Aguinaldo Silva volta à faixa das 21h desconstruindo atores, mostrando luta por poder, guerra por herança e vingança


Alexandre Nero, Aguinaldo Silva e Lílian Cabral
Felipe Assumpção e Léo Marinho/AgNews
Alexandre Nero, Aguinaldo Silva e Lílian Cabral

Se temática insossa, personagens sem graça e história mal contada são as grandes reclamações dos telespectadores de “Em Família”, “Império”, próxima novela das 21h, promete sacudir e agitar as noites a partir do dia 21 de julho, data prevista para a estreia.

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Escrita por Aguinaldo Silva , a trama, que foi apresentada à imprensa nesta terça-feira (1º) no Rio de Janeiro, promete além de fortes emoções em torno da luta pelo poder do império construído por José Alfredo, personagem de Alexandre Nero , uma repaginada no currículo dos atores.

José Mayer , por exemplo, deixou para trás o eterno posto de pegador para dar vida a um gay. "Esse é exatamente o elemento surpresa. Isso que é interessante. Em ‘Fina Estampa’, o Aguinaldo já me deu essa quebra de imagem, e esse olhar novo do público é magnifico", contou o ator, que ainda falou se Claudio Borgari, o personagem, será um gay estereotipado. “É uma abordagem muito rica, que não se costuma fazer na TV. Será uma coisa muito sutil, já que ele ainda está no armário. É um campo muito fértil e com o Aguinaldo estou acostumado com sucesso”.

E se Zé Mayer está fora do núcleo caricato, Paulo Betti será o cômico em pessoa. O ator, que também sempre representou o poder em seus personagens, em “Império” será um blogueiro de celebridades. “O nome dele é Teo e busquei referência dentro de mim mesmo. Mostrarei tudo que até hoje não tinha mostrado (risos). Estudei para mostrar esse trabalho tão digno que é pesquisar e publicar a vida das pessoas e expor suas mazelas”, ironizou o ator.

Quem também estreia um novo desafio é Drica Moraes , que costuma dar alegrias e boas risadas para seus fãs. A atriz será Cora, a grande vilã de Aguinaldo Silva. "Não é uma escalação óbvia, aliás, sou muito agradecida pelo papel. Normalmente sou ligada aos núcleos de humor, mas esse agora é o melhor lugar para empenhar o meu humor”, disse a atriz, que completou entregando um pouco de seu papel. “É uma mulher virada do avesso, que sinceramente não sei onde vai dar. Ela tem uma grande dependência afetiva da irmã, que vai gerando um rancor. Não sei qualificar se ela tem uma doença psíquica, mas ela luta pela sobrevivência e a necessidade de poder, que é até uma coisa comum no mundo, mas que nela se resulta de forma patológica.”

E se engana quem pensa que só no elenco mais gabaritado que as mudanças aconteceram. Marina Ruy Barbosa em "Império" deixa para trás sua frágil e delicada fama de boa menina para incorporar uma ninfeta daquelas. Título, aliás, que ela tentou rejeitar. "A Maria Ísis é, realmente, diferente de tudo que já fiz e de mim mesmo. Ela é sempre muito animada, para cima, tem muitos tons a mais. Sobre ser ninfeta, não sei se cabe. Acho mais que ela é uma menina-mulher que ama o José Alfredo. É uma relação de amor e desejo, uma vontade dos dois. E por essa personalidade, o figurino é curto, barriga de fora. Acho ótimo, isso que a gente quer como ator: ser desafiado", concluiu.

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