Ao iG, comunicação da emissora informa recebimento de ofício após denúncias contra "Sexo e As Negas"


Nesta quarta-feira (17), a Globo informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que recebeu o ofício sobre as denúncias de racismo contra a série "Sexo e As Negas", de Miguel Falabella , que estreou nessa  terça-feira (16). Ao iG, a emissora informou que "vai avaliar a solicitação". "Certamente há algum equívoco de interpretação do conteúdo do seriado. Temos certeza de que essas dúvidas serão dirimidas ao se conhecer melhor o programa. Cabe ressaltar que o nosso documento de Princípios e Valores prevê o respeito à diversidade e a repulsa ao preconceito, o que é praticado em toda a nossa programação", informa o comunicado.

Entenda o caso

Antes mesmo da série ir ao ar, a Globo foi autuada após onze denúncias de preconceito na Secretaria de Promoção da Igualdade Racial. 

Instituída pelo Estatuto da Igualdade Racial, a ouvidoria recebe, registra, encaminha e acompanha denúncias de discriminação e racismo, entre outras competências. Assim, ao receber as denúncias o órgão autuou a Rede Globo de Comunicação, em Procedimento Administrativo, nessa quarta-feira (10), solicitando informações e dando ciência do encaminhamento das acusações ao Ministério Público no Rio de Janeiro para que o órgão adote os procedimentos cabíveis (a exemplo de instauração de procedimento investigativo) caso entenda a ocorrência de alguma irregularidade ou crime.

Em nota, o titular do órgão, Carlos Alberto de Souza e Silva Júnior, informou que “vê com estranheza e preocupação qualquer tipo de manifestação que reproduza estereótipos racistas, machistas, que se alicerce na sexualidade das mulheres negras, ou venha a reforçar ideias de inferioridade dessas mulheres, seja nas artes, no cinema ou nas telenovelas e seriados”.

Para ele, os veículos de comunicação tem papel importante numa sociedade democrática e devem atuar no sentido de garantir os direitos das pessoas independente de sua cor/ raça, crença religiosa ou orientação sexual. “As produções televisivas deveriam refletir a diversidade da população brasileira em todos os seus segmentos, contribuindo para a consolidação de uma sociedade justa, plural e igualitária”, declara.

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