A jornalista, que volta a atuar nesta terça-feira (4), na novela "Chiquititas", do SBT, recorda crise financeira como apresentadora que a fez aceitar proposta de Aguinaldo Silva em 2004


Nesta terça-feira (4), vai ao ar a participação especial da jornalista Marília Gabriela na novela "Chiquititas", adaptação da autoria Iris Abravanel , que é exibida pelo SBT. No capítulo, Marília interpreta ela mesma e recebe em seu programa, "De Frente Com Gabi", o astro português Tomás Ferraz , que na verdade é um disfarce do ex-barista Tobias ( Pedro Lemos ). A cena marca o retorno da jornalista à teledramaturgia após quatro anos, quando protagonizou "Cinquentinha", na TV Globo.

Convite de Aguinaldo Silva

Bem-sucedida como produtora e apresentadora do próprio programa em parceria com a emissora de Silvio Santos , Marília lembrou, em bate-papo com o iG , da crise financeira que enfrentou em 2004 no comando da primeira versão do "De Frente com Gabi". Na época, a jornalista precisou buscar uma alternativa de renda e, por isso, aceitou o convite de Aguinaldo Silva  para atuar na novela "Senhora do Destino", interpretando Maria Guilhermina de Medeiros Duarte Pinto Lefevre. "Tive uma experiência desagradável com produção própria do meu programa nessa época. Era produção totalmente independente. Eu contratava produtora e tudo, entregava a lata (gravação) pronta no SBT, pagava funcionários, mas tive prejuízo. Enquanto o departamento comercial da emissora não vendesse, eu não recebia nada. Aí, fui procurada pelo Aguinaldo Silva para fazer novela e topei, precisava de dinheiro. Avisei no SBT, expliquei a situação e disse: 'sinto muito, passei meses em uma situação muito ruim para mim e confortável para vocês. Agora, ficou difícil para mim'", lembrou a jornalista, que atuou na Globo por seis anos antes de decidir retornar ao SBT, em 2010.

Volta ao SBT

"Voltei ao SBT mas a proposta da casa foi outra e me deus ganhos inéditos na minha carreira. A emissora e eu dividimos desde os salários dos cinegrafistas até o transporte dos convidados e depois dividimos o faturamento e os impostos. Nos primeiros meses, o salário não era o ideal porque o programa tem que se vender para resultar em um negócio atraente e compensador. Há momentos de oscilação, de menor faturamento. Já sei, por exemplo, que em dezembro e janeiro o pessoal investe em outras coisas e que em época de Copa do Mundo os anunciantes estão querendo outro tipo de programação, mas já me adaptei".

Apesar dos percalços, Marília defende o modelo. "Esse tipo de produção é uma tendência principalmente para o empregador. Eu, que já vivo isso há tanto tempo, me dei bem nesse sistema e consigo faturar muito bem, mas para quem é viciado na nossa cultura de empregado, que gosta de estabilidade, garantias como assistência médica, 13º salário, não é bom negócio", alerta ela, que prefere não fazer merchandising. "É complicado porque o entrevistado pode não gostar e prefiro respeitar o meu convidado. A emissora nunca interfere e também jamais interferiu na pauta do programa. Nesse sentido, o SBT é sonho de lugar para trabalhar", comentou, sem descartar outros convites. "Os contratos do SBT são interessantes porque tem um mês de aviso prévio dos dois lados, ninguém tem que pagar multa nenhuma".

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Marília Gabriela volta a fazer novela em episódio especial de 'Chiquititas'
Carol Soares/SBT
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