Na pele da vilã Leila de “Amor à Vida”, atriz fala sobre as cenas de maus tratos de sua personagem com a irmã que sofre da síndrome, conta que deve se casar no papel este ano com o americano Robert Riskin e quer ser mãe em 2014


Com excesso de mau caratísmo e pilantragem, Fernanda Machado vem roubando a cena na novela "Amor à Vida" , da Globo, principalmente nas cenas em que maltrata a irmã autista, Linda, interpretada por Bruna Linzmeyer . Na pele da vilã Leila, a atriz conta que a vida lhe proporcionou um laboratório real para sua personagem. Quando morou nos Estados Unidos, há dois anos, Fernanda conheceu o marido, o americano Robert Riskin , e se aproximou da família dele e de  Julia , sua cunhada autista. “A Julia foi meu primeiro contato com o autismo. Quando a conheci, tinha acabado de viver uma personagem no teatro que tinha sofrido um traumatismo craniano e ficava em um estado muito semelhante ao do autista. Me lembro que fiquei apaixonada por ela porque tudo que eu admirava na minha personagem, a Julia tinha. A verdade, a não máscara social, a intensidade, estava tudo ali, foi apaixonante conviver com ela.”

“Para quem está de fora, é muito gostoso porque o autista tem piadas maravilhosas, é intenso, amoroso, mas quando você chega perto, é triste ver uma menina de 20 anos sem amigos. É sofrido”

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Para construir sua maldosa Leila, Fernanda tentou seguir o caminho inverso do que via dentro da família do marido. “Bob cresceu com a irmã autista e desde muito pequeno entendeu e faz questão de ajudar e dar força para ela. Ele é uma das únicas pessoas que consegue acalmá-la  em alguns momentos”, conta, emocionada com a relação entre eles. E apesar de se revoltar com as atitudes de sua personagem, o marido reconhece que há pessoas assim fora da ficção. “Ele entende que deve existir um irmão como a Leila, revoltado por não se sentir querido, pelo irmão mais novo ter nascido com essa síndrome e roubado toda a atenção da família, da casa, deixando o irmão mais velho sempre de lado, esquecido. A família toda se volta para a síndrome e esquece dos outros”, continua ela.

Fernanda Machado e o marido Robert Riskin
AgNews
Fernanda Machado e o marido Robert Riskin


Fernanda lembra da convivência com a cunhada e fala sobre a importância de incluir um autista na sociedade. “Mesmo que ela não tenha 100% de aproveitamento, minha sogra fez questão de arrumar um emprego para ela, colocá-la num curso de teatro e na faculdade porque é importante ela sair de casa, conviver com as pessoas. O contato social é a coisa mais difícil para um autista.” E completa: “Para quem está de fora, é muito gostoso porque o autista tem piadas maravilhosas, é intenso, amoroso, sem máscaras sociais, mas quando você chega perto, é triste você ver uma menina de 20 anos, linda como a Julia, sem amigos. É sofrido.”

O marido tornou-se noveleiro depois da mudança para o Brasil e, segundo Fernanda, ele não se incomoda com as cenas de maus tratos de sua personagem. “Ele sabe que eu adoro a Julia, que eu a amo, só não consegue entender como eu, que sou tão doce, viro aquele monstro que é a Leila”, compara. Fernanda também conta que Bob foi surpreendido pelo assédio em cima dela quando chegou ao País. "Lá nos Estados Unidos, a gente estava vivendo uma vidinha tranquila, normal, e quando a gente chegou, ele tomou um susto. A família dele está ligada ao cinema, então ele está mais acostumado. Mas, diferentemente de um filme, você assiste à novela, àquele personagem, àquele ator todos os dias. Para ele, o poder de influência de um ator brasileiro é muito maior que de um americano. Ele acha engraçado eu estar todos os dias na casa das pessoas”, diverte-se.

Bob acha engraçado eu estar todos os dias na casa das pessoas”, diz sobre o marido americano

CASAMENTO PARA POUCOS E PRONTA PARA SER MÃE

Apesar de morarem juntos no Rio de Janeiro e manterem uma casa na Califórnia, nos Estados Unidos, Fernanda e Bob querem oficializar o casamento este ano com uma cerimônia íntima. “Estamos pensando mais pelos nossos pais, que sonham em ver os filhos casados. Eu nunca tive de casar, subir ao altar, mas quero fazer por eles”, explica ela, que, aos 32 anos, planeja ser mãe em 2014. “Sempre quis ter filhos. Desde meus 12 anos de idade, eu acordava de madrugada para cobrir minhas bonecas, quero e sinto que estou segura e com uma vida estável para ter.” E se o bebê chegar, Fernanda deverá ficar mais tempo no lar californiano do casal. “É difícil planejar, mas talvez depois que eu tiver filho, fique mais nos Estados Unidos. Adoraria ficar indo e vindo, mesmo porque tenho oportunidades de trabalho nos dois lugares, mas com criança fica complicado, tem escola e tudo mais.”

CARREIRA EM HOLLYWOOD

A novela "Amor à Vida" está longe do fim, mas Fernanda já está reservada para um novo projeto. Ela prepara-se para lançar no segundo semestre o longa "The Brazilian", rodado em Hollywood, e fechou mais uma produção internacional. “O filme se chamará ‘Broken’ e é aquela personagem que todo ator espera ter, a antagonista. Estou muito ansiosa para março do ano que vem, quando vamos começar a rodar em Los Angeles”, comemora. 

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