Atriz estreia como apresentadora e, em entrevista exclusiva ao iG, fala do novo desafio e conta curiosidades de sua vida

Grazi Massafera só quer saber de se divertir. Literalmente. Usar e abusar do largo sorriso, rir com as conquistas profissionais e gargalhar com as pérolas da filha, Sofia , de um ano e dez meses. A vida segue nessa onda, sem grilo. A terapia voltou a fazer parte da sua agenda, assim como o boxe funcional. Para completar, um novo desafio se aproxima: o de comandar o programa “Superbonita” a partir de 7 de abril, no canal fechado GNT, e cutucar o universo feminino. “É mais aguçar esse vespeiro, eu acho. Trazer novidades e mexer com ele um pouquinho”, palpita a atriz em entrevista exclusiva ao iG para promover a nova temporada da atração.

O encontro aconteceu em um shopping de luxo no Rio. Com um ar sereno, Grazi conta que encontrou a tal paz que tanto deseja. Os alicerces disso? Um deles é o reencontro com ela mesma, com suas vontades e convicções. E Sofia, é claro.

"Quando chego em casa, tenho um sorriso lindo me esperando. É falar o nome dela e já me dá um negócio aqui (aponta para o coração)", diz.

O coração, aliás, está ocupado da filha e só. Grazi está solteira ("falo numa boa: estou solteira"), mas nem de longe estagnada. Tem planos sim de outros filhos, de novos projetos e de fins de semana livres para cuidar da herdeira, fruto do relacionamento com Cauã Reymond .

Ele também entrou em pauta. Com toda repercussão sobre a separação do casal - tido como exemplo e querido pela publicidade - após um suposto envolvimento do ator com Isis Valverde , a preocupação com a filha redobrou. O que ela diz que não mudou, pelo menos a grosso modo, foi sua relação com a imprensa. “Sempre foi uma via de mão dupla. Eu preciso de você e você de mim. O que a gente pode fazer juntas?”, comenta.

E sobre o tal paparazzo que gravou e divulgou o desabafo de Grazi sobre a relação do ex com Isis? “Esse julgamento não vem da minha parte, não tenho vontade de processar. São pessoas que trabalham, ganham dinheiro com isso, sustentam suas famílias. A profissão já é um tanto quanto delicada. Acho que fazendo esse tipo de coisa, fica pior para quem faz”, garante.

No papo que você confere abaixo, a atriz revela loucuras de beleza, fala sobre o treino de boxe que a deixou com um corpão de dar inveja, e comenta o cuidado que tem com a imagem de Sofia.

iG: Sobre comandar o Superbonita, por que aceitar esse novo desafio neste momento da sua vida?
Grazi Massafera: Eu aceitei por ser curiosa. Por querer saber como é, por me testar fazendo uma coisa diferente. É um universo que eu já fui muito cobaia de mim mesma, que eu faço muita coisa... Fico por uma temporada, e não vi ainda nenhuma gravação. Nós já temos um programa pronto e estou supercuriosa para ver. Se eu tivesse visto, já podia falar horrores, já podia me xoxar, falar o que gostei, o que não gostei, o que fiz, o que não fiz. Uma coisa que a gente está fazendo é deixar bem as pessoas livres. Não tem isso de “sou a apresentadora". É um bate-papo igual a esse aqui sobre o tema do dia.

iG: Você deu seus pitacos na concepção da nova temporada?
Grazi Massafera: Por enquanto estou fazendo mais as cabeças (chamadas das matérias). Estou doida para colocar a mão na massa mesmo. É um programa que existe há muito anos, e ele tem um formato. Chego já querendo fazer uma coisa diferente, e ele já tem seu formato de sucesso. Com isso eu fico um pouco nervosinha ainda (risos). Acho que existe um cuidado, eles são mais conservadores. Estou tentando mexer nesse vespeiro mesmo. Mas eu dei (pitacos).

iG: O que tem de novo?
Grazi Massafera: Pelo o que eu sei, temos de novo algumas pautas. Antes não falavam sobre celulite e estrias, porque é muito difícil você encontrar uma convidada que queira dizer “eu tenho celulite, estria ou culote”. Acho isso uma bobagem, porque está cheio de mulher por aí, todo mundo tem. A gente acaba fazendo uma troca umas com as outras. Não é em rede nacional, é um programa mais fechado, mas também se fosse, ok, né? Por que não falar sobre isso? Por que ser triste só porque tem uma estria. A gente tem que mudar um pouco isso e falar de forma mais natural. A mulherada ainda tem muito receio. Todo mundo quer sair bem na foto, né?

iG: Todo mundo quer sair na perfeição, e não tocar a imperfeição, né...
Grazi Massafera: Mas isso é a indústria que faz. Não é a realidade.

iG: Você já pode adiantar alguns convidados ou quem você gostaria de levar?G razi Massafera: Muitas pessoas já foram entrevistadas na temporada passada, então tem que dar um tempo, não pode convidar todo mundo de novo. Mas tem a Fabiana Karla , que é demais, no programa sobre unhas...

iG: Esse de celulite tem alguma famosa dando depoimento?
Grazi Massafera: Eu ainda vou gravar. Mas existe um problema para conseguir as pessoas, menina...

iG: E você tem celulite?
Grazi Massafera: Eu tenho, ué! Tive filho, todos os hormônios mexeram. Existem várias camadas de celulite, as mais profundas e as mais superficiais. Celulite também é uma questão de genética. A minha mãe tem 50 anos e tem pouco. E eu gosto de exercício físico, às vezes faço uma drenagem, alguma coisa assim… Ainda não estou no período crítico, não (risos).

iG: Você já falou algumas vezes que não gosta das pernas finas, que lembram sua infância e as crianças implicando com isso...
Grazi Massafera:  Já fui chamada de tuiuiú. Eu não sabia o que era isso, daí joguei na internet e vi que é um passarinho que tem as pernas finas, finas, finas, que você quase não vê… Já me chamaram de garça também… Todos os nomes! O que eu faço: eu malho muito para ter um pouco mais de volume na perna e na bunda. São as minhas grandes batalhas. Até ganho com facilidade. Se eu pegar pesado uma semana, eu já ganho volume. Mas se eu ficar uma semana sem malhar, eu já perco também.

iG: E sobre o que mais gosta e e o que menos gosta no seu corpo?
Grazi Massafera:  Gosto dos olhos. E não gosto do meu pé… Quem tem fetiche de pé, corra de mim (risos). Tem muita coisa… Eu queria ter bunda. Sempre foi meu sonho ter bunda. Eu colocava espuma, aquelas calcinhas de bundinha. Agora eu assumi. Na verdade, assumi não, mas ok, essa sou eu. E é isso também que a gente quer trazer para o programa. Queremos tentar colocar nesse lugar de insatisfação uma maneira de como lidar com as imperfeições naturalmente. A gente não morre e nasce de novo como a gente quer.

iG: Qual foi a maior loucura que você fez em nome da beleza?
Grazi Massafera: Tirar metade da sobrancelha e pintar o resto para ter mais curvatura. Era para ficar com a sobrancelha mais alta, tipo travesti (risos). E também já pintei o cabelo de cor de fumaça, e depois fiquei ruiva… Ai, muitas coisas.

iG: Fisicamente você me parece mais definida. O que você está fazendo de diferente?
Grazi Massafera: Entrei há um mês na aula de boxe funcional. É incrível. Eu odeio exercício aeróbico e eu perco peso, mas misturando o funcional, você malha todos os grupos juntos - não malha isolado, como na academia - e acaba fazendo aeróbico. Eu faço uma ou duas vezes por semana, porque eu também gosto de fazer musculação e malhar perna e bunda. Daí, preciso malhar o músculo isolado.

iG: A Sofia, apesar de pequena ainda, já dá sinais de meninice no sentido de ser vaidosa?
Grazi Massafera: Ih, menina… Adora um batom, adora se vestir de princesa, de fada… Às vezes ela chega e diz “vou malhar”, porque eu faço em casa a aula de boxe. “Eu vou malhar, mamãe”, ela diz. A coisa mais linda também é ela pegar a bolsinha da Barbie e falar “eu vou trabalhar, tá bom?”. Aí ela sai, vai embora, e depois volta gritando “chegueeeeei”. É exatamente assim que eu faço com ela, e ela imita. Ela é um absurdo. Olha só o que ela faz (nesse momento, Grazi pega o celular e mostra fotos da filha)... A gente veste maiô igual… Olha o que ela faz, ela olha pra mim, coloca a mão na cintura e faz igual. Olha! A menina parece que é treinada. Mas ela também pega bicho, pega grilo na mão… Ela tem esse meu lado moleca também. Em casa tenho que ficar de olho para ver se ela não coloca a mão em algo perigoso, como aranha, não sei. Tenho que falar o que pode e o que não pode.

iG: Ela já entende, então, esse lance de trabalho…
Grazi Massafera: Entende. Desde pequenininha eu falei e expliquei para ela saber que eu vou, mas eu volto. Eu comecei a trabalhar quando ela tinha quatro meses (em “Flor do Caribe").

iG: Você sempre se viu mãe de menina?
Grazi Massafera: Eu acho que não tinha como ser um menino o primeiro. Agora, de repente, estou preparada para ter um menino, mas tinha que ser uma menina, porque encaixou.

iG: Então você ainda quer ter filhos?
Grazi Massafera: Quero!

iG: Você está com 31 anos. Te bateu alguma paranoia com a chegada dos 30? Aliás, você tem alguma paranoia com idade de sentido de fazer planos e precisar cumpri-los?
Grazi Massafera:  Tive essa coisa de cumprir metas com a maternidade. E também com minha independência financeira. E graças a Deus não me frustrei, não. Deu tudo certo. Com a idade, não tenho mesmo. Tento sempre manter esse meu lado moleca, ter um pouco de ingenuidade, porque acho que é importante… A vida vai te dando cada surra que você fica meio “pô, como eu fui passar por isso?”. Acho que ter um pouquinho de ingenuidade e acreditar nas coisas é sempre importante, porque dá uma luz, dá um brilho. Não tenho problema com a idade. Pelo menos, ainda não. A Sofia me enche de tanta luz e tanta jovialidade, sabe?

iG: Tem um detalhe importante da Sofia que, diferente de você, ela já nasceu conhecida, né? Com nome e sobrenome, filha de Grazi e Cauã Reymond... Você já comentou que o início desse ano foi bem difícil para você. Você chegou a repensar em como preservar um pouco mais a imagem da Sofia? Ou melhor, vocês têm essa preocupação?
Grazi Massafera: Todo o tempo. Eu e ele (Cauã) pensamos em como poupar ela desse turbilhão. Mas algumas coisas são inevitáveis e vão fazer parte da historinha dela, dos conflitos dela. O que a gente pensa e está a nosso alcance, a gente quer tentar fazer.

iG: Sobre a imagem dela, você tem alguma restrição ou deixa de sair para algum lugar por conta de fotos?
Grazi Massafera: Não. Não porque eu não quero que ela tenha medo de gente. Eu frequento lugares, tipo shoppings, que não têm paparazzi. E é mais popular? Ok. Tem mais gente que conhece ela, que sabe o nome dela… Levo um susto, e ela também leva quando escuta seu nome. Mas não deixo de frequentar os lugares, não, nunca deixei. A gente não pode deixar de viver, de fazer as coisas que tem vontade, não. Por causa de um paparazzo? Não, não faço isso.

iG: A tua relação com a imprensa mudou, principalmente após o episódio do vídeo publicado (em que ela aparece em conversa com dois paparazzi e comenta sobre a relação do ex-marido com a atriz Isis Valverde)? Você pretende fazer algo em termos jurídicos?
Grazi Massafera: Não. Eu acho que não vale a pena. As pessoas que fizeram se denegriram. Denegriram a própria imagem, a profissão, e acho que já estão tendo que prestar contas com o próprio trabalho, com os jornalistas que encontro, com as pessoas que são mesmo profissionais e que não fariam uma coisa desse tipo nunca. Esse julgamento não vem da minha parte, não tenho vontade de processar. São pessoas que trabalham, ganham dinheiro com isso, sustentam suas famílias. A profissão já é um tanto quanto delicada. Acho que fazendo esse tipo de coisa fica pior para quem faz.

iG: Sobre a volta às novelas, você vai estar mesmo em “Buu” (novela das 19h depois de “Geração Brasil”)?
Grazi Massafera: Não, nunca houve convite para “Buu”. Eu achei doido, porque li “Grazi pode ser protagonista de ‘Buu’”. E depois: “Grazi foi substituída em ‘Buu’”. Me tiraram da novela, mas eu nunca estive! Acho muito doido isso. Ninguém nunca perguntou para mim, né? Ninguém ligou, nem nada para saber.

iG: Você falou em entrevistas que tudo que queria esse ano era paz. Hoje você está em paz?
Grazi Massafera: Eu estou, estou sim…

iG: Você continua fazendo análise?
Grazi Massafera: Faço. Faço há uns dois anos. Eu parei um tempo e agora voltei de novo. Tem época que eu me dou umas altas (risos).

iG: Essa paz tem base onde, Grazi?
Grazi Massafera: Nas minhas escolhas, nesse reencontro (comigo mesma), de ver o que eu quero para mim… E na Sofia, né? Que vem mudando tudo, mostrando o que realmente tem valor, o que vale a pena e o que é realmente necessário. É isso. Está tuuudo certo (fala pausadamente). Quando eu chego em casa, eu tenho um sorriso lindo me esperando. É falar o nome dela e já me dá um negócio aqui (aponta para o coração). É uma coisa maravilhosa, ainda mais agora que ela está falando tudo.

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