O espetáculo "Infância Livre de Exploração e Abuso Sexual" contou com artistas brasileiros

Fundadora da instituição brasileira Childhood Brasil, a rainha Silvia da Suécia foi aplaudida de pé após a apresentação do espetáculo “Infância Livre de Exploração e Abuso Sexual” na noite de terça-feira (17), no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

O show contou com apresentações de artistas como Maria Gadú , que foi a primeira a pisar no palco se apresentando ao lado da banda mirim do Olodum e cantou músicas como “Adota eu” e “Divino Maravilhoso”; Caetano Veloso , que cantou “Help”, “Gente” e “Milagres do Povo”; e Djavan, que, após cantar “Alegre Menina” dedicou “Oceano” à sua mãe, Virgínia.

“Minha mãe se chamava Virgínia e viveu para criar cinco filhos sozinha. Foi uma mulher muito feliz e bem-humorada. Foi ela quem me introduziu na música vencendo todas as adversidades. Estou aqui hoje por causa dela. E esse pequeno discurso é para dizer que toda criança precisa de amor, carinho e atenção”, afirmou o cantor.

Patrícia Pillar apresentou o evento exaltando o trabalho da instituição que, há 12 anos, luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. “É preciso que toda a sociedade se articule como uma rede porque todos somos responsáveis pelo problema”, disse a atriz.

A cantora Sandy também se apresentou cantando “Melodia Sentimental” acompanhada por Marcelo Bratke no piano e pelo balé de Ana Botafogo e Thiago Soares . Milton Nascimento , Sandra de Sá , a bateria mirim da Mangueira, Seu Jorge e Renata Sorrah também participaram do evento, encerrado com Maria Bethânia cantando “O que é, o que é” e “João e Maria”.

A rainha foi aplaudida de pé pela platéia que lotou o teatro. Após o show, ela recebeu os artistas em uma sala privada onde, segundo Maria Gadú, passou a maior parte do tempo agradecendo pelo trabalho de todos. “Pô, ela fala português, né?”, comentou a cantora admirada – a rainha nasceu na Alemanha ,mas é filha de uma brasileira e morou em São Paulo dos 4 aos 14 anos.

Gadú disse ter ficado emocionada após a apresentação. “Desabei de chorar”, disse ela. Perguntada sobre suas impressões com relação à rainha após o encontro, definiu: “É fofinha e bonita. Não parou de agradecer a todos. Está falando com todo mundo. Eu que agradeci o convite”.

Quando o assunto foi a infância da cantora, disparou: “Eu não era fácil. Era muito peste. Acho que rolou um ´rivotril´ espiritual. Tenho dó da minha mãe, Neusa”. Ela relembrou uma de suas travessuras da infância. “Aos 8 anos eu tinha mania de apertar a campainha da porta de uma senhora. Mas Deus castiga e eu tropecei. Quebrei o braço. Minha mãe, lógico, não acreditou achando que era desculpa para faltar à aula”.

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