Apresentadora reclamou sobre as cobranças em relação ao seu status social e comentou que pessoas ricas têm liberdade de frequentar favelas

Regina Casé participou de um evento em São Paulo na noite dessa segunda-feira (7) para anunciar a nova temporada do "Esquenta!", programa que agora é fixo na grade da Globo. A festa da atração contou com uma exposição feita a partir de fotos compartilhadas no Instagram dos telespectadores da atração.

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Durante o bate-papo com a imprensa, a apresentadora falou sobre a fama de que o programa tem de levar ao palco apenas atrações que representam o público carioca. "Logo na segunda temporada ninguém mais achava que o 'Esquenta!' era carioca. A gente tem uma performance incrível em outras cidades, até superior do que no Rio", comentou. "Às vezes o Ibope em São Paulo é maior do que no Rio. Se fosse de outro lugar, adoraria ver o que se passa no Rio, não acho que isso seja um problema", explicou ela, que enfatizou o fato de o programa ser equilibrado e representar todo o Brasil.

A apresentadora ainda comentou sobre uma das novidades do programa para a nova temporada, que estreia no próximo domingo (13). Durante cinco jogos da Copa do Mundo, a atração será exibida ao vivo. "Não sei como a gente vai fazer para não estourar o tempo. Vão ter que me colocar uma pulseira de choque. Acho que vai dar uma adrenalina boa o programa ao vivo", divertiu-se ela. Segundo a apresentadora, as gravações sempre acabam se tornando uma grande festa, com cinco horas de duração, e o trabalho para deixar em uma hora e meia fica por conta da edição. 

Mulher comandando programa aos domingos

Agora que o "Esquenta!" entrou definitivamente para a grade da emissora, a apresentadora aumenta o time das poucas apresentadoras mulheres nas tardes de domingo. No entanto, Regina Casé nem pensa no assunto. "Nem lembro que sou mulher, só quando alguém fala. Sabe que imagino que sou homem, que tenho 16 anos e que sou preto. É um negócio que combina muito comigo, de como me sinto", brincou ela.

Mas Regina também avaliou o que uma mulher precisa fazer para ser bem-sucedida no comando de um programa de TV. "Tem que ser é bom de briga. E a tendência de hoje em dia é segmentar, mas o 'Esquenta!' é o oposto disso".

Cenário diferente a cada semana

Outra novidade da atração é o cenário. Na temporada passada, o "Esquenta!" teve várias exibições temáticas, nas quais o cenário combinava com o dia. Mas em 2014 a produção foi além e vai trocar todas as semanas, "como se fosse uma escola de samba". "Não muda só a caracterização, não. Tem uma rampa que às vezes existe, um lado que vai mais para trás, um elevador que às vezes tem, às vezes não tem... Vai ser tudo diferente e novo a cada semana", assegurou a apresentadora. 

Regina Casé
Claudio Augusto/Photo Rio News
Regina Casé

"Esquenta!" para todas as classes sociais

A apresentadora ainda comentou sobre o fato de o programa ser aparentemente voltado para as classes sociais mais baixas, mas ser assistido por todos. "Fui ao baile da amfAR, onde as pessoas eram muito ricas. Como era um evento de gala - olha como eu tenho preconceito - achei que passaria batido e que ninguém falaria do 'Esquenta!', mas fiquei impressionada. Aquelas senhoras, que você vê pelo vestido que são da sociedade, me perguntando quando voltava o programa. E eu levava o maior susto, porque não achava que naquele ambiente tanta gente ia comentar. E elas conheciam muito o programa, perguntavam se a Luane tinha aquele mau humor mesmo. É um programa que ultrapassa o C, D, E. Fala com o Brasil inteiro e com todas as classes sociais", avaliou.

E de acordo com a apresentadora, as cobranças em relação ao status social ultrapassam o programa e atingem sua vida pessoal. "Acho engraçado quando dizem: 'ah, ela diz que gosta de pobre, mas mora no Leblon. Nasci em Copacabana, eles queriam que eu vendesse tudo para ir morar na favela?", indagou ela. "Gente, posto todas as fotos das minhas férias, fico no hotel mais caro de Paris. Tenho amigos ricos, tenho amigos pobres. Liberdade é gostar de uma pessoa independente da cor da pele dela, da classe social, se ela tem grana ou não tem grana. As pessoas têm a mania de achar que porque uma pessoa é rica não pode frequentar a favela. Adoro que parece uma mentira, mas está na cara. Posto foto dos melhores lugares do mundo", desabafou.

"Esquenta!" é mais do que um programa musical

Uma das preocupações de Regina Casé é mostrar para o público que o programa é mais do que uma roda de samba, pois aborda discussões e temas atuais. "Um monte de gente pensa que o 'Esquenta!' é só um programa musical. Outros pensam que é só samba. Mas é legal se a gente conseguir informar que muita gente que não vai a nenhum programa vai ao Esquenta! A Maria Bethânia foi. Não quero obrigar ninguém a assistir, mas quero que ela seja informada que tem conteúdo. Não tenho vergonha de dizer que é um programa muito bom", comentou.

Relação de Regina Casé com o filho caçula, Roque

Há cinco meses, Regina Casé adotou o pequeno Roque . A apresentadora falou que sempre teve vontade de adotar uma criança devido às viagens ao redor do mundo. "Me deu uma coisa em Moçambique, porque às vezes não sabia para quem devolver as crianças. Elas vinham junto e passavam o dia inteiro comigo. Evidentemente me dava vontade de cuidar de todas, mas não dava", explicou. 

A apresentadora ainda falou sobre a sensação de ter se tornado mãe novamente. "Está sendo uma maravilha. Estou apaixonada, meu coração fica batendo. Parece meu namorado, fico contando os minutos para chegar em casa. Vejo uma fotografia dele o meu coração dispara. É paixão mesmo. Dei a maior sorte, eu e o Estevão (Ciavatta, marido de Regina Casé)", declarou. "O Roque já foi para o 'Esquenta!', para o Carnaval. Vai para todos os lugares e segura. A minha vida é puxada, mas ele vai comigo para todos os lugares. Foi uma sorte grande para ele e para a gente ter se encontrado", comentou ela, emocionada.


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