Apresentador participou do quadro "O Que Vi da Vida", do "Fantástico", na noite deste domingo (23)

Jô Soares participou do quadro “O que vi da vida”, do “Fantástico”, na noite deste domingo (23). O apresentador comentou as mais importantes passagens de sua vida e lembrou da infância em um colégio interno no Brasil, período em que sofreu até nas mãos dos professores, além de falar sobre o momento de dificuldade quando seus pais faliram. Jô ainda contou sobre os maiores desafios e os principais personagens na televisão, além de comentar que nunca se assiste na telinha: "chego a me achar gordo, que absurdo", brincou.

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Confira abaixo os principais momentos da entrevista:

Vaidade:

"Eu sou muito vaidoso e nunca escondi isso. Qual é o artista que não é vaidoso? É uma profissão de vitrine de exibidos. Você nasce querendo se exibir para o mundo"

Infância:

"As minhas mairoes lembranças de infância são de um colégio interno no Brasil, onde eu chorava muito. Era uma coisa de sensibilidade quase gay. Se você não tivesse uma média de notas superior a 5,0, você ficava preso o fim de semana. Isso que me obrigava na época ser um bom aluno e eu chorava muito. Até os professores brincavam: 'quer ver como ele chora?', 'poeta, chora um pouco'. Sendo gordo, ter o apelido de poeta, já é uma vitória"

Estudo na Suíça:

"Fui estudar na Suíça quando eu tinha uns 12 anos. Voltei com 17, porque os negócios do meu pai foram por água abaixo. Morávamos em um anexo do Copacabana Palace e depois de morar lá mudamos para um quarto alugado na Prado Júnior. Mas graças a Deus meus pais tinham um espírito mutio jovial. Lembro do meu pai chegando em casa dizendo 'olha, para amanhã já temos comida. Para depois de amanhã tenho que batalhar"

Filho Único e exibicionismo:

"Quando nasci minha mãe tinha 40 anos, então tudo o que eu fazia já era aprovado de cara. Pelo fato de sempre ser gordo, preferi ser conhecido pelo espírito, do que pelo físico. Então sempre fui muito exibido"

Início da carreira:

"Acho que começou por acaso, assim como tudo. Essa coisa de fazer imitações, sátiros, acabou me levando a lugares, a algumas festas e em uma delas conheci pessoas importantes. Com 18 anos já tinha carro e com 20 anos conheci diretores. Depois vim para São Paulo com 22, para passar 12 dias e fiquei 12 anos. Vim para fazer um programa que não emplacou e surgiu a ideia de fazer a 'Família Trapo'. Acho que foi o grande programa de sucesso, que começou em 1966 a foi até 1970. Em 1970 vim para a Globo"

Sentimental:

"Sou um chorão de maca maior, com coisas comoventes. Com tristeza, não"

Personagens:

"Não me vejo refazendo os mesmos personagens com a cara de hoje que eu fazia nos anos 80 [...] Não é mais o que me impulsiona [...] O programa é coisa que me dá mais prazer, mais alegria de fazer, a maior atração para mim é o bate-papo, a conversa. É dos prazeres mais gratificantes que existem [...] Poucos personagens meus tinham nome, eram mais de 400, eles ficaram conhecidos pelos bordões"

Saudade:

"Não sou uma pessoa saudosista. Faço o que estou fazendo, o que eu gosto, o que eu quero fazer"

Programa diário:

"Fazer o programa diário foi ideia do Silvio [Santos]. 'Se for diário isso não vai para frente'"

Na TV:

"Não me assisto nunca. Eu tenho um pudor de me ver. Quando eu me vejo na televisão, chego a me achar gordo, olha que absurdo"

Censura:

"Eu acho que na época da ditadura a gente tinha mais liberdade de falar as coisas do que agora na época eleitoral. E isso é uma coisa que não vai mudar, porque interessa quem faz as leis"

Medo de doenças:

"Sou um hipocondríaco de doenças exóticas. Beribéri (doença provocada pela falta de vitamina B1 no organismo)! Nem sei o que é, mas tenho pavor de pegar isso. Medo da morte é um sentimento inútil. Você vai morrer mesmo, não adianta ficar com medo. Tenho medo de ficar improdutivo. Citando o meu amigo Chico Anysio: 'você tem medo de morrer?' 'não, tenho pena'"



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