Em “Vitória”, nova novela da Record, atriz viverá uma neonazista que ataca nordestinos, gays e negros

Juliana Silveira está pronta para primeira vilã
AgNews
Juliana Silveira está pronta para primeira vilã

É ousado, muito ousado o desafio que Juliana Silveira tem pela frente. A partir do dia 2 de julho, a atriz estreia na Record com a primeira vilã da carreira, a louca Priscila, de “Vitória”. Por que louca? Priscila segue a ideologia neonazista e é capaz de tudo, meu amigo. “Ela mata, né? Já começa assim. E ela leva a pessoa para sua emboscada sorrindo. Vai manipulando, seduzindo, e chega em casa e ataca”, adiantou Juliana ao iG .

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“Ela é maluca (risos). Na verdade, ela é dona da escola, mas os outros personagens não sabem que ela tem essa ideologia. Eu falo que ela é um lobo em pele de cordeiro, porque ela tem essa coisa ariana, rica, inteligentíssima, impaciente, mas ninguém sabe do que ela é capaz, até que ponto, até onde ela pode chegar”, disse a atriz.

Os principais alvos da personagem, segundo Juliana, são gays, negros e nordestinos. Para compor seu visual, a atriz alongou os fios com megahair e caprichou na leitura para tentar decifrar o enigma da mente de Priscila. “Para mim, como atriz, ajuda pensar que ela é uma psicopata. Eu comecei a ler a biografia do ( Clark ) Gable , que é o publicitário do Hitler , e diz ali que ele é maníaco depressivo. Então, independente da ideologia que ele passa a ter lá em 1924, quando ele conhece o Hitler, ele tinha uma doença psicológica. E eu acho que qualquer pessoa que emburaca em uma ideologia desse tipo tem algum problema de fato. Você não passa a acreditar nisso e continua sendo uma pessoa normal”, opinou Juliana.

Apesar de todo abismo entre ficção e realidade, Juliana está empolgada para começar os trabalhos com sua primeira vilã. “Quando me falaram que era vilã eu fiquei super feliz. Daí, quando falaram que era neonazista, fiquei ‘hum’ (faz cara de desconfiada). Daí, eu comecei a estudar e fiquei com raiva dela. Achei que estava entrando em negação e que não ia conseguir fazer. Mas fui para esse lado mais psicológico mesmo, de ela ser uma mulher sedutora, manipuladora, e ter essa ideologia, de batalhar pelo o que ela quer, de ser inteligente…”, listou.

“Para mim está sendo ótimo, eu estou totalmente fora da minha zona de conforto”, disse a atriz. E será que dá para desenvolver uma paixão ou uma fixação por Priscila, assim como aconteceu com grandes vilões da dramaturgia? “Ah, não… Ela não foi feita para ser amada, ela foi feita para ser odiada como todo bom vilão dele ser (risos). Eu acho, na verdade, que as pessoas gostam da liberdade do vilão, do fato de não ter limites, de ser livre para fazer tudo que ele quiser. O vilão causa sensação nas pessoas. Ou emoção, ou raiva, ou indignação, ou asco… O fato de ele criar essas sensações faz com que você queira acompanhar esse personagem”, falou a atriz.


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