Atriz fala sobre volta a trabalhar com Manoel Carlos, desta vez em dois papeis: Helena jovem e Luiza, filha de Helena. "Não tinha como fazer a novela sem ela. Ela é ideal para os papeis", elogia o autor

Bruna Marquezine se emociona ao falar do reencontro com Maneco 11 anos depois
Felipe Panfili e Felipe Assumpcao/AgNews
Bruna Marquezine se emociona ao falar do reencontro com Maneco 11 anos depois

“Foi mal, isso é síndrome de Salete, gente”. Foi assim que Bruna Marquezine começou a coletiva de “Em Família”, próxima novela de Manoel Carlos na Globo, nesta quarta-feira (22). A atriz, que despontou na TV com sete anos como a personagem citada em “Mulheres Apaixonadas”, não aguentou a emoção e, assim como na trama de 2003, soltou o choro ao agradecer o autor pelo novo convite.

"Esse é um reencontro muito importante. Eu comecei a trabalhar em novelas quando eu tinha sete anos. O Maneco confiou em mim para o papel da Salete, que com o decorrer da trama foi ganhando espaço, se tornando muito importante. Eu sou muito grata. Na época eu não tinha noção. Agora eu agradeço em dobro, por Helena e Luiza. A gente sabe o carinho que ele tem com as Helenas dele. Eu sei que é uma responsabilidade, mas eu entrei de cabeça. É um dos momentos mais felizes da minha carreira", disse ela.

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Esse é um reencontro muito importante. Comecei a trabalhar em novelas quando eu tinha sete anos. O Maneco confiou em mim para o papel da Salete, que com o decorrer da trama foi ganhando espaço, se tornando muito importante. Sou muito grata"

Como se emoção pouca fosse bobagem, Maneco colocou mais lenha na fogueira de Bruna. “Eu preciso contar que eu pedi que a Bruna fosse liberada. Ela já estava pedida para outra coisa, e eu falei que não tinha como fazer a novela sem ela. Ela é ideal para os papeis", falou o autor, arrancando mais lágrimas e sorrisos da jovem.

Na história, Bruna será a personagem icônica de Maneco na fase da adolescência, e Luiza, filha de Helena ( Julia Lemmertz ), na fase atual. Fisicamente, as duas atrizes não têm semelhanças, mas o tom no clipe apresentado aos jornalistas mostrou que a intimidade do dia a dia ajudou no processo de mãe e filha. "A gente foi se encontrando e ficando parecidas", contou Julia. “Tem todo um trabalho de interiorização também. A Bruna é muito dedicada, ela foi sacando meu jeitinho... A minha filha na vida real se chama Luiza, elas são amigas, inclusive", disse.

Para encontrar o DNA de mãe e filha, Bruna buscou elementos na própria relação com a mãe. “Eu já gravei a fase da Helena, estou gravando Luiza, mas ainda tenho coisas da Helena para fazer. É complicado. Ao mesmo tempo que elas são diferentes, elas têm a essência muito parecida. Coisa de mãe e filha, sabe? Eu tenho muita coisa da minha mãe. O Maneco me salvou, porque cada personagem está ali, o que está no texto. Se você fizer o que está escrito, você está garantido. O fato da Helena ter sido criada no interior em uma época já diferencia muito da Luiza, que foi criada no Rio de Janeiro em 2014. Eu sinto que a Luiza é mais leve, mais inconsequente. A Helena tinha um peso diferente na mesma idade", afirmou.

Sem tocar no nome de Neymar (“hoje eu estou aqui para falar de trabalho”), Bruna se mostrou focada e determinada como atriz quando o assunto é o futuro na carreira. “Eu digo que tenho medo dos meus próprios sonhos, porque eu sonho muito alto, mas acho que isso é importante. Eu tenho muito orgulho do lugar que eu estou hoje, do que eu conquistei para mim e eu sei que ainda tenho muita coisa para conquistar. Eu não sei o lugar que vou estar daqui a 20 anos, mas espero superar minhas expectativas”, disse.


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