Em depoimento, Alberto Alvarez disse que os filhos mais velhos do cantar o viram morto

Conrad Murray na prévia do julgamento, em janeiro deste ano
Getty Images
Conrad Murray na prévia do julgamento, em janeiro deste ano
O terceiro dia de julgamento do médico Conrad Murray , acusado de homicídio culposo – aquele em que a pessoa não tem intenção de matar – pela morte de Michael Jackson começou pontualmente às 12h45 desta quinta-feira (29) na Corte Superior do condado de Los Angeles.

Siga o iG Gente no Twitter e receba as notícias das celebridades em tempo real

O processo irá esclarecer as circunstâncias da morte do cantor no dia 25 de junho de 2009. O primeiro depoimento desta quinta foi do segurança Alberto Alvarez , que é investigado por ajudar Dr. Conrad a tirar remédios da cena do crime que foram usados por Michael Jackson.

LEIA MAIS: Foto de Michael Jackson morto é apresentada no julgamento

Em depoimento, o segurança confirmou que ligou para a emergência na noite da morte de Michael Jackson e contou ainda que na véspera o cantor estava “muito feliz” e “bem humorado”. “Dr. Conrad Murray pediu para eu ligar para o 911 quando cheguei no quarto porque o Michael teve uma reação muito ruim”, contou.

Michael Jackson em uma maca
Reuters
Michael Jackson em uma maca

Alvarez revelou que estava no trailer dos seguranças quando recebeu uma ligação do assistente pessoal de Michael, na qual foi solicitado para correr à casa do cantor, mas sem chamar atenção. “Quando cheguei no segundo andar, vi o Dr. Conrad indo em direção ao quarto de Michael Jackson”, falou ele. Ao ser questionado pelo júri sobre o que aconteceu naquele momento, ele disse que o médico procedeu com massagem cardíaca em Michael. “Ele usou apenas uma mão, com a palma da mão aberta”.

CONFIRA TAMBÉM:Advogado de defesa culpa Michael Jackson pela própria morte

Segundo ele, Dr. Conrad pediu para que ele chamasse o resgate: “Quando cheguei no quarto, ele disse: ‘Alberto, anda logo, vamos levá-lo ao hospital, chame uma ambulância’ e eu segui as orientações dele”, falou. Porém, logo em seguida os filhos de Michael Prince e Paris chegaram ao local e ele precisou se ausentar para tirar as crianças de lá. “Prince e Paris vieram atrás de mim. Paris começou a gritar e chorar pelo nome de seu pai. Dr. Conrad disse: ‘não deixe eles verem o pai deles morto’. Eu os tirei do quarto e disse: ‘crianças, não se preocupem porque vai ficar tudo bem’”, contou. “Quando retornei à situação no quarto, o Dr. Conrad disse: ele teve uma má reação e eu esperei fora do quarto”, completou ele, que percebeu que Michael agora estava com uma sonda urinária.

O segurança disse ainda que não observou nada de errado no quarto após ter ligado à emergência. “Eu liguei para o 911 e segui todas as orientações do Dr. Conrad Murray”, acrescentou. “Ele estava com a mão cheia de embalagens e pediu para que eu colocasse em uma bolsa de plástico. Depois que coloquei lá dentro, ele pediu pra eu colocar dentro de outra bolsa”, revelou.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.