Após ex-namorado não assumir paternidade de Sophia, jornalista Carol Castelo Branco transformou gestação no reality "De Repente, Grávida", que estreia na Rede TV!


Carol Castelo Branco grávida de oito meses de Sophia
Divulgação
Carol Castelo Branco grávida de oito meses de Sophia

Carol Castelo Branco é do tipo de mulher que atrai olhares por onde passa. Mesmo grávida de oito meses de Sophia - com uma barriga discreta de quem ganhou pouco mais de 9kg - ela chama atenção pela boa forma. A beleza ainda é a mesma que a fez seguir por seis anos a carreira de modelo, dos 21 aos 26 anos, na mesma época em que estudava para ser jornalista após se formar em Direito. "Foi como modelo que comprei meu apartamento. Mas queria ser jornalista, mesmo sabendo que iria ganhar dez vezes menos", lembrou Carol em entrevista ao iG sobre o início da carreira. De família tradicional de militares de Fortaleza, no Ceará, Carol conta que a escolha profissional não agradou os pais, que acabaram se acostumando com a ideia aos poucos.

Quase uma década depois e após passar pelos canais GNT, Rede TV! e SBT, onde foi âncora de telejornais até deixar a emissora, em março deste ano, Carol descobriu a gravidez da primeira filha. O pai da menina, o empresário Leonardo Diniz, herdeiro da rede Drogaria Iguatemi, com quem ela namorou por um ano, não quis assumir a paternidade e, segundo Carol, sumiu. "Fui rejeitada. Não esperava isso porque conheço toda a família dele há oito anos. Chorei muito, mas não quero me vitimizar porque tudo o que sinto eu passo para a minha filha", ponderou.  As mudanças inesperadas impulsionaram a criação de um projeto independente e pioneiro para a TV brasileira.

Reality da gravidez

A nova experiência virou o reality show "De Repente, Grávida", na RedeTV!, no qual a jornalista irá dividir com os telespectadores vários momentos da gestação e do pós-parto. "Quero mostrar e comentar as mudanças no corpo, na rotina, nos hábitos, falar das coisas que incomodam, também acho importante mostrar como é a realidade para outras mães solteiras, tudo com o apoio e consultoria de especialistas que estarão comigo nesse projeto".

A minha mágoa não pode passar para minha filha. Posso ficar chateada, tenho direito, sou humana e até agora não tive ajuda do pai na gestação"

Choro e rejeição

A primeira das cinco temporadas, que estreia em 12 de outubro, terá 13 episódios, que mostrarão a rotina dela e de mais seis gestantes carentes da ONG Casa de Acolhida Amparo Maternal. Segundo Carol, não vai faltar emoção nos espisódios - até mesmo os dramas que ela enfrenta com a rejeição da família do ex-namorado serão compartilhados com o público. "Tem uma gravação de uma conversa com a minha psicóloga, Lizandra, em que eu choro e falamos sobre isso. Faço questão de que isso vá ao ar porque a minha dúvida é a dúvida de muitas mães: como gerenciar essa rejeição e uma possível reaproximação do pai dela depois disso. Muitas mulheres também passam por isso e quero ajudar. Posso ficar chateada, tenho direito, sou humana. Deus foi muito bacana comigo e me deu muitos amigos", falou.

Processo

A jornalista ainda enfrenta um processo de pensão alimentícia na Justiça. "É uma família poderosa, eu temo. Não sei como vai ser isso porque toda criança tem essa coisa lúdica: papai tem barco, papai tem helicóptero, mas a mamãe não tem. Mas também sei que toda criança precisa de amor e carinho e a Sophia já é muito amada. Isso não vai faltar para ela", mencionou. Carol também não descarta encontrar um novo amor. "Ah, eu mereço encontrar alguém bacana, quero ser mãe novamente, nada de traumas em relação a isso".

No programa, além da psicóloga, outros especialistas de várias áreas darão dicas e informações sobre os diversos temas relacionados a pais e filhos. "Vou deixar o parto ser filmado. Vai ser um parto normal humanizado, em uma banheira, no escuro com músicas que estimulam o bebê".

Carol com Joyce Ribeiro Machado na bancada do 'SBT Manhã'
Reprodução
Carol com Joyce Ribeiro Machado na bancada do 'SBT Manhã'

Mulher bonita 

Falante e dona de uma energia empolgante, a jornalista admite não ter tido cautela em fazer a transição para o entretenimento após tantos anos na bancada. "É muito forte o que vou dizer, mas é o que penso: o jornalismo brasileiro presta um desserviço ao cidadão. Não acredito e não concordo mais com o telejornalismo de nenhuma emissora de canal aberto no Brasil, tem muita política no meio e os telespectadores nem fazem ideia porque não têm informação. Cheguei a ter matéria de denúncia que demorei um mês para fazer simplesmente impedida de ir ao ar. Isso não é correto e não quero mais passar por isso".

Nas redações, Carol afirma ter também enfrentado preconceito por causa da beleza. "Mulher bonita sofre preconceito e tem que fazer o dobro, não pode atrasar e tem ainda que fazer uma hora a mais de expediente. Mulher bonita tem que se impor e ser até um pouco sisuda para não ser desrespeitada. Ainda mais quando você gerencia uma equipe, como era o meu caso no SBT, onde eu era apresentadora e editora do telejornal".

'Meu primeiro encontro com Silvio Santos foi assim: 'Ei, quando você vai posar na 'Playboy'? Enquanto você não posar, não vou saber como você é de verdade''
Reprodução
'Meu primeiro encontro com Silvio Santos foi assim: 'Ei, quando você vai posar na 'Playboy'? Enquanto você não posar, não vou saber como você é de verdade''

Silvio Santos

Carol, no entanto, diz guardar boas recordações e amizades da emissora de Silvio Santos, que conheceu em uma situação, no mínimo, embaraçosa. "Meu primeiro encontro com Silvio Santos foi assim: 'Ei, quando você vai posar na 'Playboy'? Enquanto você não posar, não vou saber como você é de verdade'". Ela riu e, depois, voltou a participar do programa do patrão outras nove vezes. "Sou muito grata ao SBT porque lá aprendi a fazer entretenimento. Fui do 'Domingo Legal', participei do 'Prorgama do Ratinho', e tudo isso me ajudou a construir essa Carol que sou hoje".




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