No elenco do especial “Noite de Arrepiar”, da Record, ator comenta sobre práticas de comédia e censura

Para Castrinho , a banda toca de forma básica. Quer fazer rir? É só ser simples e engraçado. No elenco do especial “ Noite de Arrepiar ”, da Record, o comediante divide a cena com grandes nomes do humor, como André Mattos , Bemvindo Sequeira e Cristina Pereira , e, na sabedoria dos seus 73 anos, comentou com o iG   sobre a cena atual do gênero no Brasil. “Antigamente, a piada tinha mais graça, era mais simples, mais ingênua. O humor hoje está muito gritante. Eu acho que os comediantes estão falando muito alto e os quadros são muito longos. Pode ser outro tipo de humor, que eu não estou entendendo, mas acho que a coisa precisa ser mais simples, direta. O Brasil precisa sorrir um pouco”, disse.

Castrinho na gravação de 'Noite de Arrepiar', especial de fim de ano da Record
Léo Marinho / AgNews
Castrinho na gravação de 'Noite de Arrepiar', especial de fim de ano da Record

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Sem a intenção de ofender ou humilhar qualquer tipo de espectador, Castrinho falou que as diferenças entre as pessoas, antigamente tão comentadas e exploradas nos shows no teatro e na TV, foram podadas pelo politicamente correto.“Hoje não se fala mais de negro, por exemplo. Ora, eu aprendi grandes coisas com o Grande Otelo   e o Chocolate , dois comediantes negros que sabiam fazer graça da melhor qualidade. Daqui a pouco não poderemos mais falar de gordo, de anão… Eles dizem que não existe censura, mas isso é uma censura. Nós estamos vivendo uma ditadura anárquica. Nós não podemos nada, só pagar impostos”, afirmou.

O papo acabou seguindo para o tão falado limite do humor. Castrinho relembrou o caso de Rafinha Bastos , que fez uma piada na bancada do “CQC” (Band) com Wanessa e seu filho , na época nem nascido, e foi afastado do programa e processado pela cantora. “Não estou dizendo que se pode fazer piada com tudo, não. Dentro da nossa espontaneidade nós temos limites a serem respeitados. O Rafinha Bastos, por exemplo, foi infeliz na piada dele. É preciso ter graça, fazer rir, não humilhar”, finalizou o veterano.

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