Atriz de 56 anos está em “O Rebu” como a advogada Gilda, uma mulher poderosa que se envolve com um homem de 30 anos

Cássia Kis Magro comemora estreia de 'O Rebu' com colegas de elenco
AgNews
Cássia Kis Magro comemora estreia de 'O Rebu' com colegas de elenco

A partir de 14 de julho, dia da estreia de “O Rebu”, o telespectador terá a sorte de ver Cássia Kis Magro se transformar no ar mais uma vez. Na nova novela das 23h da Globo, a atriz veterana mergulhou no luxuoso universo de Gilda, a poderosa advogada de Angela Mahler ( Patrícia Pillar ). Sob direção de José Luiz Villamarim , Cássia se entregou de corpo e alma para a nova personagem e deixou de escanteio neuroses, por exemplo, com o corpo de uma mulher de 56 anos.

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“Eu não pedi (dublê de corpo) porque a história é de uma mulher de 60 anos tendo um caso com um menino de 30. Isso que é bonito, isso que é legal”, disse, sobre o romance de Gilda com Bruno, personagem de Daniel de Oliveira . “A Cássia não existe (no set). Existe a personagem. Já pensou se vou ficar preocupada se meu ângulo, meu nariz, minha ruga, isso aqui que está caindo (aponta para a bochecha), se minha bunda, se meu peito, se minha estria… Eu não posso. Eu estou fazendo uma cena”, continuou a veterana.

Em conversa com os jornalistas durante a coletiva de imprensa da novela, na noite de terça-feira (24), a atriz frisou que é preciso bagagem profissional e segurança para encarar um personagem como Gilda: “Dentro de uma cena há sentimentos. Esses sentimentos é que precisam aparecer. Todos eles se manifestam. A gente precisa achar o sentimento correto para a história ser bem contada. Mas um sentimento não é uma mágica. Ele está lá dentro, você tira ele. E isso, evidente, você tem história, profissão, disponibilidade, você entende sua profissão, você já sabe os caminhos para fazer isso sem ficar sofrendo. Não sou mais uma atriz de 20 anos que ficaria preocupada em como vou tirar a roupa. Eu sou uma atriz. E sou uma mulher de 60 anos. Então, você espera me ver pelada de que jeito? Com peitinho para cima, com a bunda arrebitada?”.

Sobre as gravações, que seguem até setembro em estúdio no Rio, Cássia disse que o mês que a equipe passou em Buenos Aires foi essencial para entender o universo extremamente luxuoso que permeia a trama. “A Gilda é uma advogada de primeiro escalão. Essa mulher ganha R$ 50 milhões por ano. Ela é uma mulher de muito poder e que está do lado de uma mulher de muito poder. A Angela Mahler (Patrícia Pillar) não é uma mulher rica, é uma mulher trilhardária. Nós não contaríamos uma história dentro de um palácio se não for com muito poder. Não é uma mulher que tem uma empresa simplesmente, ela é muito rica. É muito poder envolvido, e isso que é interessante”, afirmou.

Todo luxo (e luxúria), claro, desperta em Gilda emoções das mais variadas - até mesmo uma possível motivação para o crime que dá o tom da trama. Será? Cássia deixa em aberto, mas todos ali são suspeitos. “Há muita promiscuidade. É um mundo quase inalcançável para gente. É muito engraçado, porque a gente sempre se perguntava isso. Como é que vou contar história de gente tão poderosa, como vou mergulhar nisso? Era viver. Viver os figurinos que a gente usou, a arte, os cenários… E usar muitas referências, a nossa intuição, a nossa inteligência, nosso histórico de trabalho… Eu não sou uma mulher trilhardária, nunca vou ser, mas eu conheço o mundo da promiscuidade, porque eu ouço, leio, a gente sabe quem são os filhos da puta, como o dinheiro rola… É muita jogada. Nós sabemos disso. Olha onde a gente mora e olha a situação que a gente está vivendo. Então, para nós, isso não é nenhum bicho de sete cabeças, é bárbaro até falar sobre isso.”

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