Relembre a carreira da atriz que está no ar com a reprise de sua primeira novela enquanto imortaliza Carminha


Ninguém jamais esquecerá de Carminha ( Adriana Esteves ), a vilã de "Avenida Brasil" . Ela já entrou para a galeria das malvadas mais idolatradas das novelas, ao lado de ícones como Odete Roitman ( Beatriz Segall ), Nazaré ( Renata Sorrah ), Laura ( Cláudia Abreu ) e Flora ( Patrícia Pillar ). Todas vilãs engraçadas e politicamente incorretas, a um passo da loucura.

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Por outro lado, quem se lembrava de Tininha ( Adriana Esteves ), a romântica garota que se casa com Elvis Presley ( Marcelo Faria ) em "Top Model" (1989)? No ar em reprise no Canal Viva, Tininha foi o primeiro papel de Adriana na TV, após fazer uma ponta em "Vale Tudo" (1988), e ser uma das finalistas de um concurso de novos talentos no "Domingão do Faustão" no final da década de 1980.

Depois de "Top Model", a atriz seria uma das novas apostas da Globo, que deu a ela papéis românticos e de destaque em "Meu Bem Meu Mal" (1990) e "Pedra Sobre Pedra" (1992). Até que ela alcançou o posto de protagonista, estrelando "Renascer" (1993) ao lado de Antônio Fagundes . Ela vivia Mariana, a jovem que se aproxima do Coronel Inocêncio (Fagundes) para vingar sua família, e acaba se envolvendo com o viúvo. E a carreira da atriz quase desandou.

Massacrada pela crítica e pelo público, Adriana Esteves foi bastante criticada por sua atuação naquela novela, e apontada como uma das causas do desempenho irregular da obra na audiência. Apesar disso, a atriz atuou ainda na minissérie "Decadência" (1995) e estrelou "A Indomada" (1997). No intervalo entre as duas, esteve também no SBT, com a novela "Razão de Viver" (1996). Nas três obras, ela interpretou mocinhas e heroínas típicas da TV.

O duelo de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves) é o ponto alto de
Divulgação/TV Globo
O duelo de Nina (Débora Falabella) e Carminha (Adriana Esteves) é o ponto alto de "Avenida Brasil"

Mas foi somente em 1998, com "Torre de Babel", que a atriz começou a ser valorizada, com a vilã interesseira Sandrinha. Ainda assim, faltava a aprovação definitiva, que viria no horário das 18h, onde ela estrelou "O Cravo e a Rosa" (2000). Sob a direção do lendário Walter Avancini - um dos maiores diretores de novelas e de atores que o Brasil já teve -, Adriana surgia como a rabugenta e implacável Catarina, na história inspirada em "A Megera Domada", de William Shakespeare . Foi uma atuação memorável.

Seguiram-se outras novelas, como "Coração de Estudante" (2002), "Kubanacan" (2003), "A Lua Me Disse" (2005), além da fase do seriado "Toma Lá Dá Cá" (2007-2009). Participações especiais, aparições e atuações em seriados também aconteceram - entre elas, a Nazaré jovem na primeira fase de "Senhora do Destino" (2004). Por fim, em 2011, Adriana protagonizou "Morde & Assopra" (2011), no papel da arqueóloga Júlia.

Vale lembrar também a atuação de Adriana como a cantora Dalva de Oliveira , na minissérie "Dalva e Herivelto" (2010). A atriz chegou a ser indicada ao Emmy Internacional - o Oscar da TV americana - pelo papel.

Veja também: Vingança de Carminha vira ícone da TV

Até que apareceu a personagem Carminha. O autor de "Avenida Brasil", João Emanuel Carneiro , já declarou que Adriana não foi sua primeira opção para o papel. Mas hoje é impossível imaginar outra atriz interpretando a terrível Carmem Lúcia. O sucesso da personagem pode ser avaliado nas redes sociais: basta verificar a quantidade de piadas, comentários, charges e montagens estreladas por Carminha, dentro dos mais diversos assuntos. É a prova final de que Carminha entrou definitivamente para o universo pop da TV.

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