Funkeira carioca formada em Psicologia se lança em carreira solo e quer mostrar que seu talento vai além da boa forma física

Taty surge no palco após uma chuva de papel prateado, já despindo a saia rosa que esconde um microshort. O público não tem como reagir de outra forma, vai à loucura. Tatiana Oliveira , ou apenas Taty (“Coloco o ‘y’ de abusada que sou”, diz) é conhecida como a “Princesa do Funk”, e fazia dupla com o MC Ronaldinho, sob a alcunha de “A princesa e o plebeu”.

Após cinco anos se apresentando nos reinos funks de todo o País, a princesa resolveu abandonar seu então único plebeu, convencida de que sua plebe seria uma legião de fãs. Agora a loura segue carreira solo. “Mas não houve briga. Foi tudo numa boa. Estou sentindo que sou mais dona do meu espaço. É do meu jeito”, diz.

A sessão de fotos desta matéria, na praia do Recreio dos Bandeirantes, no Rio, interrompeu uma partida de futebol na areia. Os meninos que ali estavam, no fim da tarde, logo a reconheceram e pararam tudo. A pelada ficou para depois. “Adoro meu corpo. Sei que preciso valorizar este lado, mas não gosto de ser vulgar. Cada um sabe até onde a gente pode ir. Não vou vender uma imagem de algo que não sou”, afirma.

E além de cantora, o que ela é? Taty é formada em Psicologia na PUC-RJ, com pós-graduação em Terapia de Família, pela UFRJ. Se é difícil imaginar que aquela pessoa rebolativa dos palcos ajudava, com métodos tradicionais, famílias a se reestruturarem, mais difícil mesmo foi convencer seus pais de que era hora de largar o diploma e seguir para o microfone. “Eles acharam que era brincadeira, que seria algo passageiro. Mas hoje me apoiam. Minha mãe até foi num baile me ver”, conta ela.

Suas referências musicais, segundo a própria, passam por Beyoncé , Chris Brown e Rihanna . Mas é quando Claudia Leitte se inspira em Lady Gaga que Taty fica mais feliz. “Adoro o jeito inovador dela de trazer para o Brasil estas tendências todas. Dizem até que sou parecida com ela. Gosto da Claudinha, apesar de ser um ritmo diferente do meu”, compara.

“Ele treme comigo”

O apelido de “princesa” veio pelo estilo que destoa, ainda hoje, das outras cantoras de funk. Taty sempre morou na zona sul do Rio, oriunda de uma classe média que, até pouco tempo atrás, desprezava o funk sob a acusação de ritmo de favelado. Roupas de marca, maquiagem importada, carro na garagem, intercâmbio nos Estados Unidos, viagens de lazer ao exterior. A rotina de Taty não mudou, ela conta. Só que agora tudo é embalado pelo “batidão”.

Beirando os 30 anos, casada há cinco com Marcelo Braga, seu empresário, pai de sua filha mais nova, Maria Vitoria, de 6 anos (ela também é mãe de João Guilherme, de 12, de outro relacionamento), Taty vive em um amplo apartamento no Recreio. Comprado com o cachê que recebeu ao posar para a capa de uma edição especial da Playboy , no ano passado.

Coelha de estimação

Atualmente Taty trabalha nas rádios a música “Ele treme comigo” e prepara seu primeiro CD solo para o final do ano. No mês passado ela se apresentou na Daslu, em uma festa de Bar Mitzvah. “Os homens tiraram fotos comigo e as mulheres não reclamaram”, conta ela, acariciando Babi, sua coelhinha de estimação.

Propostas indecentes também já vieram. “Foi logo depois do carnaval, quando desfilei como destaque de carro alegórico. Achei um absurdo. E também teve um engraçadinho que apertou meu bumbum num show em Porto Alegre. Os seguranças foram atrás dele e bateram, para aprender a respeitar”, conta.

Taty Princesa também sabe ser durona.

Relembre um dos sucessos da dupla "A princesa e o plebeu":

Assista a uma apresentação de Taty Princesa:

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.