Apresentador diz não se importar com as comparações com Rodrigo Faro e fala sobre as críticas que recebeu de Alexandre Frota: "Que credibilidade o Alexandre Frota tem? Tem alguma? Não, né?"

“Tenho mais alguns meses e não estou preocupado com isso”. A frase, justificando a falta de ansiedade com a renovação, ou não, de seu contrato na Record, mostra uma nova fase de Britto Jr .: mais leve e seguro. Isso ainda se reflete tanto na atração em que comanda, “Programa da Tarde”, onde topa desafios e já apareceu de aplique e salto alto, como na entrevista que concedeu ao iG.

Acostumado a amenizar algumas situações polêmicas, desta vez não mediu palavras ao ser questionado, por exemplo, sobre as críticas feitas por Alexandre Frota . No início do ano, o ator enviou um email público afirmando que Britto não tinha ritmo, não era dinâmico e não tinha noção do que estava fazendo à frente do programa “A Fazenda”. “Qual é a credibilidade que o Alexandre Frota tem? Tem alguma? Não, né? Então não tenho que me preocupar com coisas que vem de alguém que inexiste”, disparou Britto em seu camarim.

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Não tenho medo de comparação. O Rodrigo é incomparável. Quem é que vai poder competir com Rodrigo Faro? Não é o melhor apresentador, o apresentador revelação? Até o Faustão citou ele no programa”

O único momento do bate-papo que parece ter deixado Britto um pouco tenso foi a comparação com Rodrigo Faro . Nos bastidores da Record, é dado como certo que o apresentador de “O Melhor do Brasil” vai assumir de vez o posto de Britto à frente de “A Fazenda” – Faro comandou a edição de verão do reality show . “O que foi combinado comigo, assim que terminou ‘A Fazenda 5’, foi que eu apresentaria ‘A Fazenda 6’”, afirmou Britto. “Não estou pedindo para apresentar nada. Também não pedi para fazer o ‘Programa da Tarde’, o ‘Hoje em Dia’, ‘O Jogador’. Tudo isso são missões que foram colocadas para mim, planos da emissora. E eu tenho feito. Tudo o que eu fiz na Record sempre deu muito certo.”

Prestes a completar 50 anos, o apresentador afirma que está na etapa que planejou para sua carreira: a de absorver as informações e repassar para o público seu ponto de vista. “Acho que chegou o momento de ser ouvido. Não só pelo público que está me assistindo, mas ouvido internamente. O apresentador tem opinião, tem reflexão, e essas reflexões têm de ser ouvidas por quem está fazendo, dirigindo, organizando o programa.” Confira o bate-papo:

iG: Temos a informação de que você deixará, definitivamente, a apresentação de “A Fazenda”. É isso mesmo?
Britto Jr.:
O que te passaram?

iG: Que você não será mais o apresentador oficial do programa.
Britto Jr.:
Que eu não seria mais ou que eu não queria mais?

iG: Que seria substituído pelo Rodrigo Faro.
Britto Jr.:
Bom, se você tem uma fonte segura que te diz isso...Eu não tenho nenhuma informação desse tipo. O que foi combinado comigo, assim que terminou “A Fazenda 5”, foi que eu apresentaria “A Fazenda 6”. E que teria essa “Fazenda de Verão” no meio, com apresentação do inquestionável Rodrigo Faro. Então, isso aconteceu. Se mudarem de planos, é evidente que eles têm que vir aqui e me comunicar, conversar. Mas isso não aconteceu, continua valendo o último plano.

iG: Quando “Fazenda de Verão" começou, a comparação seria inevitável. Teve receio?
Britto Jr.:
Não tenho medo de comparação nenhuma. O Rodrigo é incomparável. Quem é que vai poder competir com Rodrigo Faro? Não é o melhor apresentador, o apresentador revelação? Até o Faustão citou ele no programa. Não existe essa coisa que a imprensa tem de ficar comparando ‘quem é o melhor’. Cada um é melhor na sua raia. Não existem dois Brittos, dois Rodrigos Faro. O melhor Britto que existe sou eu. Então, não tenho que entrar nessa de comparação.

O que foi combinado comigo, assim que terminou ‘A Fazenda 5’, foi que eu apresentaria ‘A Fazenda 6’”, sobre os rumores de que será substituído por Rodrigo Faro

iG: Recentemente, o ator Alexandre Frota enviou uma carta para algumas pessoas, inclusive da imprensa, te criticando. Ficou chateado com a atitude dele?
Britto Jr.:
Não fiquei chateado porque que credibilidade o Alexandre Frota tem? Tem alguma? Não, né? Então, não tenho que me preocupar com coisas que vêm de alguém que inexiste. Ele que deveria se preocupar mais com o que diz, com o que faz, porque, se não me engano, está difícil a vida para ele. Não tenho nada a ver se ele gosta, se não gosta, deixa de gostar. Pelo contrário. Se ele gostar de alguma coisa minha, é aí que vou me preocupar.

iG: Que contato tem com ele?
Britto Jr.:
Ele já trabalhou aqui na Record e nunca tive nenhum problema com ele. Ele trabalhava lá na área dele, eu, na minha, e meu contato era apenas profissional. Não tenho nada a declarar sobre essa figura. Ele esteve lá na (primeira edição da) “Fazenda”. Agora, como é que ele entrou e como é que ele saiu, eu também nem posso te dizer. Um programa dessa dimensão, como qualquer programa, vai adaptando. Algumas coisas funcionam e outras não. Então, ele não funcionou naquilo que ele estava fazendo lá, que eu nem sei o que era. E foi tirado.

Tudo o que eu fiz na Record sempre deu muito certo”

iG: Você teve a oportunidade de acompanhar "Fazenda de Verão" como telespectador. O reality com anônimos foi considerado um fracasso. O que você acha que deu errado?
Britto Jr.: Primeira coisa que preciso dizer é o seguinte: não assisti à “Fazenda de Verão”. Só assisti à estreia e ao encerramento. Não vou assistir um programa para fazer comparações com outros apresentadores. “A Fazenda” tem a história dela das cinco edições, que foram sucesso, não tenho a menor dúvida disso. Fiz bem a minha missão. A “Fazenda de Verão”, não tenho nem como avaliar. Não me envolvi com isso, nunca me perguntaram nada, nem eu quero saber, e não dou nenhuma importância para isso. Importância vou dar a hora que eu tiver que fazer.

iG: Assiste a algum reality show?
Britto Jr: Nenhum

iG: Nem de música, “Ídolos”?
Britto Jr : Assisto como um telespectador comum que de vez em quando passa os canais e dá uma olhadinha, vê que o cara tá cantando bem. Assim assisti ao “Ídolos”, ao “O Aprendiz” e, eventualmente ao “Big Brother”. Não sou um telespectador, sou um fazedor. Tenho que fazer a minha parte bem. Assistir, já é outro departamento. Assistir a reality show não é uma coisa que me interessa.

iG: O que gosta na TV?
Britto Jr.: Gosto de filmes, programas de entrevistas, de humor, principalmente programas como o nosso, revista eletrônica, que me dão uma geral do que está acontecendo, que amarram pautas boas.

Qual é a credibilidade que o Alexandre Frota tem? Tem alguma? Não, né? Então não tenho que me preocupar com coisas que vem de alguém que inexiste”, sobre as críticas que recebeu do ator

iG: Você acha que já acertaram os ponteiros do “Programa da Tarde”?
Britto Jr. : Ainda não. O “Programa da Tarde” está buscando, está tentando, atirando para ver se a gente consegue acertar exatamente no alvo. Não é um trabalho fácil. A gente está começando a acertar agora. Na minha opinião, qualquer programa de televisão leva pelo menos um ano para você entender qual é o seu público, o que as pessoas esperam de você. E não acho também interessante a gente só fazer o que o público quer. A gente também tem que ousar um pouquinho, fazer umas coisas diferentes, a gente tem que acrescentar nesse jogo.

iG: Sente falta de fazer o tipo de jornalismo que fazia antigamente?
Britto Jr.: Não sinto falta. Acho que notícia você tem todo dia, não escapa da notícia. Você pode ficar um ano sem dar uma notícia, mas a notícia vai estar sempre te cutucando. Só para citar um exemplo disso, quando aconteceu a tragédia de Santa Maria, quem foram os âncoras principais? Gugu e Eliana , e eles não são jornalistas. O que estou querendo dizer é que a notícia é mais importante do que quem está apresentando. Não sou mais repórter, não tenho mais nenhum desejo de atuar como repórter. O apresentador tem opinião, tem reflexão, e essas reflexões tem que ser ouvidas por quem está fazendo, dirigindo, organizando o programa.

iG: Em maio você completa 50 anos. Pensa em aposentadoria?
Britto Jr.: Está querendo me aposentar?

iG: Não, de repente você fala igual a Hebe, que quer morrer na TV...
Britto Jr.: Não penso em morrer na televisão, apresentando, nem nada. Não sou tão workaholic assim. Mas acho que a gente tem que construir uma independência de movimentos. A gente fala muito em independência financeira, mas acho que a independência que a gente tem que ter é a independência de opinião, de movimentos. Vou continuar até a hora que eu achar que vale a pena. Se eu algum momento meu cálculo for: ‘ninguém me ouve, ninguém quer dar um passo adiante’, aí, vou escrever minha coluna no Facebook. Este ano vou escrever mais.

Não sou um telespectador, sou um fazedor. Tenho que fazer a minha parte bem. Assistir, já é outro departamento”

iG: Por que Facebook e não um livro?
Britto Jr.: Até pensei em livro, mas ainda acho que tenho que recolher mais algumas coisas. Quero escrever um livro psicológico sobre nossa profissão. Não quero contar casos de jornalista que foi para lá, para cá. Quero, a partir desses casos, fazer uma análise psicológica, do que aconteceu na minha cabeça no decorrer desse percurso todo. Jornalista enfrenta muito preconceito. Não é fácil. Pretendo escrever sobre essa experiência.

iG: Em uma edição do “Programa da Tarde”, você apareceu com um implante de cabelo. A calvície te incomoda?
Britto Jr.: Era uma pauta sobre calvície e apareceu um cabeleireiro que faz esse tipo de implante não-cirúrgico. Ele coloca uma prótese e vai acertando, o trabalho é muito bom. Mas, a princípio, a natureza me deu isso – ou não me deu (risos) – e é com isso que vou continuar. Acho que a gente tem que buscar o melhor corte, já pensei várias vezes em deixar só um “paralamazinho”. Mas depois vem a história da imagem pública, as pessoas não estão acostumadas, pode ficar meio chocante, por isso que não fiz. Mas se eu fosse um trabalhador anônimo, longe da televisão, já teria feito.

iG: Recentemente você emagreceu bastante. É vaidoso?
Britto Jr.: Vaidoso ao normal. Emagreci bastante (12 quilos) porque comecei uma dieta e entrei num processo que deve ser o que acontece com essa mulherada que tem anorexia. Sem perceber, eu estava começando uma briga com a balança, uma competição, sem nenhum fundamento. Fui emagrecendo, emagrecendo e achando legal. Eu não precisava ficar tão magro. Depois relaxei. Não no sentido de não querer mais, mas deixei rolar normal, fazer exercício normalmente, sem dieta. O importante é ter equilíbrio, mas exagerei um pouco. Fiquei com aparência de doente.

Comecei uma dieta e, sem perceber, eu estava começando uma briga com a balança, uma competição, sem nenhum fundamento. Exagerei”

iG: Você costuma dizer no programa “a chaleira vai ferver”. O que faz a sua chaleira ferver?
Britto Jr. : O que irrita mesmo é o fato das pessoas não dedicarem seu tempo à reflexão. Todo mundo parece estar correndo e não sabe para onde está indo. É um tempo perdido, uma correria sem sentido. Isso é uma coisa que me irrita muito, assim como traições. Isso qualquer um de nós, mas ultimamente tem me preocupado essa correria sem sentido. Temos que refletir a respeito disso.

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