Com duas horas de duração, fim da trama repete mais do mesmo de outras novelas, mas se destaca pelo último bloco com beijo gay e reconciliação de pai e filho


Os seis primeiros blocos de “Amor à Vida” foram marcados por mais do mesmo. O último capítulo da trama repetiu a derradeira de tantas outras novelas: gestações, partos, famílias contentes, reconciliações e confissões.

Ao longo dos seis primeiros blocos, três destaques. Um para a cena em que Niko ( Tiago Fragoso ) desmascara Amarilys ( Danielle Winits ) e conta para Samuel e Túlio as reais intenções da dermatologista. “Fura olho! Vai dar o golpe de novo?”, questiona o chef, que logo explica para o casal o que Amarilys pretende. A dúvida que ficou é: de onde Niko conhecia Samuel e Túlio (e Paola e Bruno, que na cena renovavam os votos de casamento), já que os cumprimentou com tanta saudade e intimidade? Ainda assim, a cena foi uma das melhores do último capítulo.

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Outro destaque ficou para a atuação de Antônio Fagundes que, depois de interpretar um cego, ainda teve forças para deixar os telespectadores com raiva de seu personagem, mesmo após sofrer um AVC. Fagundes mostrou o porquê é um dos maiores atores do país ao conseguir mostrar emoções em César, mesmo após perder parte dos movimentos do corpo e da face.

Klara Castanho , que passou de criança para adolescente ao decorrer da trama (em especial, na vida real), transformou cenas comuns em emoção, com suas lágrimas. Na primeira, quando questiona Félix sobre a relação dos dois. Aos prantos, a menina diz que perdoa o tio, mesmo sem saber qual a grande maldade que ele fez para ela no passado. A segunda, quando visita o pai biológico na prisão e Ninho ( Juliano Cazarré ) pede para que ela o esqueça e seja feliz com a família.

Ninho, aliás, entra na lista dos arrependidos do último capítulo, ao lado de Edith, Pilar e Félix, que ao longo da trama passou de vilão odiado para mocinho adorado.

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Mateus Solano, que carregou a novela do início ao fim, fez o mesmo ao longo dos sete blocos do último capítulo. Primeiro, ao ser o único a mostrar real surpresa ao ouvir a confissão da mãe sobre o crime que cometeu, matando a mãe de Aline (Vanessa Giácomo). Depois, ao encenar o tão esperado beijo gay na telinha. E, em especial, ao declarar seu amor ao pai, recebendo em troca, um ‘eu também te amo’ completamente inesperado de César.

Estas duas últimas cenas, aliás, estiveram no sétimo, último e melhor bloco. Juntar César e Félix em uma mesma cena após tantas brigas e engolindo o orgulho ferido, diante de uma ótima fotografia (uma praia como cenário) foi o maior acerto do autor. Até pela perfeita atuação dos dois durante toda a novela.

Além das duas cenas, o trecho mostrou Aline morrendo eletrocutada na grade do presídio após tentativa de fuga e Paola dando à luz Bernardo, após uma gravidez de risco.

Tatá Werneck rendeu trechos bem divertidos. Mas, talvez por ter dominado o capítulo anterior, tenha tido bem menos espaço no final.

No geral, o último capítulo da trama contou com bem menos gafes e cenas improváveis do que os exibidos ao longo da trama, que rendeu muitas críticas a Walcyr Carrasco. E, dependendo do enredo de “Em família”, pode ou não render a torcida #voltafelix nas redes sociais nos próximos meses.

César e Félix se entendem no final da novela e marca o capítulo com emoção familiar
Reprodução
César e Félix se entendem no final da novela e marca o capítulo com emoção familiar



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