Preta Gil: “É grave a influência de humorísticos em adolescentes"

A cantora disse que programas como o "CQC" e o "Pânico na TV" incitam o preconceito e a intolerância

Juliana Moraes, especial para o iG Gente |

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Preta Gil
Preta Gil foi a apresentadora de um quizz realizado  por uma nova marca de absorventes, nesta quinta-feira (20), no qual realizava perguntas ao casal de namorados Paola Oliveira e Joaquim Lopes .

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Ao final do game, a cantora concedeu uma entrevista ao iG, na qual falou de sua relação com os programas de humor presentes na televisão brasileira. No entanto, Preta não quis se pronunciar sobre o caso em que Rafinha Bastos disse que comeria Wanessa e também o filho dela, por ser amiga da cantora .

“Eu tenho uma relação muito forte com a Wanessa . Fui madrinha de casamento dela e do Marcus [Buaiz], então não falo sobre esse assunto do Rafinha Bastos, porque sei que não é bom ficar inflamando isso agora. Está na mão da Justiça e eu acredito na Justiça”, comentou. “Já tive o privilégio de precisar da Justiça brasileira em relação a esse tipo de assunto. Eu precisei deles e eles me defenderam arduamente e acredito que a Justiça é sempre o melhor caminho sempre. Acho que está tudo certo. Sou solidária e apoio eles”, completou.

Porém, a cantora falou sobre a influência que programas como o humorístico "CQC", da Band, ou o "Pânico na TV", da RedeTV!, causam em jovens e adolescentes. Ela acredita que alguns humoristas incitam o preconceito com piadas de mal gosto e isso ajuda a aumentar a agressividade dos adolescentes.

“É grave a influência de humorísticos da tevê nas crianças e nos adolescentes. Hoje em dia a gente vê uma juventude agressiva, preconceituosa, intolerante, que aprende a ser intolerante e preconceituosa desse jeito com os ídolos que eles têm”, disse ela. “Esses ídolos são os apresentadores de tevê, que se dizem humoristas e que incitam muitas vezes o preconceito, ao me chamar de gorda, ao dizer que sou uma baleia. Não é brincadeira, como eles dizem - na minha opinião não é brincar, é sacanear as pessoas pela sua forma física, pela sua raça – acho isso um absurdo. Aí você vê crianças achando graça nisso”, refletiu.

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A cantora associou a influência de tais humorísticos nos jovens por ser uma tuiteira convicta. Preta disse que quando acontece algo na tevê que envolve seu nome, imediatamente os jovens a xingam nas redes sociais. “Eu percebo isso porque todas as vezes que tive algum tipo de ‘treta’ na internet com o Danilo (Gentili), ou com o Rafinha, automaticamente vem uma enxurrada de adolescentes me xingar. E eu penso: ‘Jesus, onde essas crianças vão parar?’”, completou.

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Preta Gil ao lado de Paola Oliveira e Joaquim Lopes

Especificamente sobre os repórteres do "CQC", Preta disse não ter problemas pessoais com ele, mas deixou claro que se sofrer alguma acusação grave, eles sofrerão as consequências. “Não tenho nenhum problema com o Danilo (Gentilli), acho que por mais que ele goste de pegar no meu pé, faz parte da profissão. Os humoristas chegam e me falam que as pessoas dão risada quando eles fazem piadas sobre mim, porque eu dou muito ibope. Não tenho mágoa nenhuma com ele, mas se um dia ele pegar muito pesado a ponto de eu achar que é grave, ele vai sofrer as consequências”, alertou.

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Preta disse ainda que seu filho, Francisco não sofre com tais influências por ser um garoto “doce” e falou ainda que não se considera a única perseguida. Ela acredita ainda que piadas machistas também têm efeito negativo sobre os jovens. “Graças a Deus tenho um filho adolescente, de 16 anos, que é muito bem educado. Ele tem uma mãe que sabe bem o que oferecer a ele em questão de conteúdo. Ele vê o mundo de maneira bacana, ele é um garoto doce". disse ela.

A cantora tem um processo judicial contra Jair Bolsonaro , deputado que a chamou de promíscua . Preta finalizou a entrevista dizendo que não pode comentar sobre o assunto, mas assegura que o processo continua na Justiça. “Sou proibida pelo meu advogado de falar sobre o Bolsonaro, mas posso dizer que o processo está correndo”, concluiu.

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