Atriz, que será Celeste em “A Teia”, fala da preparação para o trabalho e ainda a chegada dos 30 anos

Confesso que, quando li o texto, eu não consegui por uma semana dormir sem uma luz acesa (risos). Passei momentos de terror mesmo”. Foi assim que Andréia Horta começou a explicar um pouco mais sobre o mundo obscuro de Celeste, sua personagem na nova série policial da Globo, “A Teia”. Imbuída por força de vontade, talento e orientação de primeira, a atriz fez nascer a nova personagem que é, ao mesmo tempo, mãe, prostituta, apaixonada pelo líder de uma quadrilha e completamente humana.

“Esse trabalho a gente evoca chacras muito baixos, evoca uma energia muito negativa. Tem revólver toda hora, tem barulho, tem gritos, tem tiro…”, falou Andréia, que até gosta do gênero para assistir, mas na hora de interpretar o bicho pegou. “Eu amo ‘Cidade de Deus e amo ‘Tropa de Elite’, que são extremamente violentos e eu acho um máximo. Eu amo UFC! Eu acho um máximo, não perco por nada. Não tem a ver com o terror que é você se colocar em uma situação de violência. Aquele bando de homem gritando, barulho de pneu freando, tiro acontecendo, câmera correndo, você tendo que reagir… Fora o psicológico. Em determinados momentos, os personagens estão em situações psicológicas de grande risco e de alta violência. E você tem que se colocar nesse estado”, revelou.

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Com direção-geral de Rogério Gomes , o Papinha, e escrita por Carolina Kotscho e Bráulio Mantovani , “A Teia” conta em 10 capítulos (a partir de 28 de janeiro) a história da perseguição ao bandido interpretado por Paulo Vilhena , parceiro de cena de Andréia. “Celeste tem um filho de um bandidinho, se vê numa situação complicada, porque depois que ele é preso ela precisa criar o filho, e resolve começar a se prostituir. Até que ela conhece o Baroni (Vilhena), que é o líder da quadrilha, e se apaixona por ele. É um amor honesto, recíproco, ela vira primeira dama mesmo da quadrilha e tem o maior orgulho disso. Tem muita coisa que ela não sabe, mas eles são cúmplices”, contou.

“Eu precisei estar muito inteira para dar conta do rebolado que é a Celeste. O Paulinho esteve do meu lado o tempo inteiro, em todos os momentos”, completou a atriz, que relembrou de um caso específico nas gravações na Chapada dos Guimarães (MT).

“No segundo ou terceiro dia de filmagem, a gente teve que pegar um avião monomotor para sair da locação. A gente tinha filmado o dia inteiro, era janeiro, um calor de 60 graus, a gente estava com fome, cansado… Na volta, minha pressão baixou muito. Não tinha um ventinho, nada! No final do dia, eu achei muito precioso ter passado tanto mal fisicamente. Não é uma violência só física e de tiro. A violência dessa série, sobretudo, é a psicológica. A gente o tempo inteiro sofreu ali, dentro e fora do set, e isso também é material. Nada se desperdiça”, falou.

Com 30 anos redondos, essa é a primeira vez em tempos que Andréia não sabe qual serão seus próximos passos na carreira. “Dos 20 aos 30 anos eu trabalhei enlouquecidamente. Eu acabava um trabalho já sabendo qual era o próximo personagem, graças a Deus. É a primeira vez que eu não sei o que vai acontecer e eu estou achando isso digno, justo… (risos)”, brincou.

Vale lembrar que, quando ainda estava em “Sangue Bom”, Jayme Monjardim convidou a atriz para participar de “Em Família”, no papel que seria de Alinne Moraes . Mas como “A Teia” estreia quase ao mesmo tempo, Andréia não poderia estar no ar em dois produtos e Tainá Müller foi escalada. Voltando ao tema idade, com cara de mulher bem-resolvida, ela garantiu que passou da crise dos 30 feliz. “Me livrei de todas as paranoias dos 20 quando fiz 30. Eu me sinto muito melhor hoje do que com 20, e acho que com 40 eu pretendo me sentir melhor do que hoje.”

Andreia Horta vira mulher de bandido em nova série 'A Teia'
Thyago Andrade/Photo Rio News
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