Cantor conquistou a confiança do canal fechado Multishow e se tornou o menino de ouro com o "Música Boa Ao Vivo"

Não tinha melhor dia para o iG visitar os bastidores do “Música Boa Ao Vivo”, programa do Multishow comandado por Thiaguinho . O cantor estava em estúdio desde 11h da manhã, passando e repassando as músicas selecionadas para o programa com Gaby Amarantos , Monobloco e Calcinha Preta . Até que o coração de torcedor acionou o despertador. Em clima de Copa do Mundo e como amante do futebol, Thiaguinho puxou um pequeno sofá e o posicionou na frente da TV.

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Na tela, seu grande amigo Péricles entoou o Hino Nacional antes do amistoso da Seleção de Felipão contra o Panamá, que terminou em um baile de 4 x 0 para o Brasil. “Aliás, Périclão não pode faltar (como convidado do programa). Ele é meu ‘irmãozaço’. Ele é a minha extensão”, disse. O clima é esse mesmo no “Música Boa”: um puxa o sofá, o outro pega o violão, a outra canta um clássico e todos se divertem. “Estou quase na minha sala de estar. Sala de estar de luxo, né?”, brincou Thiaguinho, que se mostra mais do que satisfeito com o já conquistou em seis semanas de programa.

“É o sexto programa já? Parece que começou ontem... Eu estou muito feliz, está bem gostoso de fazer. A cada semana eu aprendo mais. A gente recebe pessoas que eu nunca pensei em gravar junto, tipo CPM 22 , Detonautas … E ainda vem muita gente por aí”, falou ao iG logo após finalizar o ensaio-diretão com os três convidados. Para quem ainda não assistiu, a atração funciona desta forma: toda terça-feira, Thiaguinho recebe três artistas/bandas para fazer um som ao vivo durante 1h30.

Thiaguinho agradece momento bom na carreira
André Bittencourt/Multishow
Thiaguinho agradece momento bom na carreira

O saldo do canal é positivo. Nos Trending Topics do Twitter, a tag #MusicaBoaAoVivo sobe rápido, um bom indicativo do público jovem e fiel que marca presença às 20h30 na telinha, horário apertado e complicado, principalmente para a TV fechada, que bate de cara com a aberta. Mas a competição não assustou. Aliás, está ficando mais fácil fechar agenda com grandes nomes da música após toda repercussão positiva.

“Antes do projeto a gente conversou bastante e montamos uma lista gigantesca. Imagina, temos até novembro no ar. São 30 programas, 90 artistas que vão passar por aqui. É gente para caramba. Uma coisa bem difícil é conciliar as agendas dos três artistas que a gente quer junto em um programa. Não é um programa como os habituais, que você chega, grava e vai embora. A gente precisa da doação do artista de ficar o dia inteiro aqui”, falou ele.

A rotina é puxada: a banda base do programa começa a passar o repertório na segunda-feira. O artista que puder participar é bem-vindo. Quem não pode na segunda, bate cartão na terça-feira às 11h. A partir daí, dentro do estúdio em Jacarepaguá, no Rio, é música atrás de música, para deixar tudo afinado para o público de casa e para as 400 pessoas que formam a plateia (normalmente são as caravanas dos artistas confirmados para o dia).

“É um programa bem especial. A gente faz de tudo para ser uma atração completamente focada na música, e para isso tem que ter um preparo, um ensaio, até porque os artistas cantam canções que não estão habituados a cantar. Um canta com o outro, se misturam no palco, cantam música inusitadas… Por isso que exige uma preparação. Eu chego de manhã, a gente tem um reunião para conversar sobre o programa, dou uma lida no texto, no roteiro, entendo o programa primeiro para depois começar a ensaiar”, explicou Thiaguinho.

Luz, câmera, ação… E ao vivo

Thiaguinho tem 12 anos de estrada e um talento nato para a coisa. No Exaltasamba , ele conquistou uma legião de fãs, foi crescendo, se aperfeiçoando, fazendo amizade com as pessoas certas (e mantendo ligação com quem ama de coração), fisgou Fernanda Souza , sua noiva, e hoje é considerado o menino de ouro. O Multishow entendeu o recado, apostou e acertou em cheio.

Já ele não faz muito caso do título e prefere manter a humildade: “É tudo fruto de muito trabalho. São 12 anos de música, né? São 12 anos fazendo o que eu gosto e eu tenho que agradecer muito ao Brasil, que me acolheu muito durante toda minha carreira. Graças a Deus estou em um momento bom, e não tenho um motivo em especial. É trabalho. Meu pai sempre disse: ‘se você plantar limão, você vai colher limão. Se plantar morango, vai colher morango’. Eu planto o que eu quero ver prosperar”.

Prosperou a intimidade com a câmera. No papel de apresentador, ele confessou que bateu insegurança quando soube que o “Música Boa” seria ao vivo, mas encarou. “Eu já tinha apresentado o ‘Sai do Chão’ na Globo, mas lá era gravado. Quando me apresentaram a ideia de ser ao vivo, eu fiquei com medinho, sim (risos). É algo que não é minha especialidade, rolou uma apreensão. Mas depois do primeiro dia eu fiquei mais tranquilo, até porque eu estou falando de música, né? Hoje em dia já estou bem em casa mesmo”, garantiu.

E continuou: “Minha primeira experiência cantando na televisão foi ao vivo na Rede Globo no ‘Fama’ num sábado à tarde. Eu já comecei a carreira ao vivo (risos). Claro que é uma responsabilidade muito grande, mas não é algo que me assusta, que eu fico morrendo de medo”.

Meu nome é Thiaguinho e sobrenome Trabalho

Meu pai sempre disse: ‘se você plantar limão, você vai colher limão. Se plantar morango, vai colher morango’. Eu planto o que eu quero ver prosperar

Para completar, se antes do “Música Boa Ao Vivo” o telespectador decidir conferir a novela “Geração Brasil”, da faixa das 19h da Globo, ele também vai encontrar Thiaguinho por lá. “Eu estou cantando, apresentando e brincando de atuar (risos). Está bem corrido, mas é gostoso”, disse ele, que já dividiu cena com Fernanda Souza em “Malhação” anteriormente. Toparia um papel ficcional na íntegra?

“Em ‘Geração Brasil’ eu faço um apresentador do reality show, que sou eu, na verdade. É meio realidade, meio ficção (risos). Agora, se pintar um convite mesmo, de personagem ficcional, eu teria que me preparar para isso, porque não sou ator. Eu sou cantor. Aqui, apresentando, eu estou falando sobre música, que é do meu universo”, avisou.

A ideia de tentar fazer de tudo um pouco não partiu de um objetivo traçado ou uma necessidade do cantor. Ele apenas aproveitou o momento: “Sempre gostei de tudo que envolva arte. No colégio, se tinha teatrinho para fazer, eu fazia. Se tinha poesia para ler na frente da classe, eu lia. Sempre estava lá no meio. Sabe, eu não planejo muito as coisas, não. Vou sempre deixando acontecer. Deixo mais a vida me levar e aproveito as oportunidades que vão surgindo. O amanhã é hoje”. Falou e disse.

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