A advogada analisa a participação no reality show da Band e ainda afirma que foi boicotada porque Val Marchiori estava namorando Diego Pignataro: "Ela fez a cabeça dele, ele foi sugestionado"

Uma mulher poderosa, influente no mundo jurídico e que decidiu se tornar famosa. A advogada Regina Manssur entrou para a segunda edição do “Mulheres Ricas”, reality show da Band que chegou ao fim nessa segunda-feira (11), porque sentia que faltava galgar por esse espaço. “Dentro do que fiz, sou vitoriosa. Na minha carreira, não posso pretender mais nada. Achei que seria uma experiência nova na minha vida, uma coisa que faltava na minha carreira: ter fama, aparecer na televisão”, conta ela, em entrevista ao iG .

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Para entrar no programa, Regina enfrentou sabotagem da família, que enviou uma notificação para a Band impedindo-a de ser uma das participantes. Depois de garantir à emissora que estava mesmo disposta a gravar, outro problema judicial: Val Marchiori a chamou de “múmia” e a advogada não tolerou “Estou movendo a ação porque todo mundo tem a sua dignidade”, explica.

E as diferenças com a socialite não param por aí. Regina conta que foi prejudicada pela edição do programa porque Val estava namorando o diretor da atração, Diego Pignataro , de 32 anos. “Eu acho que ele deu a minha pauta para ela porque ele quis agradar a namorada dele. Ela falou que estava apaixonada por ele”, diz.

O bate-papo com Regina Manssur aconteceu em sua casa no nobre bairro do Morumbi, em São Paulo, onde guarda parte da frota de cinco Mercedes-Benz e outras precisosas coleções como a de casacos de pele e de cristais. Durante o ensaio, a advogada apresentou seu staff, composto por profissionais da área de saúde, como nutricionista e personal trainer, costureira, professor de  inglês e até "personal tech", para orientá-la a navegar na internet. "Estou ficando fera", diz a internauta novata.

Dizer que eu era uma múmia de tão velha, que eu estava no fim da vida, morrendo? Isso me ofendeu, fiquei muito triste, (a Val) feriu a minha dignidade e me senti injuriada”

iG: Você é um nome conhecido no mundo jurídico. Por que resolveu entrar para o "Mulheres Ricas"?
Regina Manssur: Dentro do que fiz, sou vitoriosa. Na minha carreira não posso pretender mais nada. Achei que seria uma experiência nova na minha vida, uma coisa que faltava na minha carreira: ter fama, aparecer na televisão. Encaminhei meus filhos, todos estão formados. Tenho uma banca de advocacia conceituadíssima, sou uma mulher séria, considerada uma muito brava nos tribunais, os clientes gostam de mim, os adversários me temem. Acreditei que seria diferente aparecer em um programa que versa sobre a futilidade.

iG: Teve apoio da família?
Regina Manssur: Minha família não me deixou participar e mandou uma notificação para a Band. Fui a primeira a ser contratada e o programa iria girar em torno de mim. Eles fizeram tudo escondido de mim, me sabotaram. Estava com contrato, esperando para começar a gravação, separando o vestido vermelho... Eu ligava para a produção e chorava, falando que queria fazer o programa.

iG: Precisou representar algum personagem no programa?
Regina Manssur: No programa ninguém manda você falar mal de ninguém. Você é o seu próprio personagem. Se alguém mandasse eu falar mal de alguém, eu não iria falar. Eu representei a Regina Manssur, o que eu tinha que falar, eu falei. Mas tudo de uma forma delicada. Eu seria a mulher elegante, de berço. Faria parte do meu personagem dar uma alfinetada, mas de maneira educada.

Na minha carreira, não posso pretender mais nada. Achei que seria uma experiência nova na minha vida, uma coisa que faltava na minha carreira: ter fama, aparecer na televisão”

iG: Você realmente se ofende quando comentam sobre a sua idade?
Regina Manssur: Nenhuma mulher fala a idade. Imagina que uma com mais de 50 anos vai ficar falando dessas coisas. Então, se eu falar a verdade, ninguém vai acreditar. Vamos deixar o mistério (risos). Na verdade eu tenho orgulho da minha idade. Tenho 10 netos, 4 filhos, me considero uma mulher bonita, inteira. Não tem nada demais falar, tenho 57 anos. Espero não aparentar essa idade... Já falaram que eu tenho 70, 80, falaram que eu sou múmia, estou velha, estou morrendo...Tem coisas que ofendem, machucam, que ninguém gosta. Por exemplo: 'você está gorda'. Tudo bem, gorda você emagrece. Seu vestido está feio, você troca de roupa. Agora: ‘você está morrendo’, pra mim, é uma injúria. 

iG: Quando a Val Marchiori te chamou de "múmia", você entrou com uma queixa-crime. Não pensou nas críticas que sofreria com a exposição no programa?
Regina Manssur:  Todo mundo tem a sua dignidade. Quando me propus a aparecer, sabia que teria crítica. Mas eu jamais esperei que uma participante que frequentou a minha casa viesse falar coisas nada a ver com o programa. E coisas ofensivas. Achei de uma grosseria, de uma falta de educação... Dizer que eu era uma múmia de tão velha, que eu estava no fim da vida, morrendo? Isso me ofendeu, fiquei muito triste, feriu a minha dignidade e me senti injuriada.

A Andréa (de Nóbrega) não tem assunto. Gosta de bolsa e não sabe nem o nome da marca. Uma mulher que acha que “rótula” é feminino de “rótulo”? Então o rótulo dela é ignorante. É uma coitada”

iG: Achou a ofensa tão grave a ponto de levar adiante a queixa?
Regina Manssur:  Não gostei e existe um tipo criminal sobre isso: injúria. Quando você ofende a honra de uma pessoa. E ainda tem um agravante quando você ofende por causa de sexo, idade, cor, origem, defeito físico. Foi uma injúria com agravante de preconceito contra a idade. Acho que isso é até pra ela aprender a respeitar os outros. Se falou das outras colegas e elas não se importaram, tudo bem. Mas o meu foi diferente: fora do programa. Chorei muito por isso, mas tudo bem.

iG: Por que você ficou tão magoada?
Regina Manssur: O que me deixou magoada com esse negócio da Valdirene é que talvez eu esteja mesmo no fim da vida. Sou uma sobrevivente. Tenho uma ponte de safena, quase morri, descobriram por acaso. Então, quando fala desse negócio de morrer, mexe comigo. Parece que estou fazendo hora extra mesmo, porque era para eu ter ido embora. Como eu tive um problema muito grave de saúde e tinha 70% de chance de não voltar, dou muito valor para a minha vida mesmo. Já fiz uma cirurgia bariátrica, mas nunca foi gorda, e fiz outra no joelho também. Por isso hoje faço sapateado, musculação, aula de tango... 

iG: Por outro lado, você falou que a Andréa de Nóbrega era parecida com a bruxa da animação "A Pequena Sereia". Não seria uma espécie de dois pesos e duas medidas?
Regina Manssur: A Andréa não se dá bem com ninguém. Aí teve um programa na Band que ela falou que eu parecia uma bruxa. Então, fui malvada também porque sou extremamente inteligente. Tenho tanta coisa para falar da minha vida, ela não tem assunto. Gosta de bolsa e não sabe nem o nome da marca. Uma mulher que acha que “rótula” é feminino de “rótulo”? Então o rótulo dela é ignorante. Ela é uma coitada, uma pessoa semi-ignorante, que não tem o que falar e fez uma brincadeira grosseira comigo, desnecessária. Fiz uma mais grosseira ainda com ela, mas necessária. Não me senti injuriada com ela. Me senti triste, não brava.

Minha família não me deixou participar e mandou uma notificação para a Band. Eu ligava para a produção e chorava, falando que queria fazer o programa”

iG: Por que acha que foi alvo de tantas críticas?
Regina Manssur: Eu era a protagonista até a Val entrar, aí o Diego (diretor) não soube o que fazer comigo e atrapalhei. Talvez, se ele não tivesse me contratado naquele dia, no dia seguinte não teria contratado. Ele me deu uma coisinha ou outra para fazer, não me levou para o "Agora É Tarde". Na verdade, acho que ele pisou no tomate, vacilou. Ele não teve confiança no trabalho dele. Não arriscou e foi lá e copiou o que já tinha feito, botando a Val para falar e virou o maior barraco.

iG: Mas o Diego fez alguma edição te prejudicando?
Regina Manssur:  A Val entrou e fez tudo o que eu ia fazer no lugar. Ele (Diego) me sabotou e mudou tudo, aí não teve história, foi só barraco. Acho que ele deu a minha pauta para ela porque ele quis agradar a namorada dele. Ela falou que estava apaixonada por ele. Tem um monte de fotos deles dois. Ela fez a cabeça dele, ele foi sugestionado. Ele está agradando ela, está na cara isso. Ela comenta tudo de todo mundo. Aparece a Cozete, ela comenta. Virou a estrela principal do programa. Todo mundo virou coadjuvante dela. Eu falei que o diretor me boicotou depois que a Val entrou.

iG: E agora que o "Mulheres Ricas" acabou, já tem algum projeto artístico engatilhado?
Regina Manssur: Pelo jeito das outras, a única que vai render na televisão sou eu. Não vejo se alguém vai ter possibilidade de fazer alguma outra coisa. Eu tenho convite para fazer um programa de variedades, o pessoal achou que eu tenho o perfil de entrevistadora para fazer coisas externas. Já até gravei uma pauta em Nova York com uma produtora daqui e tenho até convite para fazer em uma emissora fechada. E aproveitando essa visibilidade, vou lançar um livro, além de continuar com o meu escritório, que eu trabalho muito e adoro.

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