pra ele. Acabou que ela se acomodou na situação pelo filho, pelo bem da família dela que era o quê? Um homem casado (risos). Ela queria estar perto dele e que o filho estivesse amparado, digamos assim. Nunca foi por maldade no caso dela. A Gilda é uma mulher de caráter, apesar de tudo”, falou.

Ela completou: “o coração não escolhe muito. A gente é que tem o poder de escolher o que quer. O coração só sente involutariamente”. Casada com Lucas Loureiro , com quem tem Stella, de três anos (Letícia também é mãe de Pedro, de 18, do relacionamento com Marcello Novaes), a atriz de 41 anos, apesar de respeitar os desejos e loucuras do coração, não se meteria em uma situação como a Gilda. “Nunca digo nunca, mas não. Eu nasci para ser rainha (risos). Não gosto dessa situação, não”, cravou.

Pensando no futuro de Gilda, Rui mandou avisar que no capítulo 100 de “Boogie” o malandro do Fernando vai ser pego de surpresa pelas mulheres que enganou ( leia aqui ). Gilda está na lista. Ainda rola um desejo de vingança? “Vingar, não. Mas rola uma coisa de ensinar para ele. Ela usa as armas que ela tem para conseguir o que quer com ele. A Gilda ainda é apaixonada pelo Fernando”, disse Letícia.

Como telespectadora e como parte do elenco, Letícia só deseja o bem para a personagem. “Ela merece ser muito feliz por tudo que já passou, que sofreu. Que seja feliz sozinha ou bem acompanhada. Gilda deveria aproveitar a vida. O que eu queria entender melhor é o que o Fernando sente por ela. Se ele ama essa mulher de verdade, eu acho que eles têm chance. A gente fica nos bastidores brincando sobre isso. Falo com o Marco Ricca: ‘o Fernando tem que pegar a Gilda e fugir! Os dois tinham de sumir, aproveitar a vida um pouco’. Ou ela podia realmente encontrar um amor que supra sua carência de companheirismo”, afirmou.

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